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	<title>luizamelo &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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	<description>SUA FONTE DE INFORMAÇÃO SEGURA SOBRE SAÚDE</description>
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	<title>luizamelo &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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		<title>Vacinação contra a influenza começa nesta segunda (12)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 13:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[INFLUENZA]]></category>
		<category><![CDATA[PÚBLICO-ALVO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Público-alvo será dividido em etapas e contará com 100 salas de vacina O público-alvo de 2021 representará 1.117.656 pessoas do DF. A meta é vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis &#124; Foto: Breno Esaki/Agência Saúde Começa hoje, segunda-feira (12), a 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza, que garantirá proteção contra a influenza &#8230;</p>
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<h2>Público-alvo será dividido em etapas e contará com 100 salas de vacina<a href="https://twitter.com/intent/tweet?source=agenciabrasilia&amp;text=Vacina%C3%A7%C3%A3o%20contra%20a%20influenza%20come%C3%A7a%20nesta%20segunda%20(12)&amp;url=https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2021/04/09/vacinacao-contra-a-influenza-comeca-na-proxima-segunda-12/&amp;via=AgenciaBrasilia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></h2>



<figure class="wp-block-image"><img src="http://www.agenciabrasilia.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-09-at-18.21.48-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-283458"/><figcaption>O público-alvo de 2021 representará 1.117.656 pessoas do DF. A meta é vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde</figcaption></figure>



<p>Começa hoje, segunda-feira (12), a 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza, que garantirá proteção contra a influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B. Este ano a vacinação será dividida em etapas e o primeiro público-alvo a ser contemplado será de crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde.</p>



<p>A vacinação, que vai até o dia 9 de julho, estará disponível em&nbsp;<a href="/Users/01098859707/Downloads/Postos%20de%20vacina%C3%A7%C3%A3o_%20Influenza%202021.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">100 unidades básicas de saúde</a>&nbsp; e a maior parte será em pontos em que não há aplicação da vacina contra a covid-19, conforme explica o coordenador da Atenção Primária do DF, Fernando Erick. “Como a campanha contra a influenza ocorrerá ao mesmo tempo da campanha contra a covid-19, no DF será adotada a estratégia de separar os públicos dessas vacinações em unidades básicas distintas e, para aquelas poucas cidades em que não houve a possibilidade da divisão, as estruturas para o recebimento dos pacientes será diferenciada e bem sinalizada, principalmente com o uso de tendas. Assim evitaremos que haja confusão entre a aplicação dessas vacinas”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>“É importante que seja priorizada a administração da vacina de covid-19 caso a sua primeira ou segunda dose já esteja marcada para os próximos dias, devendo respeitar o intervalo de 14 dias para que assim possa tomar a vacina contra a influenza”Fernanda Ledes, enfermeira da SES</p></blockquote>



<p>A enfermeira da área técnica de imunização da SES, Fernanda Ledes, alerta que “a população que pertence neste momento aos grupos prioritários para as vacinações de influenza e covid-19 deve ficar alerta para o prazo de aplicação entre uma vacina e outra. É importante que seja priorizada a administração da vacina de covid-19 caso a sua primeira ou segunda dose já esteja marcada para os próximos dias, devendo respeitar o intervalo de 14 dias para que assim possa tomar a vacina contra a influenza. É importante a população ficar atenta a todas as anotações em sua caderneta de vacina”.</p>



<p>A orientação quanto ao intervalo entre as vacinas parte do Ministério da Saúde, que orienta ainda que, caso o indivíduo tenha tomado primeiramente a vacina contra a influenza, é necessário aguardar o mesmo prazo de 14 dias para que ele possa receber a dose contra a covid-19. É importante que o indivíduo leve o seu cartão de vacinação para a avaliação da equipe da unidade de saúde.</p>



<p><strong>Público-alvo</strong></p>



<p>O público-alvo de 2021 representará 1.117.656 pessoas do DF. A meta é vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis. A segunda fase da vacinação contemplará professores das escolas públicas e privadas e idosos com 60 anos e mais. Já na terceira fase estarão as pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.</p>



<p>Crianças menores de nove anos de idade que nunca foram vacinadas contra influenza precisam receber duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre elas. Para os demais imunizados, a vacina é realizada em dose única.</p>



<p>O Distrito Federal recebeu essa semana 113.600 doses para iniciar a primeira fase, o que corresponde a 29% do total dos grupos da 1° etapa. O quantitativo restante será enviado pelo Ministério da Saúde ao longo da campanha, de forma semanal.</p>



<p><strong>Contraindicações </strong></p>



<p>A vacina é contraindicada para crianças menores de 6 meses de idade e pessoas com história de anafilaxia a doses anteriores apresentam contraindicação a doses subsequentes. Contudo, na maioria dos casos, as vacinas contra influenza têm um perfil de segurança excelente e são bem toleradas.</p>



<p><em>*Com informações da Secretaria de Saúde</em></p>



<p>Fonte: Agência Brasília</p>
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		<title>Cidades mais limpas derrubam casos de dengue em quase 80%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 13:48:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS DE SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[GAMA]]></category>
		<category><![CDATA[GDF PRESENTE]]></category>
		<category><![CDATA[RECOLHIMENTO DE ENTULHO E INSERVÍVEIS]]></category>
		<category><![CDATA[REDUÇÃO DE CASOS DE DENGUE]]></category>
		<category><![CDATA[SANTA MARIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Só neste ano, mais de 95,3 mil toneladas de entulhos foram recolhidas em todo o DF. Resultados são melhores no Gama e em Santa Maria Em 2020, ano de decreto da pandemia em que as ações de cuidado com a cidade foram mantidas, o recolhimento dos descartes irregulares chegou a 603.235 toneladas &#124; Foto: Divulgação/GDF &#8230;</p>
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<h2>Só neste ano, mais de 95,3 mil toneladas de entulhos foram recolhidas em todo o DF. Resultados são melhores no Gama e em Santa Maria<a href="https://twitter.com/intent/tweet?source=agenciabrasilia&amp;text=Cidades%20mais%20limpas%20derrubam%20casos%20de%20dengue%20em%20quase%2080%&amp;url=https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2021/04/09/cidades-mais-limpas-derrubam-casos-de-dengue-em-quase-80/&amp;via=AgenciaBrasilia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></h2>



<figure class="wp-block-image"><img src="http://agenciabrasilia.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-09-at-20.11.40-1024x683.jpeg" alt="| Foto: Divulgação/GDF Presente" class="wp-image-283540"/><figcaption>Em 2020, ano de decreto da pandemia em que as ações de cuidado com a cidade foram mantidas, o recolhimento dos descartes irregulares chegou a 603.235 toneladas | Foto: Divulgação/GDF Presente</figcaption></figure>



<p>O reforço do Governo do Distrito Federal (GDF) na limpeza das cidades, por meio do programa&nbsp;<em>GDF Presente</em>, tem influenciado na redução dos casos de dengue este ano. Ao recolher semanalmente entulhos e inservíveis descartados irregularmente pela população, as equipes vem eliminando focos de proliferação do mosquito&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>, transmissor da doença.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>O número de casos de dengue no primeiro trimestre de 2021 caiu 79% se comparado ao mesmo período do ano passado</p></blockquote>



<p>Somente em janeiro e fevereiro deste ano, meses de chuva em Brasília, foram retiradas 95.377 toneladas de lixo das ruas e de terrenos baldios. Em 2020, ano de decreto da pandemia em que as ações de cuidado com a cidade foram mantidas, o recolhimento desses descartes irregulares chegou a 603.235 toneladas.</p>



<p>Por consequência, o número de casos de dengue no primeiro trimestre de 2021 caiu 79% se comparado ao mesmo período do ano passado. De 3 de janeiro a 20 de março deste ano foram diagnosticadas 2.698 pessoas com a doença, número bem inferior às 12.775 notificações de 2020. Os dados são da Secretaria de Saúde.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>“Esse trabalho de limpeza no dia a dia é importantíssimo. Esta semana o polo do GDF Presente está em Santa Maria e agrega bastante nas ações de manutenção”Marileide Romão, administradora de Santa Maria</p></blockquote>



<p><strong>Gama e Santa Maria</strong></p>



<p>Gama e Santa Maria tiveram uma queda de 90% dos casos confirmados. Nesta última, inclusive, a administração regional vem promovendo a campanha “Cidade linda é cidade limpa”. Em Santa Maria Norte, o GDF instalou um papa entulho, inaugurado no início do ano. Em todo o DF já são 12. “Esse trabalho de limpeza no dia a dia é importantíssimo. Esta semana o polo do G<em>DF Presente</em> está em Santa Maria e agrega bastante nas ações de manutenção”, afirma a administradora regional Marileide Romão.</p>



<p>Gerente de limpeza da região norte do SLU, José Lúcio Lopes avisa que o trabalho de limpeza é diário – e não para .“Estamos nas ruas liberando os pontos de descarte irregular, mas a população precisa colaborar. Seja descartando corretamente nos papa-entulhos ou contratando transportadores cadastrados no SLU que são monitorados e não descartam irregularmente em áreas públicas.”</p>



<p>Fonte: Agência Brasília</p>
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		<title>Brasileiros criam IA que analisa fatores de mortalidade por Covid-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Apr 2021 13:29:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[NOVAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores desenvolveram plataforma para identificar principais variáveis socioeconômicas e culturais que contribuem para o aumento de vítimas da pandemia Plataforma analisa dezenas de fatores que influenciam mortes por Covid-19 (Foto: Glenn Carstens-Peters/Unsplash) A desigualdade social é o fator que mais contribui para o aumento do número de vítimas da Covid-19 no Brasil. Isso é o que mostra o projeto &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2>Pesquisadores desenvolveram plataforma para identificar principais variáveis socioeconômicas e culturais que contribuem para o aumento de vítimas da pandemia</h2>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://s2.glbimg.com/nN32xSuXqw1pPUi_VUMycFJ4Teo=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2021/04/08/glenn-carstens-peters-npxxwgq33zq-unsplash.jpg" alt="Plataforma analisa dezenas de fatores que influenciam mortes por Covid-19 (Foto: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)" title="Plataforma analisa dezenas de fatores que influenciam mortes por Covid-19 (Foto: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)"/><figcaption>Plataforma analisa dezenas de fatores que influenciam mortes por Covid-19 (Foto: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)</figcaption></figure>



<p>A <a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2020/04/mapa-avaliara-como-desigualdade-social-afeta-propagacao-de-covid-19-em-sp.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desigualdade social</a> é o fator que mais contribui para o aumento do número de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/02/covid-19-ja-interrompeu-mais-de-205-milhoes-de-anos-de-vida-no-mundo.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vítimas da Covid-19</a> no Brasil. Isso é o que mostra o projeto &#8220;O que afeta a mortalidade por Covid-19&#8221;, uma plataforma de análise construída por pesquisadores do Laboratório de Inteligência Artifical da Universidade Federal de Minas Gerais (LIA -UFMG) e a Kunumi, organização brasileira com foco em <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/plantao.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ciência</a> e <a href="https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/plantao.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tecnologias</a> emergentes.</p>



<p>Segundo os estudiosos, o índice de desigualdade brasileiro chega a 53 pontos, bem maior do que a média da amostra estudada (36 pontos), que inclui 87 países ao redor do mundo. &#8220;Este foi um dos primeiros padrões observados pela&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Pesquisa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa</a>&nbsp;e&nbsp;traz à tona a necessidade de um pensamento a longo prazo para diminuir as desigualdades sociais existente no país, a fim de prevenir cenários tão ruins quanto o que estamos vivenciando hoje&#8221;, afirma&nbsp;Adriano Veloso, professor chefe do Departamento de Ciência da Computação da UFMG.</p>



<p>O docente foi o responsável por conduzir a criação da plataforma de&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2019/05/inteligencia-artificial-ja-consegue-aprender-trabalhar-em-equipe.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inteligência artificial</a>&nbsp;que é capaz de apontar quais fatores são mais importantes para a expansão e recuo da&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/03/conheca-5-maiores-pandemias-da-historia.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pandemia</a>&nbsp;em diversos países. A partir disso, ela prevê a mortalidade diária de determinada região, apontando se irá aumentar ou diminuir.</p>



<p>No caso do Brasil, os pesquisadores também conseguiram analisar o avanço da pandemia nos 26 estados e no Distrito Federal. No <a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Urbanidade/noticia/2020/09/com-66-da-populacao-infectada-manaus-pode-ter-atingido-imunidade-de-rebanho.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Amazonas</a>, por exemplo, o maior agravante para a alta na mortalidade durante a segunda onda foi a falta de leitos em <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/01/60-dos-infectados-com-covid-19-internados-em-uti-morreram-no-brasil.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">unidades de terapia intensiva (UTI)</a>: havia 16 pessoas concorrendo por cada vaga disponível. Além disso, houve uma redução de apenas 2% na mobilidade em estações de transporte, ou seja, a adesão ao distanciamento social foi muito baixa.</p>



<p>Já Minas Gerais, cujo sistema de&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/plantao.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saúde</a>&nbsp;não chegou a colapsar durante a primeira onda de casos, não conseguiu conter a segunda alta de casos pela falta de&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/02/4-fatores-necessarios-para-que-vacinacao-contra-covid-19-seja-eficiente.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vacinação</a>.</p>



<p>Em São Paulo, a ausência de distanciamento social foi a principal responsável pela aceleração da primeira onda: o índice de contenção estava em 69%, abaixo da média nacional. Além disso, a população economicamente ativa continuou a se deslocar para o trabalho: a redução da mobilidade nos transportes foi de apenas 36%.</p>



<p><strong>A plataforma</strong></p>



<p><a href="https://covid-19.kunumi.com/#/velocity/BR" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Disponível para consulta pública</a>,&nbsp;a ferramenta&nbsp;utiliza inteligência artifical para analisar a evolução da pandemia no Brasil e em outros 23 países — mais nações podem ser incluídas na plataforma nas próximas semanas.</p>



<p>A ideia do projeto surgiu a partir da necessidade de criar novas ferramentas para estudar um fenômeno tão complexo quanto a pandemia. Foi assim que as equipes do LIA-UFMG e da Kunumi decidiram alimentar um programa de inteligência artificial com dados públicos sobre o avanço da pandemia em 87 países. As principais fontes de informação são o Banco Mundial, a&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2020/07/conheca-o-papel-do-brasil-na-criacao-da-organizacao-mundial-da-saude.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Mundial de Saúde (OMS)</a>,&nbsp;a Universidade de Oxford, o&nbsp;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Atlas Brasil.</p>



<p>A partir desses dados, a tecnologia foi capaz de trabalhar com 65 variáveis que influenciam o número de óbitos por Covid-19, que vão desde comorbidades até questões socioeconômicas e culturais, como coeficiente de Gini, adesão a políticas de distanciamento social e o número de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/11/menos-da-metade-dos-profissionais-de-saude-foram-treinados-na-pandemia.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">médicos, enfermeiros</a> e leitos de UTI. Em geral, análises como esta levam em consideração uma média de apenas cinco variáveis, o que mostra a eficiência do uso de IA para analisar cenários complexos e identificar variáveis por vezes ignoradas por humanos.</p>



<p>&#8220;O foco da ferramenta é a explicabilidade dos fatores que levam ou não a um aumento no número de mortos&#8221;, destaca Veloso.&nbsp;Ao reconhecer o que influencia o avanço ou recuo da pandemia em determinada região, o sistema é capaz de prever com maior precisão a evolução da mortalidade pela&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/03/como-os-sintomas-da-covid-19-evoluem-cada-dia-de-acordo-com-gravidade.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Covid-19</a>&nbsp;nesse local.</p>



<p>Na plataforma, o usuário pode encontrar as previsões e os números reais de óbitos das 24 nações disponíveis, com gráficos que mostram a taxa diária de mortes por Covid-19&nbsp;a cada 100 mil habitantes (chamada pelos pesquisadores de &#8220;velocidade&#8221;) e a variação dessa taxa (denominada &#8220;aceleração&#8221;) desde abril de 2020.</p>



<p>O objetivo é que a plataforma ajude a identificar o que pode enfraquecer ou impulsionar a pandemia, auxiliando na criação de políticas públicas que contenham o avanço da doença no Brasil e no mundo. O código-fonte do modelo de IA será disponibilizado no site da iniciativa nas próximas semanas. A metodologia e os primeiros resultados da pesquisa foram <a href="https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.07.04.20146423v1.full.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pré-publicados na medRxiv</a> e aguardam revisão por pares.</p>



<p>Fonte: Revista Galileu</p>
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		<title>Perda de libido pode estar relacionada a problemas de saúde; entenda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Apr 2021 13:10:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS DE SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[LIBIDO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde que a pandemia mudou as rotinas dentro de casa, muitos foram os efeitos sentidos na saúde mental e física. Convivência intensa, medo do futuro, preocupação com o desemprego, estresse, dores de cabeça e dificuldade para dormir são alguns dos resultados das novas dinâmicas impostas pelo coronavírus. Em pesquisa online realizada em fevereiro de 2021 &#8230;</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2021/04/d9a589d891866c64532dd7ca2aad56b1.jpg" alt="" class="wp-image-1503" srcset="https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2021/04/d9a589d891866c64532dd7ca2aad56b1.jpg 564w, https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2021/04/d9a589d891866c64532dd7ca2aad56b1-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /></figure>



<p>Desde que a pandemia mudou as rotinas dentro de casa, muitos foram os efeitos sentidos na saúde mental e física. Convivência intensa, medo do futuro, preocupação com o desemprego, estresse, dores de cabeça e dificuldade para dormir são alguns dos resultados das novas dinâmicas impostas pelo coronavírus.</p>



<p>Em pesquisa online realizada em fevereiro de 2021 pelo UOL AD LAB em parceria com o VivaBem, 44% dos respondentes afirmaram possuir algum distúrbio psíquico, sendo que, entre esses indivíduos, 55% identificaram que os sintomas do transtorno aumentaram após o início da pandemia.</p>



<p>Nesse contexto, a libido também se tornou assunto. O termo se associa à produção e liberação de hormônios como testosterona, estrogênio, ocitocina e dopamina, com influência de fatores psicológicos, emocionais e sociais.</p>



<p>Na pesquisa do UOL AD LAB que avaliou como anda a saúde mental dos brasileiros e o que mudou na rotina, nos hábitos e na forma de pensar durante a pandemia, 28% responderam que o apetite sexual diminuiu nos últimos 12 meses e para 38% ela se manteve igual, sendo que a ansiedade, o desânimo, o estresse, o cansaço e o nervosismo cresceram mais de 40%. </p>



<p><strong>Saúde mental faz diferença</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/62/2019/09/05/falta-de-libido-1567714826704_v2_750x421.jpg" alt="falta de libido - iStock - iStock"/></figure>



<p>No início da pandemia, L.L.T.S, 35, foi demitida. Depois de alguns anos no mesmo trabalho, a publicitária precisou enfrentar um cenário de dúvidas sobre sua carreira enquanto se adaptava ao dia a dia dentro de casa.</p>



<p>&#8220;O clima de incerteza e medo não era favorável, mesmo com mais tempo disponível e a proximidade da convivência diária&#8221;, lembra. Ela conta que, depois de um tempo vivendo assim e precisando se acostumar, a libido está voltando aos poucos.</p>



<p>Segundo o psiquiatra Alisson Marques, essa tem sido uma situação comum, já que a saúde mental está entre os campos mais afetados pelas restrições por conta do coronavírus. &#8220;Episódios de ansiedade, falta de motivação ou perspectiva, entristecimento, medo e angústia estão ocorrendo, o que pode ser algo pontual ou representar adoecimento&#8221;, afirma.</p>



<p>O especialista explica que vivemos da interação de corpo, mente e ambiente, na qual também se manifesta a libido. &#8220;Então, quando um desses campos se encontra em desequilíbrio, pode ocorrer a redução dela. Uma mente organizada nas suas emoções influencia muito na expressão desse desejo&#8221;.</p>



<p>L.L.T.S recorda que perder o emprego mexeu com sua confiança e autoestima, fazendo com que ela não se sentisse alguém desejável. Além disso, alerta para um ponto importante da vida em casal: as diferenças. &#8220;Eu acho que a forma de encarar a pandemia pode não ser igual para os dois. A minha libido ficar bem não quer dizer que a do meu parceiro vai ficar também&#8221;, reflete.</p>



<p><strong>Situação pode ser mais complexa para mulheres</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/db/2020/07/22/homem-e-mulher-pulando-juntos-1595426379599_v2_750x421.jpg" alt="Homem e mulher pulando juntos - iStock - iStock"/></figure>



<p>De acordo com Mariana Rosário, ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), a libido feminina não é tão simples quanto a masculina. &#8220;Se tudo não estiver muito ajustado, ela não consegue ter o melhor orgasmo da vida ou querer fazer sexo&#8221;.</p>



<p>Como a dificuldade pode aparecer em qualquer fase da vida, Rosário argumenta que o ideal é dialogar para entender o contexto —desde uma primeira vez traumática a problemas no relacionamento— e seguir com a realização de exames clínicos que vão mostrar o estado físico da paciente.</p>



<p>&#8220;É feita a avaliação de hormônios, de metabolismo. Observamos se há tireoide alterada ou qualquer alteração metabólica que culmine em inflamação crônica, como diabetes, colesterol, hipertensão, enfim, é necessário descartar esses problemas, além de doenças psíquicas, como depressão ou transtorno de ansiedade&#8221;, explica.</p>



<p>A ginecologista também cita a interferência causada pelo uso de anticoncepcionais, a falta de reposição hormonal adequada para mulheres na menopausa e o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo Feminino (TDSHF).</p>



<p>Esse é um transtorno que estimula a diminuição progressiva da libido. Não é algo que, de um dia para o outro, tira a vontade de fazer qualquer coisa na vida, é algo que vai se desenvolvendo com o decorrer do tempo.</p>



<p>Rosário define que o TDSHF pode significar também uma alteração na quantidade de orgasmos, ou seja, a mulher consegue iniciar uma relação, mas não chega a um desfecho positivo para ela. As causas são diversas e podem reunir todos os fatores previamente citados —hormonais, metabólicos, psíquicos, emocionais, sociais etc. O tratamento, por sua vez, vai depender desses motivos.</p>



<p><strong>Os homens também sofrem?</strong></p>



<p>Segundo Willy Baccaglini, uro-oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e mestre em medicina sexual pela FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), o estresse físico, mental e emocional podem contribuir para a queda da libido masculina.</p>



<p>&#8220;Existem trabalhos mostrando que as atividades profissionais ao longo da madrugada estão relacionadas a várias questões sexuais por detrimento da qualidade do sono do homem, tais como a disfunção erétil e queda da libido&#8221;, detalha o especialista.</p>



<p>Por outro lado, ele explica que a exposição a níveis mais elevados de testosterona no homem faz com que a libido funcione de maneira diferente. </p>



<p>H.H.M, 32, sente que o fato de ter o mínimo de interação social durante a pandemia possa ter feito sua libido aumentar. No entanto, o profissional da tecnologia da informação, que divide um apartamento com a namorada, afirma que essa sensação não fez diferença na relação.</p>



<p>&#8220;Isso não quer dizer que a atividade sexual do meu relacionamento tenha aumentado. Talvez a pandemia também esteja contribuindo para uma certa monotonia&#8221;, revela. Ele também acredita que esse aumento esteja ligado à ausência de atividades físicas e de gasto de energia com elas, já que era um hábito diário.</p>



<p>Baccaglini orienta que a prática regular de exercícios realmente faz diferença, mas que é preciso observar aspectos diversos e, se necessário, investir em perda de peso, organização do sono, abordagem da saúde mental e troca de medicamentos que estejam interferindo de maneira negativa.</p>



<p>No caso de homens que apresentam níveis de testosterona baixa —o que é diagnosticado por meio de exames —a reposição hormonal pode ser indicada.</p>



<p><strong>Para potencializar a libido</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/ca/2020/06/23/pimenta-malagueta-1592941261190_v2_750x421.jpg" alt="Pimenta-malagueta - iStock - iStock"/></figure>



<p>Será que cuidar da alimentação pode ser um caminho? De acordo Thúlio Coelho, nutrólogo e endocrinologista, &#8220;não só a deficiência de nutrientes, como a ingestão de doces ou farinhas brancas é capaz de alterar a energia sexual pela diminuição dos hormônios androgênicos ou sexuais&#8221;.</p>



<p>Coelho lembra que o consumo de álcool em excesso também é um fator de risco. Durante o uso da substância, ocorre uma inibição do sistema nervoso central que pode até aumentar a disposição para o sexo, mas, a longo prazo, altas doses reduzem a produção natural de testosterona e estrogênio.</p>



<p>Na direção contrária, pimenta, nozes, romã, café, figo e alimentos com altos níveis de vitamina D —como cereais, cogumelos, peixes e ovos— podem ajudar a melhorar a libido em homens e mulheres, mas vale lembrar que o alimento sozinho não vai fazer nenhum milagre pela sua libido.</p>



<p>Fontes: Alisson Marques, psiquiatra pelo Hospital São Vicente de Paulo e médico do Núcleo de Saúde Mental do SAMU/Secretaria de Saúde do Distrito Federal; Mariana Rosário, ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Thúlio Coelho, nutrólogo pelo Hospital Israelita Albert Einstein, endocrinologista pelo Instituto de Pesquisa e Ensino Médico e integrante da equipe da clínica Vive La Vie; e Willy Baccaglini, mestre em medicina sexual pela FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e uro-oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.</p>



<p>Fonte: UOL BEM ESTAR</p>
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		<title>Em estudo, mães passam anticorpos de vacina de Covid-19 pelo leite materno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 14:03:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[ANTICORPOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Experimento pequeno nos EUA constatou que mulheres que tomaram o imunizante da Pfizer/BioNTech transferiram proteção imunológica pela amamentação ao filhos Mães que tomaram vacina da Pfizer repassaram anticorpos contra Covid-19 aos filhos pelo leite materno (Foto: Echo Grid/Unsplash) Um novo estudo com a&#160;vacina da Pfizer/BioNTech&#160;contra a&#160;Covid-19&#160;constatou que mães lactantes podem ser capazes de passar&#160;anticorpos&#160;para seus&#160;bebês&#160;por &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2>Experimento pequeno nos EUA constatou que mulheres que tomaram o imunizante da Pfizer/BioNTech transferiram proteção imunológica pela amamentação ao filhos</h2>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://s2.glbimg.com/P2q0gLuyWvyDILKPv5287ZzozoE=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2021/04/07/echo-grid-rcgisn482vi-unsplash.jpg" alt="Mães que tomaram vacina da Pfizer repassaram anticorpos contra Covid-19 aos filhos pelo leite materno (Foto: Echo Grid/Unsplash)" title="Mães que tomaram vacina da Pfizer repassaram anticorpos contra Covid-19 aos filhos pelo leite materno (Foto: Echo Grid/Unsplash)"/><figcaption>Mães que tomaram vacina da Pfizer repassaram anticorpos contra Covid-19 aos filhos pelo leite materno (Foto: Echo Grid/Unsplash)</figcaption></figure>



<p>Um novo estudo com a&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/03/vacina-da-pfizerbiontech-e-100-eficaz-em-adolescentes-de-12-15-anos.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vacina da Pfizer/BioNTech</a>&nbsp;contra a&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/04/apos-covid-19-34-desenvolvem-doencas-psiquiatricas-ou-neurologicas.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Covid-19</a>&nbsp;constatou que mães lactantes podem ser capazes de passar&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/03/vacinas-de-rnam-geram-anticorpos-em-gravidas-que-os-passam-bebes.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">anticorpos</a>&nbsp;para seus&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/02/tratamento-pode-evitar-que-mae-transmita-hiv-para-bebe-na-gravidez.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bebês</a>&nbsp;por meio do&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/11/anticorpos-contra-covid-19-sao-passados-pelo-leite-materno-sugere-estudo.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leite materno</a>. A pesquisa foi publicada no último dia 30 de março no jornal científico&nbsp;<a href="https://www.ajog.org/article/S0002-9378(21)00211-8/pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>American Journal of Obstetrics and Gynecology</em></a>.</p>



<p>Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis (WUSTL), nos Estados Unidos, realizaram o experimento com uma amostra pequena, de apenas cinco <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/02/tratamento-pode-evitar-que-mae-transmita-hiv-para-bebe-na-gravidez.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mães</a>, com filhos de um mês a 1 ano de vida. Todas elas tomaram duas doses do imunizante e forneceram amostras de seu leite materno congelado.</p>



<p>Duas semanas após a primeira <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/04/vacina-contra-zika-criada-por-brasileiro-nos-eua-tem-eficacia-em-animais.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">injeção</a>, o leite das mães já apresentou um aumento na quantidade de anticorpos contra o <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/03/vacina-da-pfizerbiontech-e-100-eficaz-em-adolescentes-de-12-15-anos.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vírus</a> da Covid-19, o <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/04/estudo-diz-por-que-sars-cov-2-se-replica-melhor-nas-vias-aereas-superiores.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sars-CoV-2</a>. E esse efeito se prolongou por 80 dias, ou quase três meses, de acordo com o estudo.</p>



<p>Para avaliar a resposta imunológica via leite materno, os pesquisadores monitoraram os níveis de dois anticorpos específicos, que têm papel fundamental no organismo no combate ao&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/04/mais-de-100-mil-brasileiros-podem-morrer-em-abril-por-covid-19.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">coronavírus</a>. Trata-se das imunoglobulinas IgA e IgG, que se mantiveram quantidade significativa no alimento entre 14 e 20 dias após a primeira dose.</p>



<p>“Sabemos que esses tipos de anticorpos revestem a boca e a garganta dos bebês e protegem contra&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/04/apos-covid-19-34-desenvolvem-doencas-psiquiatricas-ou-neurologicas.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doenças</a>&nbsp;quando o bebê está tomando leite materno. Portanto, ser vacinado durante a amamentação não só protege a mãe, mas também pode proteger o bebê, por meses”, explica&nbsp;Jeannie Kelly, primeira autora do estudo, em&nbsp;<a href="https://medicine.wustl.edu/news/for-breastfeeding-moms-covid-19-vaccinations-may-also-protect-babies/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">comunicado</a>.</p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://s2.glbimg.com/c6dZCWAMNafp7gftYkLo7bjxtik=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2021/03/01/hakan-nural-ycvur2jgfha-unsplash_1.jpg" alt="Imagem ilustrativa de vacinação contra Covid-19 (Foto: Unsplash/Hakan Nural)" title="Vacinação é especialmente importante para mulheres grávidas, que fazem parte do grupo de risco da Covid-19  (Foto: Unsplash/Hakan Nural)"/><figcaption>Vacinação é especialmente importante para mulheres grávidas, que fazem parte do grupo de risco da Covid-19&nbsp; (Foto: Unsplash/Hakan Nural)</figcaption></figure>



<p>Outras&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/02/gestantes-podem-passar-anticorpos-contra-covid-19-para-os-bebes-diz-estudo.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisas anteriores</a>&nbsp;já haviam indicado que a amamentação confere proteção imunológica aos filhos de mulheres vacinadas. O novo estudo, porém, é o primeiro a rastrear os níveis específicos de anticorpos que estão presentes por meses no leite materno.</p>



<p>&#8220;Nosso estudo é limitado por um pequeno número de participantes, mas as descobertas fornecem notícias encorajadoras sobre o potencial <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/03/anticorpos-induzidos-por-vacinas-dos-eua-podem-neutralizar-menos-variantes.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">benefício imunológico</a> para bebês amamentados após a vacinação&#8221;, comenta a coautora Misty Good, professora assistente de pediatria na WUSTL.</p>



<p>Para continuar a pesquisa com mães e bebês, os especialistas pretendem coletar novos dados sobre como a vacinação materna pode proteger os pequenos, seja quando se trata de amamentação ou pela transferência de anticorpos pela <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/02/gestantes-podem-passar-anticorpos-contra-covid-19-para-os-bebes-diz-estudo.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">placenta</a> durante a gravidez.</p>



<p>Fonte: Revista Galileu</p>
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		<title>Transplantes de órgãos continuam mesmo com a pandemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 13:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS DE SAÚDE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Das 324 operações de rins e córneas realizadas em um ano de coronavírus, HB foi responsável por 84 Para garantir a segurança de todos os que passariam por transplante e de seus profissionais, o Hospital de Base reforçou as medidas de prevenção contra a covid-19 &#124; Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF Mesmo diante dos transtornos causados em &#8230;</p>
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<h2>Das 324 operações de rins e córneas realizadas em um ano de coronavírus, HB foi responsável por 84<a href="https://twitter.com/intent/tweet?source=agenciabrasilia&amp;text=Transplantes%20de%20%C3%B3rg%C3%A3os%20continuam%20mesmo%20com%20a%20pandemia&amp;url=https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2021/04/07/transplantes-de-orgaos-continuam-mesmo-com-a-pandemia/&amp;via=AgenciaBrasilia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></h2>



<figure class="wp-block-image"><img src="http://agenciabrasilia.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-07-at-18.04.03-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-282449"/><figcaption>Para garantir a segurança de todos os que passariam por transplante e de seus profissionais, o Hospital de Base reforçou as medidas de prevenção contra a covid-19 | Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF</figcaption></figure>



<p>Mesmo diante dos transtornos causados em um ano de pandemia, a rede de saúde pública e privada do Distrito Federal conseguiu manter um serviço que a qualifica entre as melhores do País: o transplante de órgãos e tecidos. A Central de Transplantes (CET) do DF, vinculada à Secretaria de Saúde (SES), contabilizou 449 procedimentos entre 1º de março de 2020 e 1º de março de 2021, ciclo do primeiro ano da covid-19. Foram 249 transplantes de córneas, 101 de fígado, 75 de rins e 24 de coração.</p>



<p>O Hospital de Base (HB), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) e referência regional em transplantes de córneas e rins, respondeu por 84 (25%) do total de 324 procedimentos realizados nessas especialidades, segundo a CET.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>O Hospital de Base respondeu por 25% do total de transplantes realizados no DF entre 1º de março de 2020 a 1º de março de 2021</p></blockquote>



<p>A pandemia não paralisou, mas afetou o fluxo normal de atendimento do HB. Para garantir a segurança dos pacientes que receberiam os órgãos e dos profissionais que fariam as cirurgias, medidas de prevenção foram reforçadas. Resultado: o número de transplantes de rins e córneas no Base caiu 12% em comparação com o período de 1º de março de 2019 a 1º de março de 2020, quando foram registrados 96 procedimentos.</p>



<p><strong>Mudanças nos cuidados</strong></p>



<p>Os transplantes de córneas e de rins seguem normas distintas. Com a pandemia, o Hospital de Base seguiu as recomendações do Ministério da Saúde para que pudesse continuar o atendimento sem pôr em risco a saúde dos pacientes e de seus profissionais.</p>



<p>No caso das córneas — que são consideradas tecidos e não órgãos —, os transplantes eletivos ficaram suspensos entre abril e setembro, por recomendação da Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde. Naqueles meses, só foram autorizados os transplantes em que o coração do doador de córneas ainda estava pulsando. Atualmente, essas cirurgias estão ocorrendo normalmente.</p>



<p>Em relação aos rins, a Unidade de Nefrologia do HB manteve as cirurgias, mas adotou cuidados específicos, como exames RT-PCR em todos os doadores, tomografia de tórax e isolamento dos receptores. Foram, porém, suspensas as doações de rins de pessoas vivas. “Tudo isso para evitar ao máximo a contaminação pela covid-19”, explica Viviane Brandão, responsável técnica da Nefrologia.</p>



<p><strong>Pacientes beneficiados</strong></p>



<p>Atualmente, na lista de espera para esses dois tipos de transplantes estão 740 pacientes, dos quais 148 aguardam pelo procedimento no Hospital de Base. A auxiliar administrativa Ana Carolina Soares, 38 anos, saiu da lista em julho do ano passado, quando recebeu um novo rim após passar um ano e nove meses sobrevivendo por meio de hemodiálise.</p>



<p>Foi o segundo transplante de Ana. “Com 15 anos de idade, descobri um problema renal e passei 10 anos na fila”, conta. Ela fez o transplante e, 11 anos depois, ocorreu a rejeição ao órgão. Ana Carolina voltou para a fila até ser chamada para nova cirurgia. “Desta vez, os cuidados foram ainda maiores, principalmente por causa do pico de pico da covid-19”, salientou.</p>



<p>Como o corpo de Ana Carolina estava mais debilitado, a adaptação do segundo transplante foi mais difícil. Inicialmente, houve rejeição ao novo rim. Só depois de 44 dias de internação, o organismo dela aceitou o órgão. “A equipe do Hospital de Base fez de tudo para eu não perdê-lo”, conta. “Foi um tratamento intensivo e constante. Sou eternamente grata a todos.”</p>



<p><em>*Com informações do Iges-DF</em></p>



<p>Fonte: Agência Brasília</p>
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		<title>Valeriana: para que serve, indicação e efeitos colaterais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2021 14:02:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DICAS DE NUTRIÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[ANSIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[CHÁ]]></category>
		<category><![CDATA[VALERIANA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saiba mais sobre a valeriana, planta medicinal famosa por seu efeito calmante A valeriana, também conhecida como erva-dos-gatos, é uma planta medicinal muito antiga, mas apenas recentemente conquistou espaço e respeito entre os cientistas. Após estudos, foi comprovada a eficácia do uso de valeriana no combate à insônia, sendo, hoje, muito utilizada como medicamento fitoterápico. Além disso, a erva é &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h1>Saiba mais sobre a valeriana, planta medicinal famosa por seu efeito calmante</h1>



<p>A <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Valeriana" target="_blank" rel="noreferrer noopener">valeriana</a></strong>, também conhecida como erva-dos-gatos, é uma planta medicinal muito antiga, mas apenas recentemente conquistou espaço e respeito entre os cientistas. Após estudos, foi comprovada a eficácia do uso de <strong>valeriana</strong> no combate à <strong>insônia</strong>, sendo, hoje, muito utilizada como medicamento <strong>fitoterápico</strong>. Além disso, a erva é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por seus benefícios contra a <strong><a href="https://www.ecycle.com.br/component/content/article/37-tecnologia-a-favor/5648-estimulaasao-cerebral-profunda-pode-ser-alternativa-contra-ansiedade.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade</a></strong>. Não à toa, seu nome científico é derivado do latim <em>valere</em>, que significa “ter saúde”.</p>



<p>Por possuir propriedades sedativas e relaxantes, a&nbsp;<strong>valeriana</strong>&nbsp;<strong>serve</strong>&nbsp;como um&nbsp;<strong>calmante natural</strong>&nbsp;contra a&nbsp;<strong>depressão</strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>estresse</strong>, e é indicada para outros inúmeros sintomas, dentre eles:</p>



<ul><li>Reações histéricas</li><li>Hiperatividade</li><li>Cãibras</li><li>Dermatoses pruriginosas</li><li>Convulsões</li><li>Enxaquecas e dores de cabeça</li><li>Crises epiléticas</li><li>Cólicas menstruais e sintomas da menopausa</li><li>Ataques de pânico</li><li>Neurastenia</li><li>Arritmia cardíaca</li></ul>



<p>Ela também é muito utilizada no tratamento de&nbsp;<strong>doenças crônicas</strong>, como a&nbsp;<a href="https://www.ecycle.com.br/3916-doenca-celiaca" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doença celíaca</a>, o transtorno de déficit de atenção, a síndrome de fadiga crônica e a&nbsp;<a href="https://www.ecycle.com.br/7643-doenca-de-chron.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doença de Crohn</a>&nbsp;(inflamação crônica no estômago), e até mesmo para controlar vícios, como o tabagismo e o alcoolismo, já que os componentes da&nbsp;<strong>valeriana</strong>&nbsp;ajudam a combater a&nbsp;<strong>ansiedade</strong>&nbsp;e a insônia decorrentes da&nbsp;<strong>abstinência</strong>.</p>



<p>A erva&nbsp;<strong>valeriana</strong>&nbsp;não tem um cheiro muito agradável ao olfato humano, diferente do que ocorre com os felinos &#8211; o nome popular “<strong>erva-dos-gatos</strong>” deve-se ao efeito de euforia que a planta causa nesses animais (é indicado evitar deixar a planta próxima a eles). Desse modo, a raiz e o rizoma da&nbsp;<strong>valeriana</strong>&nbsp;são as partes mais utilizadas para o consumo humano. Dessas partes, são feitos suplementos, chás, cápsulas e comprimidos, que podem ser encontrados em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação ou feiras livres.</p>



<h3>Contraindicações da planta</h3>



<p>Apesar dos seus benefícios comprovados, é preciso buscar uma orientação médica antes de iniciar o seu uso. As reações são variadas e algumas pessoas ficam sedadas mesmo com uma dose baixa. Em outras, a erva&nbsp;<strong>valeriana</strong>&nbsp;pode provocar um efeito estimulante. A superdosagem pode ter efeitos colaterais tais como náuseas, tonturas, vômitos, fadiga e indisposição gastrointestinal.</p>



<p>Não é aconselhável misturá-la com álcool, outros medicamentos sedativos ou outras plantas semelhantes (como erva catnip, lúpulo, melatonina ou&nbsp;<a href="https://www.ecycle.com.br/6328-salvia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sálvia</a>), pois dessa forma seu efeito pode ser intensificado e gerar&nbsp;<strong>sonolência</strong>.</p>



<p>A <strong>valeriana</strong> também não é indicada para grávidas, pessoas que possuem alergias respiratórias e crianças menores de três anos. Além disso, a <strong>valeriana</strong> não deve ser utilizada por tempo prolongado, independente da forma como for consumida. É recomendado o período de quatro a seis semanas para completar o tratamento, mas sempre <strong>consulte uma médica ou médico</strong> para saber o que ele pensa a respeito do uso para o seu caso.</p>



<p>Fonte: ECycle</p>
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		<title>Após Covid-19, 34% desenvolvem doenças psiquiátricas ou neurológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2021 13:51:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE MENTAL]]></category>
		<category><![CDATA[DOENÇAS NEUROLÓGICAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre 236 mil sobreviventes analisados pela maior pesquisa já feita sobre o tema, um a cada três recebeu diagnóstico de distúrbios neurológicos ou psiquiátricos Transtornos de ansiedade e de humor lideraram as ocorrências (Foto: engin akyurt/Unsplash) Como mostram estudos mundo afora, anormalidades no&#160;sistema nervoso&#160;fazem parte do amplo rol de efeitos da&#160;Covid-19. Publicada nesta terça-feira (6) &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2>Entre 236 mil sobreviventes analisados pela maior pesquisa já feita sobre o tema, um a cada três recebeu diagnóstico de distúrbios neurológicos ou psiquiátricos</h2>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://s2.glbimg.com/ZsW_riQSGQ-Pd8ZMCLmjjTFEtUY=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2021/04/06/engin-akyurt-6_atifb4wew-unsplash.jpg" alt="Transtornos de ansiedade e de humor lideraram as ocorrências (Foto:  engin akyurt/Unsplash)" title="Transtornos de ansiedade e de humor lideraram as ocorrências (Foto: engin akyurt/Unsplash)"/><figcaption>Transtornos de ansiedade e de humor lideraram as ocorrências (Foto: engin akyurt/Unsplash)</figcaption></figure>



<p>Como mostram estudos mundo afora, anormalidades no&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/10/sars-cov-2-pode-infectar-celulas-mais-comuns-do-sistema-nervoso-central.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sistema nervoso</a>&nbsp;fazem parte do amplo rol de efeitos da&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/04/mais-de-100-mil-brasileiros-podem-morrer-em-abril-por-covid-19.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Covid-19</a>. Publicada nesta terça-feira (6) na revista científica&nbsp;<em>The Lancet Psychiatry</em>, a maior pesquisa já feita sobre o tema traz uma visão mais acurada – e alarmante – a respeito desses sintomas: entre 236 mil ex-pacientes, um a cada três recebeu diagnóstico de&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/03/em-estudo-85-dos-afetados-por-covid-prolongada-tem-efeitos-neurologicos.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doenças neurológicas ou psiquiátricas</a>&nbsp;no intervalo de um semestre após a infecção.</p>



<p>Conduzida por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, a investigação se deu a partir de 236.379 prontuários eletrônicos de&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/plantao.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saúde</a>&nbsp;cadastrados na TriNetX, rede de saúde dos Estados Unidos que inclui mais de 81 milhões de pessoas. Os pacientes da amostra – todos maiores de 10 anos – testaram positivo para o vírus&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/04/estudo-diz-por-que-sars-cov-2-se-replica-melhor-nas-vias-aereas-superiores.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sars-Cov-2</a>&nbsp;após o dia 20 de janeiro de 2020 e permaneciam vivos até 13 de dezembro do mesmo ano – data final da análise.</p>



<p>Dentro de seis meses, aponta o estudo, problemas de&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/noticia/2020/11/tempo-gasto-no-smartphone-nao-significa-pior-saude-mental-dizem-cientistas.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saúde mental</a>&nbsp;bateram à porta de cerca de 34% dos indivíduos, fato inédito para 13% deles – que não apresentavam histórico de doenças da categoria. Transtornos de&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/02/pessoas-com-ansiedade-e-depressao-bebem-mais-alcool-na-pandemia.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade</a>&nbsp;e de humor lideraram as ocorrências, abarcando 17% e 14% dos casos, respectivamente. Quadros de transtornos por uso de substâncias (7%) e&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/05/insonia-como-dormir-bem-em-tempos-de-quarentena-e-pandemia.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">insônia</a>&nbsp;(5%) também foram registrados. Mais raros, desfechos graves incluíram acidente vascular cerebral isquêmico (2,1%),&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/12/apatia-pode-prever-demencia-anos-antes-de-outros-sintomas-aparecerem.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">demência</a>&nbsp;(0,7%) e hemorragia cerebral (0,6%).</p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://s2.glbimg.com/3bKGchH89n4_p-jz8hqjBF7FwLs=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2021/04/06/robina-weermeijer-ihfopazzjhm-unsplash.jpg" alt="Anormalidades no sistema nervoso integram o amplo rol dos impactos da Covid-19 em uma série de estudos mundo afora. (Foto:  Robina Weermeijer/Unsplash)" title="Anormalidades no sistema nervoso integram o amplo rol dos impactos da Covid-19 em uma série de estudos mundo afora. (Foto: Robina Weermeijer/Unsplash)"/><figcaption>Anormalidades no sistema nervoso integram o amplo rol dos impactos da Covid-19 em uma série de estudos mundo afora. (Foto: Robina Weermeijer/Unsplash)</figcaption></figure>



<p>De acordo com os pesquisadores, a culpa pelos diagnósticos pode ser potencialmente atribuída à Covid-19. É o que sugerem os dados: ao comparar os 236 mil pacientes em questão com 105.579 indivíduos diagnosticados com&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/03/vacinacao-contra-gripe-pode-estar-associada-menos-casos-de-covid-19.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">influenza</a>, a análise revela que o risco de quadros neurológicos foi 44% maior para o primeiro grupo.</p>



<p>A incidência também se mostrou 16% superior entre os que foram infectados pelo novo coronavírus, em relação à uma terceira amostra com 236.038 pessoas afetadas por qualquer infecção do trato respiratório. “Nossos resultados indicam que doenças cerebrais e transtornos psiquiátricos são mais comuns após infecção por Covid-19 do que após gripe ou outras&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/busca/click?q=infec%C3%A7%C3%B5es+respirat%C3%B3rias&amp;p=0&amp;r=1617737847532&amp;u=https%3A%2F%2Frevistagalileu.globo.com%2FCiencia%2FSaude%2Fnoticia%2F2020%2F07%2Festresse-da-quarentena-pode-aumentar-risco-para-infeccoes-respiratorias.html&amp;t=informacional&amp;d=false&amp;f=false&amp;ss=&amp;o=&amp;cat=&amp;key=d36bb0a92375fcd5c0fd2302ef5373ef" target="_blank" rel="noreferrer noopener">infecções respiratórias</a>, mesmo quando pacientes são combinados para outros fatores de risco”, afirma Max Taquet, pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford e co-autor do estudo, em comunicado à imprensa.</p>



<p><strong>Casos graves – e um alerta</strong></p>



<p>Segundo o estudo, os riscos de transtornos psiquiátricos ou neurológicos podem ser maiores entre pacientes que enfrentaram&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/02/exame-de-sangue-pode-indicar-risco-de-quadro-grave-de-covid-19-diz-estudo.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quadros graves de Covid-19</a>. Enquanto essas ocorrências tiveram incidência geral de 34%, indivíduos que foram internados quando estavam com o Sars-CoV-2 viram esse número subir para 38%. Entre os que precisaram de terapia intensiva, a taxa foi ainda maior: 46%. O índice só perdeu para o dos que tiveram&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/02/moleculas-inflamatorias-podem-estar-por-tras-do-cerebro-de-covid-entenda.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">encefalopatia</a>&nbsp;(termo usado para doenças difusas cerebrais que provocam alterações em sua estrutura ou função) durante a infecção, dos quais 62% desenvolveram problemas neurológicos.</p>



<p>Desfechos graves também tiveram maior predominância entre esses pacientes. Enquanto apenas 0,9% das pessoas que não foram hospitalizadas para tratar a Covid-19 receberam diagnóstico de demência após a doença, quadros do transtorno psiquiátrico foram observados em 4,7% daqueles que, durante a infecção, tiveram encefalopatia.</p>



<p>Ainda que não revele os mecanismos biológicos por trás da&nbsp;<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/03/em-estudo-85-dos-afetados-por-covid-prolongada-tem-efeitos-neurologicos.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relação entre a Covid-19 e a saúde mental</a>, para os autores da análise, o estudo aponta a necessidade urgente de pesquisas sobre o tema – só assim, defendem os pesquisadores, esses quadros poderão ser evitados com antecedência.</p>



<p>“Embora os riscos individuais para a maioria dos distúrbios sejam pequenos, o efeito em toda a população pode ser substancial para os <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/04/por-que-um-sistema-nacional-de-saude-e-o-ideal-para-lidar-com-pandemia.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sistemas de saúde</a> e assistência social devido à <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/04/mais-de-100-mil-brasileiros-podem-morrer-em-abril-por-covid-19.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">escala da pandemia</a> e ao fato de muitas dessas condições serem crônicas”, alerta, em nota, Paul Harrison, principal autor da pesquisa. “Como resultado, os sistemas de saúde precisam de recursos para lidar com a necessidade prevista, tanto nos serviços de atenção primária quanto secundária”, afirma o pesquisador de Oxford.</p>



<p>Fonte: Revista Galileu</p>
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		<title>Anvisa alerta para riscos da automedicação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 12:24:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS DE SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[NOVAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[ANVISA]]></category>
		<category><![CDATA[RISCOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo a agência, a prática pode causar reação grave, inclusive óbito A automedicação, especialmente nesse momento de pandemia, tem preocupado autoridades sanitárias&#160;em todo o mundo. “É preciso que as pessoas se conscientizem dos riscos reais dessa prática, que pode causar reações graves, inclusive óbitos&#8221;, alertou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em comunicado. Ainda &#8230;</p>
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<h3>Segundo a agência, a prática pode causar reação grave, inclusive óbito</h3>



<p>A automedicação, especialmente nesse momento de pandemia, tem preocupado autoridades sanitárias&nbsp;em todo o mundo. “É preciso que as pessoas se conscientizem dos riscos reais dessa prática, que pode causar reações graves, inclusive óbitos&#8221;, alertou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em comunicado.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1405968&amp;o=node"><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1405968&amp;o=node"></p>



<p>Ainda segundo a Agência, essa avaliação é feita a partir de critérios técnico-científicos, de acordo com o paciente e o conhecimento da doença: &#8220;todo medicamento apresenta riscos relacionados ao seu consumo, que deve ser baseado na relação benefício-risco. Ou seja, os benefícios para o paciente devem superar os riscos associados ao uso do produto”.</p>



<p>Para se ter uma ideia da dimensão e da gravidade do problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada. Além disso, metade de todos os pacientes não faz uso dos medicamentos corretamente.</p>



<h2>Notificação</h2>



<p>Para&nbsp;identificar novos riscos e atualizar o perfil de segurança dos medicamentos, a Anvisa lembra que é imprescindível que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem as suspeitas de eventos adversos, mesmo sem ter certeza da associação com o medicamento.</p>



<p>Os eventos devem ser notificados <a href="https://primaryreporting.who-umc.org/Reporting/Reporter?OrganizationID=BR" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pelo VigiMed</a>. “A qualidade dos dados inseridos no sistema é fundamental para subsidiar a análise pelas equipes especializadas. É importante identificar o produto e informar o fabricante e o número do lote”, orienta a Anvisa.</p>



<p>Fonte: <em>Agência Brasil EBC</em></p>
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		<title>Obesidade responde por quase 50% dos gastos federais com câncer no SUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 12:12:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS DE SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[OBESIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[SEDENTARISMO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo mostra quanto o excesso de peso contribui para a doença Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) revela que o gasto com casos de câncer relacionados à obesidade entre adultos ficou em R$ 1,4 bilhão do total de 3,5 bilhões aplicados em 2018 pelo governo federal no &#8230;</p>
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<h3>Estudo mostra quanto o excesso de peso contribui para a doença</h3>



<p>Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) revela que o gasto com casos de câncer relacionados à obesidade entre adultos ficou em R$ 1,4 bilhão do total de 3,5 bilhões aplicados em 2018 pelo governo federal no tratamento da doença na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Feito em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o estudo é inédito e teve início no fim de 2019. O resultado foi publicado no dia 11 de março, na revista científica internacional&nbsp;<em>Plos One</em>.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1405896&amp;o=node"><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1405896&amp;o=node"></p>



<p>Segundo o oncologista clínico do Inca Ronaldo Corrêa, coordenador da pesquisa, de modo geral, o câncer é uma doença multifatorial. Isso significa que existem diversos fatores de risco para a doença, entre os quais o consumo de tabaco, de álcool e de carne vermelha, o sedentarismo e o excesso de peso ou obesidade.</p>



<p>O estudo concluiu que são altos os gastos com cânceres vinculados ao excesso de peso, considerando o cálculo da fração atribuível. “A gente pega a prevalência do fator de risco na população, quer dizer, quantas pessoas têm excesso de peso na população brasileira em diferentes faixas etárias e por sexo e vê qual é a prevalência desse fator de risco. Quanto maior a prevalência, maior a chance que o fator de risco tem de estar causando o câncer”, disse Corrêa hoje (5), em entrevista à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>.</p>



<p>Os pesquisadores consideram ainda outro fator epidemiológico, que é o risco relativo. Essa medida de associação indica qual é a chance de uma pessoa com obesidade vir a ter um câncer em comparação a uma que não tem excesso de peso. A partir das duas medidas – prevalência e risco relativo – tais valores são aplicados na população brasileira e chega-se à fração atribuída.</p>



<h2>Percentuais</h2>



<p>O resultado evidencia quanto o excesso de peso contribui para os diversos tipos de cânceres associados à obesidade. O estudo do Inca mostrou que, no câncer de endométrio (corpo do útero), por exemplo, o índice ficou em torno de 24%. “Então, 24% dos cânceres do endométrio no Brasil, segundo o nosso estudo, são devido ao excesso de peso”, afirmou o médico. Isso significa que, a cada quatro cânceres do endométrio, um é devido ao excesso de peso.</p>



<p>De acordo com Corrêa, no câncer de mama, a obesidade contribui com 5%; no câncer colorretal,com 1,8%; no câncer de vesícula biliar, com 8%; no câncer do final do esôfago, cm, 16%; no câncer de próstata avançado, com 2,5%. “Em cada câncer que está associado ao excesso de peso, esse fator tem uma contribuição relativa”.</p>



<p>O oncologista explicou que, se o excesso de peso for eliminado entre os brasileiros, pode haver menos 5% de casos de câncer de mama, menos 25% dos casos de câncer do endométrio e assim por diante. O estudo do Inca verificou que 80% de toda a despesa com os cânceres atribuíveis ao excesso de peso foram com tratamento de tumores malignos de mama, colorretal e endométrio. Embora a contribuição do excesso de peso seja relativamente pequena para os cânceres de mama e colorretal, quando comparados ao de endométrio, o impacto econômico é alto pela grande incidência desses cânceres no país.</p>



<p>Dados recentes da Pesquisa Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, mostram o avanço do excesso de peso e da obesidade na população brasileira nos últimos anos. O percentual de pessoas obesas em idade adulta mais do que dobrou em 17 anos, passando de 12,2%, entre 2002 e 2003, para 26,8%, em 2019. Nesse período, a proporção dos adultos com excesso de peso passou de 43,3% para 61,7%, o que representa quase dois terços dos brasileiros. Entre os mais jovens, os dados também preocupam: um em cada cinco adolescentes com idade entre 15 e 17 anos apresentou excesso de peso, e cerca de um terço das pessoas de 18 a 24 anos é obesa.</p>



<h2>Risco</h2>



<p>Ronaldo Corrêa alertou que uma criança ou adolescente com excesso de peso tem grande risco de se tornar um adulto com excesso de peso. “É provável que o excesso de peso na infância e adolescência seja um fator de risco para a pessoa permanecer com excesso de peso na vida adulta”. Mais tarde, na vida adulta, esse adolescente vai correr o risco de desenvolver câncer.</p>



<p>O médico argumentou que uma análise do Brasil nos últimos 20 anos indicará que houve aumento do excesso de peso tanto na população de adultos quanto na de crianças e adolescentes. Para os especialistas, isso sinaliza que, no futuro, haverá vários problemas de saúde. “Não só câncer, mas doenças cardiovasculares, diabetes, entre elas.”</p>



<p>Segundo o coordenador do estudo do Inca, o tratamento do excesso de peso poderia representar uma economia de R$ 60 milhões no gasto de R$ 1,4 bilhão registrado pelo governo federal no SUS em 2018. O dinheiro poupado com a eliminação desse fator de risco poderia ser aplicado em mais prevenção e em tratamentos mais eficazes, que podem reduzir a mortalidade por câncer.</p>



<h2>Covid-19</h2>



<p>Na avaliação de Corrêa, o distanciamento social e o confinamento adotados para impedir a disseminação da covid-19 podem aumentar o percentual de obesos no país, por causa do sedentarismo e do maior consumo de alimentos processados e ultraprocessados. “É provável que, com esses fatores, tenha havido um aumento do excesso de peso na população.” Ele esclareceu, porém, que aumento de peso não significa que a pessoa vá ter câncer imediatamente. “Existe o que a gente chama de&nbsp;<em>gap</em>&nbsp;[lacuna] temporal. A pessoa vai passar alguns anos exposta àquele fator de risco para desenvolver um câncer.”</p>



<p>Corrêa explicou que a pessoa começa a vida adulta aos 20 anos. Se ficar com excesso de peso até os 30, a partir de 40, 50, 60 anos, ela tem muito mais risco de ter câncer do que os adultos que se mantiveram no peso ideal. O médico destacou, porém, que ao final da pandemia, quem ganhou peso nesse período pode retornar às atividades normais e emagrecer. “Não é uma condenação”, disse Corrêa, que definiu a pandemia como um evento transitório, que vai passar.</p>



<p>A diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho, disse que os resultados do estudo podem ajudar os formuladores de políticas públicas, como o próprio instituto, a dar prioridade a ações de controle do câncer, buscando equilíbrio entre o que é gasto na prevenção, especificamente no excesso de peso, e o que é gasto com o tratamento do câncer.</p>



<p>Fonte: <em>Agência Brasil EBC</em></p>
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