Médicos deixam Amazonas por falta de salários

Manaus – O presidente da Associação Médica do Amazonas (AMA), doutor Jorge Akel, divulgou que, no ano passado, mais de 500 médicos pediram transferência para outros Estados, por conta dos atrasos constantes de salário. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da associação prestou solidariedade aos profissionais da saúde e falou sobre a dificuldade diária em obter os equipamentos necessários de proteção para o trabalho.

No vídeo, Jorge Akel, que também é secretário do Conselho Regional de Medicina (CRM), fala sobre a luta diária dos profissionais de saúde. “Eu me solidarizo com os profissionais da área da saúde, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais, que estão nessa batalha árdua contra a pandemia do coronavírus, enfrentando todas as dificuldade possíveis e imagináveis, tanto os profissionais do serviço público e privado, mas principalmente do público, que estão encontrando uma maior dificuldade pelo aumento exponencial da demanda e dificuldades de equipamentos de proteção”, disse.

Segundo o presidente da AMA, o Estado do Amazonas vem se arrastando com dificuldade para honrar com os compromissos com as cooperativas médicas, desde o início de 2019 até os dias de hoje, com atrasos constantes de pagamento.

“Sempre atrasando os pagamentos, de três a quatro meses. O CRM registrou no ano de 2019, um total de 550 médicos que pediram suas transferências, do Amazonas para outros Estados, alegando a dificuldade de manter o sustento da família por conta do atraso constante dos salários”, disse Jorge Akel.

O médico reforça as recomendações do Ministério da Saúde e solicita o apoio da população no combate a proliferação do novo coronavírus. “Pedimos à população colaboração e que exerça os cuidados com a higiene, e as etiquetas de tossir, uso de máscaras, conforme tem sido propagado na mídias as orientações do Ministério da Saúde”, explicou.

Fonte: D24am

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