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	<title>CÂNCER &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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	<description>SUA FONTE DE INFORMAÇÃO SEGURA SOBRE SAÚDE</description>
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	<title>CÂNCER &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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		<title>Tecnologia inédita no país faz a diferença para tratar o câncer de pâncreas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2021 12:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS DE SAÚDE]]></category>
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<p>Neste último domingo, 28, no centro cirúrgico do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o radiologista intervencionista Luiz Tenório Siqueira posicionou cuidadosamente, com precisão milimétrica, quatro agulhas finas ao redor de um tumor de pâncreas, sob o olhar atento de um dos maiores cirurgiões do país, o doutor Antônio Luiz Macedo. Foi a estreia no Brasil de uma tecnologia que, até hoje, só está disponível em poucos centros do mundo. Chama-se Nanoknife.</p>



<p>Graças a ela, o tumor &#8220;engaiolado&#8221; recebeu ondas de eletrochoque de 3 mil volts. Nesse ponto do procedimento, ninguém precisou esperar muito — &#8220;a etapa dos disparos de corrente elétrica, que só atingem o que está na área entre as agulhas, leva apenas de 1 a 5 minutos&#8221;, descreve o doutor Tenório.</p>



<p>Esse tempo breve, porém, é mais do que o suficiente para a eletricidade dilatar determinados poros na membrana das células tumorais — e isso é tudo o que se quer. Aliás, o procedimento é conhecido por eletroporação irreversível. E realmente não há volta: &#8220;Com essa carga, os poros ficam tão dilatados que não se fecham mais&#8221;, diz o doutor Tenório.</p>



<p>Segundo o intervencionista, a ciência descobriu o fenômeno ainda nos anos 1980. &#8220;Mas só recentemente surgiu essa tecnologia e ela pode fazer total diferença em alguns casos de câncer pâncreas que antes a gente não conseguia operar&#8221;, conta.</p>



<p>Os tais poros funcionam como portas, por onde as células recebem nutrientes e também eliminam aquilo de que não precisam mais. Deixam entrar ou sair sódio, potássio e água, por exemplo, o que mantém sua integridade. Laceados, porém, não controlam mais nada disso, como se permanecessem escancarados deixando tudo passar. E, sem fazer direito suas trocas com o ambiente, a célula não tem saída — morre.</p>



<p>Foi o que aconteceu quando as agulhas cercaram o tumor de pâncreas da primeira paciente submetida ao tratamento há dois dias, uma mulher de 55 anos. A lesão maligna estava encostada em um tronco de artérias das mais importantes. Saiba: não é difícil isso acontecer se o câncer surge nessa glândula.</p>



<p>Quando o cirurgião responsável por esse caso, o doutor Macedo, menciona os vários vasos que passam por esse órgão, fica claro que se trata de uma encruzilhada até para médicos experientes. Aliás, inevitável a gente se lembrar daqueles filmes de ação em que o herói precisa levar embora algo que está em uma sala com feixes de laser saindo por todos os lados e ele, sem poder esbarrar em nenhum deles. No caso, é o bisturi que não pode relar em uma artéria ou em uma veia dessas ao extirpar o tumor.</p>



<p>Só que entenda: sem arrancá-lo fora, por sua vez, o câncer de pâncreas fica sem solução. Então, a quimioterapia, a radioterapia e até mesmo as modernas terapias-alvo só conseguem manter a doença sob certo controle, aumentando a sobrevida e dando mais qualidade ao dia a dia.</p>



<p>A enorme dificuldade que é operar um pâncreas Mas como tirar o tumor — imagine! — se ele estiver grudado na artéria esplênica com seu trajeto sinuoso irrigando o baço, o próprio pâncreas e seguindo para o estômago? &#8220;O risco é sempre alto&#8221;, nota o doutor Macedo.</p>



<p>Tem ainda a artéria mesentérica e ela também leva sangue para boa parte do intestino. Já a gastroduodenal abastece o piloro, a passagem do estômago para a porção intestinal do aparelho digestivo. &#8220;Existem ainda as artérias pancreaticoduodenais, a inferior e a superior&#8221;, dá outro exemplo o cirurgião e esse nome comprido já entrega o seu percurso. Acredite: esbarrar em qualquer vaso no pâncreas é uma encrenca que pode parar muito além de seus limites.</p>



<p>&#8220;Quando o tumor de pâncreas está quase colado a um vaso assim, até a chegada dessa tecnologia só nos restava uma alternativa que nunca foi muito boa: cortar junto uma margem de segurança ao seu redor menor do que 1 milímetro&#8221;,explica o doutor Macedo.</p>



<p>O problema é que, sem o bisturi levar uma margem maior do que 1 milímetro, costumam sobrar células doentes próximas à parede da veia ou da artéria. O câncer volta e, pior, aquele pâncreas não suporta mais uma cirurgia no mesmo lugar.</p>



<p>É essa ameaça que o Nanoknife afasta com suas agulhas e correntes — se por azar ficar uma célula maligna para trás nessa área de borda que não foi retirada, ela irá morrer por causa dos poros irremediavelmente dilatados. Com isso, os médicos agora podem operar casos para os quais, até então, a cirurgia era descartada. E isso pode mudar a cara da doença.</p>



<p>Talvez você se pergunte por que razão uma artéria na vizinhança da lesão maligna não corre o mesmo perigo, isto é, de também ficar com os poros afrouxados graças à corrente das agulhas espetadas rentes.</p>



<p>&#8220;A parte externa da parede de um vaso não tem células cheias de poros. Ela é mais firme, basicamente formada por colágeno&#8221;, ensina o doutor Macedo. E o doutor Luiz Tenório completa: &#8220;Outro detalhe é que essa tecnologia não libera calor, o que protege os vasos também&#8221;.</p>



<p>Por que a maior parte dos casos é avançada O médico Paulo Hoff, presidente da Oncologia D&#8217;Or, rede à qual pertence o hospital onde o Nanoknife fez sua estreia, conta que apenas dois em cada dez casos de câncer de pâncreas são diagnosticados em estágio inicial, quando ainda são muito pequenos e, portanto, passíveis de cirurgias. &#8220;O pâncreas é um órgão localizado muito no fundo do abdômen, então fica difícil para os exames o visualizarem direito e acusarem qualquer alteração, se um tumor está no início&#8221;, justifica.</p>



<p>A maioria dos flagrantes ou se encaixa no que os oncologistas chamam de tumores localmente avançados — isto é, tumores ainda restritos ao pâncreas, mas que crescerem a ponto de esbarrar nesses vasos importantes, ficando impossível operar — ou então já se espalhou pelo organismo, no triste fenômeno da metástase.</p>



<p>Para piorar, conforme a localização, até mesmo os tumores localmente avançados não dão sinais. Olhe a imagem do pâncreas que acompanha este texto: se o câncer aparece na área que lembra uma cabeça, a pessoa ainda pode sentir uma dor lhe atravessando até as costas e ficar toda amarelada. Isso é bom? &#8220;Em parte, porque ela descobre a doença mais cedo para iniciar algum tratamento. Em compensação, essa é uma região especialmente cheia de daqueles vasos que irrigam órgãos vitais e, por isso, a gente simplesmente não pode arrancar a cabeça do pâncreas com um tumor localmente avançado junto&#8221;, esclarece.</p>



<p>Já no corpo e no que os médicos chamam de cauda do pâncreas, não há pista da doença, que, aí, ganha terreno silenciosamente. Talvez — de novo! — até encostar em algum vaso&#8230; Assim, voltamos ao ponto problemático de sempre. Por isso a aposta na eletroporação: ela pode diminuir tumores localmente avançados para que eles possam ser extirpados como os tumores das fases mais iniciais.</p>



<p>Mais comum com o aumento da obesidade &#8220;Tabaco, álcool em excesso — e, muitas vezes, a inflamação do pâncreas provocada por ele, a pancreatite — e pedras na vesícula sempre foram as causas mais comuns do câncer de pâncreas&#8221;, explica Paulo Hoff.</p>



<p>A genética pesa em alguns casos — naquelas famílias com alterações nos genes BRCA1 e BRCA 2 também envolvidos no câncer de mama e de ovários, por exemplo. </p>



<p>&#8220;No entanto, hoje em dia essa lista ganha mais alguns fatores importantes: o sedentarismo, a obesidade e certos poluentes presentes no meio ambiente&#8221;, alerta o oncologista.</p>



<p>Não à toa, na última década a prevalência de câncer de pâncreas entre os brasileiros vem aumentando cerca de 4% ao ano — é um bocado. De acordo com os dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), esse tumor representa apenas 2% dos casos de câncer no país. No entanto, 4% das mortes por câncer são causadas por ele. Porque, provavelmente, encostou onde não devia. Em parte desses casos, agora, será possível cogitar a cirurgia. Que, no caso, é a verdadeira saída.</p>



<p>FONTE: <em>VIVA BEM UOL</em></p>
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		<title>Vacina contra câncer é eficaz em 100% dos testes, diz pesquisa</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2020 15:47:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tratamento desenvolvido em Harvard é voltado para tumores de difícil recuperação Tratamentos para o câncer são complexos. A quimioterapia mata as células cancerosas, mas também danifica as células saudáveis do corpo &#8211; e em alguns casos não previne a metástase do tumor. Imunoterapias contorna esse problema agindo no sistema imunológico do paciente para gerar uma resposta anticâncer sustentada, mas &#8230;</p>
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<h4>Tratamento desenvolvido em Harvard é voltado para tumores de difícil recuperação</h4>



<p>Tratamentos para o câncer são complexos. A quimioterapia mata as células cancerosas, mas também danifica as células saudáveis do corpo &#8211; e em alguns casos não previne a metástase do tumor. Imunoterapias contorna esse problema agindo no sistema imunológico do paciente para gerar uma resposta anticâncer sustentada, mas frequentemente têm problemas para superar o ambiente imunossupressor criado pela doença.</p>



<p>Pesquisadores do Harvard’s Wyss Institute juntaram &#8220;o melhor dos dois mundos&#8221; para propor um novo tratamento que une a efetividade da quimioterapia e a eficácia de longo prazo da imunoterapia. A vacina contra o câncer baseada em biomaterial desenvolvida pelos cientistas foi apresentada em um estudo publicado na <em><a target="_blank" rel="noreferrer noopener" href="https://www.nature.com/articles/s41467-020-19540-z">Nature Communications</a></em>.</p>



<p>Em laboratório, 100% das cobaias com câncer de mama triplo-negativo que receberam a vacina sobreviveram. &#8220;Esse tipo de câncer não estimula respostas fortes do sistema imunológico, e as imunoterapias existentes não conseguiram tratá-lo&#8221;, explica o coautor do artigo, Hua Wang.</p>



<p>Com o novo tratamento, a quimioterapia produz um grande número de fragmentos de células cancerosas mortas que o sistema imunológico pode usar para gerar uma resposta específica para aquele caso. Os pesquisadores ainda adicionaram à vacina fitas de DNA sintético que melhoram ainda mais a resposta imunológica e impedem que células cancerosas de se escondam do tratamento.</p>



<p>&#8220;Um dos fatores limitantes críticos no desenvolvimento de vacinas contra o câncer é a seleção de antígenos associados ao tumor, porque atualmente temos apenas uma biblioteca muito pequena de antígenos conhecidos para algumas linhas de células tumorais específicas&#8221;, afirma outro pesquisador envolvido no estudo, Alex Najibi.</p>



<p>A equipe continua a explorar a combinação de quimioterapia com vacinas contra o câncer e espera melhorar sua eficácia antitumoral para outros tumores de difícil tratamento. Os pesquisadores esperam que mais estudos permitam compreender e otimizar o sistema, de maneira que possa ser testado em pacientes humanos.</p>



<p>FONTE: OLHAR DIGITAL Via: <em><a target="_blank" rel="noreferrer noopener" href="https://www.engadget.com/harvard-wyss-institute-cancer-cocktail-155517406.html">Engadget</a></em></p>
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		<title>Exame de sangue pode descobrir câncer 4 anos antes de sintomas</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2020 20:47:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Novo estudo detecta sinais de câncer até quatro anos antes do diagnóstico convencional >> Pesquisa preliminar feita na China e nos EUA analisou, a partir do exame de sangue, alterações genéticas que sinalizam cinco tipos de tumores em uma fase muito inicial.Uma em cada três pessoas que leem estas linhas desenvolverá câncer ao longo da &#8230;</p>
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<p>Novo estudo detecta sinais de câncer até quatro anos antes do diagnóstico convencional >> Pesquisa preliminar feita na China e nos EUA analisou, a partir do exame de sangue, alterações genéticas que sinalizam cinco tipos de tumores em uma fase muito inicial<br>.<br>Uma em cada três pessoas que leem estas linhas desenvolverá câncer ao longo da vida, e a maioria será curada. As chances de superar essa doença dependem de quando é diagnosticada: quase 9 em cada 10 pacientes terão um bom prognóstico se o tumor for detectado nos estágios iniciais, mas apenas 1 em cada 4 terá um bom prognóstico se o diagnóstico ocorrer em estágios avançados. Por isso, é crucial desenvolver novos métodos de diagnóstico precoce. As técnicas de análise genética e massa de pacientes tentam alcançar um objetivo espantoso, mas possível: detectar o câncer antes mesmo que apareça.<br>.<br>Um estudo publicado nesta terça-feira acrescenta um passo rumo a esse futuro: um exame de sangue que detecta cinco tipos de câncer até quatro anos antes do diagnóstico por métodos convencionais, como colonoscopias ou mamografias. O trabalho, publicado na Nature Communications, foi feito por uma equipe de pesquisadores chineses e norte-americanos e ainda é uma evidência preliminar, mas promissora.<br>.<br>A técnica se concentra na epigenética, um campo da biologia molecular que estuda alterações químicas que estão no DNA e que modificam a função dos genes. Costuma-se dizer que, se o DNA fosse um piano muito comprido com todas as teclas necessárias para nos manter vivos e saudáveis, a epigenética seria o dedo do pianista que determina quais notas serão tocadas e como. Alterações epigenéticas explicam por que o estilo de vida de um pai pode afetar a saúde dos filhos, por exemplo, e em geral, elucidam como as coisas às quais somos expostos em nosso dia a dia podem afetar o funcionamento de nosso genoma, teoricamente imutável.<br>.<br>Os pesquisadores se voltaram para um grande banco de dados conhecido como Estudo Longitudinal de Taizhou —uma cidade chinesa—, o qual coletou plasma de mais de 100.000 voluntários entre 2007 e 2014. Depois, a saúde deles passou a ser acompanhada para toda a vida. Entre todos eles, os pesquisadores se concentraram no plasma de 605 pessoas, das quais 191 desenvolveram câncer quatro anos após a primeira coleta de sangue.<br>.<br>Esta grande biblioteca de plasma permitiu que os cientistas comparassem a confiabilidade de um teste que analisa a metilação, um tipo de alteração epigenética no DNA de células tumorais que circula pela corrente sanguínea e que pode revelar a presença de câncer em seus estágios iniciais. Os cientistas fizeram uma análise muito detalhada para reunir quase 500 tipos diferentes de metilação que compõem um raio-x do câncer quase impossível confundir com o de uma célula saudável, de modo que evita ao máximo os falsos positivos.<br>.<br>O novo método de diagnóstico, conhecido como Panseer, foi capaz de detectar sinais de câncer no plasma de pacientes que teoricamente estavam saudáveis —mas foram diagnosticados com tumores quatro anos depois—, com uma confiabilidade de cerca de 90%.<br>.<br>Os cientistas se concentraram em cinco tipos de tumores: esôfago, estômago, pulmão, fígado e cólon. Esses cinco tipos de tumores respondem por mais de dois milhões de mortes todos os anos somente na China e nos Estados Unidos, destacam os autores, “e a detecção precoce poderia reduzir bastante essas mortes”, acrescentam. Só existem métodos confiáveis de diagnóstico precoce para câncer de cólon e para o de pulmão, mas, neste caso, funciona apenas para um número limitado de pacientes. Os métodos de diagnóstico precoce podem economizar dezenas de bilhões de reais em tratamentos de saúde, afirmam os pesquisadores.<br>.<br>Mas a possibilidade de detectar o câncer de forma prematura é só o começo. Os próprios responsáveis pelo trabalho alertam que o exame foi feito com amostras de plasma já armazenadas e que agora é necessária uma checagem em um ambiente real para ver se realmente é possível a antecipação em quatro anos em relação aos sistemas de detecção convencionais.<br>.<br>Kun Zhang, bioengenheiro da Universidade da Califórnia em San Diego e coautor do estudo, explica que os primeiros exames para um tipo de tumor poderia estar prontos em cerca de três anos, enquanto aqueles que podem detectar vários tipos poderão levar dois anos a mais. Antes, será necessário realizar ensaios clínicos com pacientes para demonstrar sua eficácia. Zhang, como muitos outros signatários do estudo, está vinculado à empresa norte-americana de biotecnologia Singlera Genomics, que será responsável pelo desenvolvimento dessas análises.<br>.<br>Esse tipo de exame de sangue é conhecido como biópsia líquida. Já existem alguns para tipos específicos de câncer, embora sejam métodos que no momento são usados depois do diagnóstico, para personalizar o tratamento de um paciente, por exemplo. Os pesquisadores do estudo destacam que em todos, ou quase todos, os casos analisados os pacientes provavelmente já tinham câncer, mas só foi diagnosticado quatro anos depois. A ideia seria usar esse exame de sangue como um teste na população em geral para detectar casos ocultos e aumentar a vigilância, ou aplicar outros métodos para tentar descobrir em que órgão pode haver um tumor e confirmar isso com outras técnicas. O tratamento começaria mais cedo e, portanto, as possibilidades de cura aumentariam, argumentam.<br>.<br>“Essa técnica ainda está em um ponto inicial de desenvolvimento”, alerta Rodrigo Dienstmann, pesquisador principal do Grupo Oncology Data Science do VHIO, em Barcelona. Esse especialista em genômica do câncer diz que, do ponto de vista técnico, esta é a primeira prova de que essa análise específica funciona. Mas o mais importante, na opinião dele, é que a análise da metilação do DNA do tumor “mostra novamente que poderia ser um bom método de diagnóstico precoce do câncer”.<br>.<br>Os tumores surgem quando uma célula acumula certo número de mutações genéticas causadoras de câncer. O problema é que essas mutações, que são erratas no código genético da célula, são muito heterogêneas e cada paciente pode ter especificidades, o que dificulta o desenvolvimento de um método de rastreamento baseado apenas em mutações. Por outro lado, a metilação do DNA “é muito mais recorrente e podemos vê-la em 95% dos casos de câncer”, diz Dienstmann. O DNA do tumor detectado por esses exames de sangue provém de células tumorais que morreram ou foram destruídas pelo sistema imunológico e seus restos mortais passaram para a corrente sanguínea.<br>.<br>Um estudo realizado em 2018 mostrou que essa técnica pode não apenas detectar o câncer precocemente, mas também identificar o órgão de origem, algo fundamental nesses exames. “Não faz muito sentido poder dizer a alguém que tem câncer ou que terá se você não lhe disser onde e quando isso acontecerá”, resume o pesquisador.<br>.<br>Agora, esse novo exame deverá ser testado com pacientes atuais e sua eficácia será comparada com a dos métodos convencionais, como mamografias ou colonoscopias, para demonstrar que melhora a sobrevida do paciente. “Dois aspectos importantes para a adoção dos métodos de triagem são a relação custo-eficácia e a redução da mortalidade com a detecção precoce”, explica Teresa Alonso, secretária científica da Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM). “Este estudo demonstra a capacidade da técnica de detectar esses cinco tipos de tumores quatro anos antes do diagnóstico com técnicas convencionais, mas uma das grandes limitações do estudo é que faltaria determinar o custo-eficácia deste método. Hoje, esses estudos são caros, tanto em nível econômico como em interpretação, e é difícil sua aplicação generalizada na população. No entanto, graças aos avanços tecnológicos, essas técnicas estão se tornando mais baratas e aplicáveis “, observa.<br>.<br>FONTE: EL PAÍS<br>.</p>



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		<title>Vacina contra o câncer está pronta para testes em humanos</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 02:55:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas australianos tiveram sucesso nos estudos pré-clínicos e devem passar para a próxima fase Cientistas australianos desenvolveram uma vacina efetiva contra o câncer e agora devem começar testes em humanos  Cientistas da empresa Mater Research, em parceria com a Universidade de Queensland, em Brisbane, na Austrália, devem começar a testar em humanos uma vacina contra &#8230;</p>
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<h4>Cientistas australianos tiveram sucesso nos estudos pré-clínicos e devem passar para a próxima fase</h4>



<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/07/vacina-contra-cancer.jpg" alt="" class="wp-image-160" srcset="https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/07/vacina-contra-cancer.jpg 770w, https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/07/vacina-contra-cancer-300x156.jpg 300w, https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/07/vacina-contra-cancer-768x399.jpg 768w" sizes="(max-width: 770px) 100vw, 770px" /><figcaption>Cientistas australianos desenvolveram uma vacina efetiva contra o câncer e agora devem começar testes em humanos </figcaption></figure>



<p>Cientistas da empresa Mater Research, em parceria com a Universidade de Queensland, em Brisbane, na Austrália, devem começar a testar em humanos uma vacina contra o câncer. Com potencial para tratar diferentes tipos da doença, a promessa teve resultados positivos nos estudos pré-clínicos. O estudo foi publicado na revista médica&nbsp;<em>Clinical and Translational Immunology</em>.</p>
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