Brasil confirma segundo caso de superfungo e alerta para surto

Anvisa indicou um terceiro surto no país da doença causada pelo fungo Candida auris, que pode levar à morteReprodução microscópica do fugo Candida aurisReprodução microscópica do fugo Candida aurisKateryna Kon/Science Photo Library/Getty Images

A Anvisa recebeu a confirmação de um hospital em Recife, Pernambuco, sobre um segundo caso do chamado superfungo no país. O primeiro caso foi registrado, no dia 3 de janeiro, no mesmo hospital, mas confirmado apenas nesta semana.

A agência trata o caso como o terceiro surto de superfungo no país. Os dois pacientes, um homem de 38 anos e uma mulher de 70, foram isolados no início do mês, segundo a Anvisa.

O fungo, que tem o nome científico de Candida Auris, pode permanecer por meses em uma superfície e resiste a diversos tipos de desinfetante e antifúngicos comuns, usados para tratar doenças causadas por outras espécies de Candida.

As infecções causadas por ele podem chegar à corrente sanguínea e causar a morte de pacientes, especialmente imunodeprimidos ou com comorbidades, disse a Anvisa em um comunicado.

Em 2016, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) alertou para surtos de Candida auris na América Latina.

No Brasil, o primeiro caso foi registrado em dezembro de 2020 na Bahia, resultado em 15 casos e duas mortes.

Em dezembro de 2021, um segundo surto aconteceu depois de identificado um caso, também na Bahia.

Candida auris: Anvisa confirma surto de superfungo com 4 casos no país

Agência recebeu confirmação do segundo paciente diagnosticado em hospital de Pernambuco. Superfungo não responde a tratamentos

Com informações da Agência A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou mais um caso de infecção pelo superfungo Candida auris. A nova contaminação foi constatada no segundo paciente com o diagnóstico em hospital de Pernambuco (PE) – o outro caso no mesmo estabelecimento foi confirmado nesta semana.Brasil

Já são quatro os casos de Candida auris no país. Em dezembro do ano passado, o fungo foi identificado na ponta do cateter de um homem de 59 anos, que estava hospitalizado em unidade de terapia intensiva (UTI) na Bahia, e na amostra clínica de urina de um paciente de 88 anos, internado em uma instituição de saúde em Salvador.

A agência explicou que já é possível considerar a existência de um surto do superfungo:

“A definição epidemiológica de surto abrange não apenas uma grande quantidade de casos de doenças contagiosas ou de ordem sanitária, mas também o surgimento de um microrganismo novo na epidemiologia de um país ou até de um serviço de saúde”, detalha a Anvisa em nota.

Superfungo pode ser fatal

O superfungo é do mesmo gênero (Candida) do fungo Candida albicans, um dos principais causadores de candidíase, mas as espécies são bem diferentes. A candidíase por C. albicans é uma doença que pode afetar pele, unhas e órgãos genitais, mas é comum e de fácil tratamento. A infecção pelo Candida auris, por sua vez, é resistente a medicamentos e pode ser fatal.

O microrganismo preocupa por poder causar infecção na corrente sanguínea, sendo possivelmente fatal para pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades. Ele também pode contaminar outras pessoas e causar surtos.

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