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	<title>DIETA &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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	<title>DIETA &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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		<title>Qual é a dieta que mais faz bem ao coração?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2021 14:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DICAS DE NUTRIÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS DE SAÚDE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diante de novos estudos, médico discute quais nutrientes devem ser priorizados e os princípios de um cardápio bem-vindo à saúde cardiovascular Legumes e verduras são preconizados pelos seus efeitos protetores ao sistema cardiovascular.&#160;Foto: Veja Saúde/SAÚDE é Vital Por meio de observação empírica, o homem foi descobrindo, ao longo dos séculos, que alguns alimentos eram melhores &#8230;</p>
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<h2>Diante de novos estudos, médico discute quais nutrientes devem ser priorizados e os princípios de um cardápio bem-vindo à saúde cardiovascular</h2>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://saude.abril.com.br/wp-content/uploads/2021/03/dieta-cora%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="foto de prato de legumes e verduras em formato de coração"/><figcaption>Legumes e verduras são preconizados pelos seus efeitos protetores ao sistema cardiovascular.&nbsp;Foto: Veja Saúde/SAÚDE é Vital</figcaption></figure>



<p>Por meio de observação empírica, o homem foi descobrindo, ao longo dos séculos, que alguns alimentos eram melhores do que outros para sua saúde e disposição. A capacidade de examinar e correlacionar a qualidade e a quantidade dos ingredientes com&nbsp;<strong>o bem-estar e a expectativa de vida</strong>&nbsp;permitiu inclusive iluminar o elo entre a dieta e o estado cardiovascular. E a ciência, claro, colocou tudo isso em outro patamar de confiança.</p>



<p>A soma das evidências dos estudos hoje permite que identifiquemos fatores de risco e a&nbsp;<strong>influência dos hábitos alimentares na saúde do coração</strong>. Isso nos dá a possibilidade de intervir mais precocemente, prevenindo eventos potencialmente fatais como infarto e derrame cerebral, e estender a longevidade.</p>



<p>Na realidade, as pesquisas nos mostram modelos de estilo de vida que não se resumem aos alimentos em si, mas contemplam também fatores culturais e geográficos. Um bom exemplo é a&nbsp;<strong>dieta mediterrânea</strong>. Pode até parecer simples, mas a estreita ligação entre cardápio e fatores socioeconômicos, religiosos e até climáticos torna difícil responder à pergunta: qual é a melhor dieta para o coração?</p>



<p>Amparados em estudos populacionais feitos ao longo das últimas décadas, assim como em pesquisas sobre as propriedades dos alimentos, chegamos a uma direção lógica que nos permite dar alguns conselhos gerais sobre o menu bem-vindo à longevidade cardiovascular. Esses conselhos convivem com uma profusão de outros indícios e mesmo&nbsp;<strong>modismos</strong>&nbsp;e atitudes radicais que nem sempre prezam pela saúde.</p>



<p>Em 2020, um importante estudo liderado por pesquisadores italianos, o&nbsp;<a href="https://www.nature.com/collections/jceighdiej">Opera (Obesity Program of Education, Research and Assessment),&nbsp;</a>reuniu evidências sobre quais grupos alimentares devem ser mais ou menos priorizados pensando na saúde do coração. Resumindo os achados, podemos dizer que esse trabalho pede para prestarmos atenção no seguinte:</p>



<p><strong>Carboidrato:&nbsp;</strong>a redução de 20-25% na quantidade de carboidratos simples (arroz branco, macarrão, batata…) num período de seis meses ajuda a baixar os níveis de gordura no sangue,&nbsp;<a href="http://saude.abril.com.br/tudo-sobre/hipertensao">a pressão arterial</a>&nbsp;e o peso corporal.</p>



<p><a href="https://saude.abril.com.br/alimentacao/o-que-e-gordura-saturada-quanto-consumir/"><strong>Gordura saturada:&nbsp;</strong></a>é a gordura da carne vermelha e de boa parte dos produtos industrializados. Ela aumenta as taxas do colesterol ruim (LDL), favorece o desenvolvimento do diabetes e eleva o risco de entupimento nos vasos sanguíneos, a despeito do peso.</p>



<p><strong>Açúcar refinado:&nbsp;</strong>o risco de ter sobrepeso ou&nbsp;<a href="http://saude.abril.com.br/tudo-sobre/obesidade">obesidade</a>&nbsp;aumenta em cerca de 15% se você adicionar mais de uma colher de açúcar ao seu dia. Não deveríamos ingerir mais que 5 gramas do ingrediente. O abuso faz subir o peso e os níveis de triglicérides.</p>



<p><strong>Fibras:&nbsp;</strong>pessoas que ingerem regularmente alimentos ricos em fibras, como frutas e verduras, apresentam uma redução de mais de 20% no risco de desenvolver doenças cardiovasculares. O aporte ideal de fibras promove maior eliminação do colesterol e inibe processos inflamatórios que agridem o corpo.</p>



<p><strong>Ômega-3:&nbsp;</strong>a gordura poli-insaturada, que abunda em pescados de água fria, tem propriedades cardioprotetoras, entre elas diminuição do triglicérides e defesa anti-inflamatória do endotélio, a camada que reveste internamente os vasos.CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE</p>



<p><strong>Antocianinas:&nbsp;</strong>são compostos que conferem cor vermelha ou roxa aos vegetais (morango, uva, cereja etc.). Também estão relacionados a melhor controle das gorduras pela circulação.</p>



<p><strong>Vitaminas:</strong> embora os estudos não sejam conclusivos, os cientistas italianos relatam benefícios das vitaminas C e E nesse contexto. Fornecidas por alimentos de origem vegetal, elas têm efeito antioxidante. Deficiências podem aparecer com o envelhecimento.</p>



<p>Juntando esses dados com outras pesquisas focadas na saúde cardiovascular, chegamos a alguns modelos de dieta que se mostram proveitosos para o coração. Eu destacaria:</p>



<p><strong>Dieta mediterrânea:&nbsp;</strong>preza pelo consumo de frutas, legumes, verduras, cereais, azeite e peixes.&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/podcast/por-que-devemos-comer-menos-carne-podcast/">E pede restrição a carne vermelha</a>, gordura saturada e açúcar refinado. Tem resultados contra obesidade, diabetes, pressão e colesterol altos. As sociedades americana e europeia de cardiologia defendem fortemente a implementação desse cardápio como forma de prevenir problemas cardiovasculares.</p>



<p><strong>Dash&nbsp;(Dietary Approaches to Stop Hypertension):</strong>&nbsp;traduzindo do inglês, é uma dieta criada para controlar a hipertensão. Foca nos vegetais e promove redução no consumo do sal. Ao baixar a pressão arterial, ajuda a afastar perigos como infarto e AVC.</p>



<p><strong>Dieta vegetariana:</strong>&nbsp;não se pode questionar seu valor para o coração. Um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostra que ela reduz em até 30% os eventos cardiovasculares. Mas o ideal é individualizar a adoção do cardápio, e contar com orientação especializada, a fim de ponderar e evitar carências nutricionais.</p>



<p>Outras dietas, como a&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/alimentacao/dieta-cetogenica/"><strong>cetogênica</strong></a>, vêm recebendo atenção dos cientistas nos últimos tempos — nesse caso, a combinação do teor elevado de gorduras e baixo consumo de carboidratos parece contribuir para controle do peso e dos níveis de lípides no sangue. E vamos aguardar o que estudos mais longos e robustos têm a nos dizer a respeito.</p>



<p>De um modo geral, fica claro que existem modelos dietéticos capazes de resguardar a saúde cardiovascular. No entanto, devemos ter em mente que a dieta isolada não garante o sucesso da empreitada. Cada pessoa tem&nbsp;<strong>particularidades genéticas e diferentes necessidades do ponto de vista energético e nutricional</strong>. Além disso, outros elementos do estilo de vida contam pontos.</p>



<p>No mundo ideal, personalizaríamos os ajustes na alimentação de cada um. Mas, se me perguntarem com qual dieta eu fico pensando no coração, juntando os dados da literatura médica com a experiência profissional, eu diria que a dieta mediterrânea é um ótimo modelo. E, para que ela traga bons resultados, não devemos descuidar do acompanhamento médico, da atividade física e de outros itens que compõem um estilo de vida saudável.</p>



<p><em>* Edmo Atique Gabriel é cardiologista e cirurgião cardíaco, professor universitário e palestrante</em></p>



<p>Fonte: <em>Veja Saúde</em></p>
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		<title>Exercício ou dieta?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2021 12:57:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ATIVIDADE FÍSICA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em qual das duas estratégias compensa mais apostar se a ideia é emagrecer e se cuidar no novo normal? Investigamos como o corpo reage em ambos os cenários O emagrecimento depende mais da dieta ou do exercício físico?&#160;Foto: Dulla/SAÚDE é Vital Conta-se por aí que o costume de fazer resoluções no início de um ano &#8230;</p>
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<h2>Em qual das duas estratégias compensa mais apostar se a ideia é emagrecer e se cuidar no novo normal? Investigamos como o corpo reage em ambos os cenários</h2>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://saude.abril.com.br/wp-content/uploads/2021/01/materia-exercicio-ou-dieta-Foto-Dulla.png" alt="peso de musculação de um lado, prato do outro"/><figcaption>O emagrecimento depende mais da dieta ou do exercício físico?&nbsp;Foto: Dulla/SAÚDE é Vital</figcaption></figure>



<p>Conta-se por aí que o costume de fazer resoluções no início de um ano começou com os babilônios há 4 mil anos. Nessa época, a passagem ocorria com a chegada da primavera, e as promessas aos deuses envolviam pagar dívidas e devolver itens emprestados. Foi na Roma antiga que se oficializou janeiro como o primeiro mês do calendário, em homenagem ao deus Jano. Ele era representado com duas faces: uma olhava para trás, mirando o que já havia passado, e a outra para a frente, vislumbrando o futuro. A essa divindade eram direcionadas juras de boa conduta. Hoje, embora quase ninguém se lembre de Jano, seguimos traçando metas de um ano para o outro. E, com um olho na&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/dietas-para-emagrecer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dieta</a>, outro no&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/atividade-fisica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">exercício</a>, a vontade de&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/emagrecimento/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emagrecer</a>&nbsp;e ser mais saudável revisita os lares.</p>



<p>A tendência se confirmou na última virada, ainda mais por causa do convívio com uma&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/coronavirus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pandemia</a>&nbsp;que nos levou a meses de isolamento em casa. Para uma porção de gente, isso significou comida de mais e suor de menos. Uma pesquisa online com mais de 1 400 brasileiros indicou que 23% dos entrevistados ganharam peso durante a crise do coronavírus — em média, a balança acusou 2,8 quilos a mais. Mas não é de hoje que esse assunto inspira preocupação. De acordo com os últimos registros do IBGE, referentes a 2019, 60% dos adultos estão acima do peso em nosso país — um quarto desse público é considerado&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/obesidade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">obeso</a>&nbsp;pra valer.</p>



<p>Já se sabe que o excesso de gordura corporal predispõe a uma série de doenças, como&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/doencas-cardiacas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">problemas cardíacos</a>, diabetes, câncer, artrose, distúrbios respiratórios e psiquiátricos etc. Recentemente, uma&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1871403X2030555X?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revisão de estudos publicada</a>&nbsp;no periódico&nbsp;<em>Obesity Research &amp; Clinical Practice</em>, com dados de mais de 6 mil pessoas, denuncia a obesidade como fator de risco isolado para o agravamento da Covid-19. “Em 2020, ficou claro que precisamos mesmo cuidar da saúde. E isso tem muita relação com a prática de exercícios e a alimentação”, crava Yara Fidelix, professora do Colegiado de Educação Física da&nbsp;<a href="https://portais.univasf.edu.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)</a>, em Pernambuco. Mas será que, entre esses dois hábitos, há um que traga resultados mais significativos na busca pelo peso ideal e mereça maior investimento pelo menos em um primeiro momento?</p>



<p>Há uma conta de padaria que vira e mexe surge nessa discussão: o emagrecimento dependeria 70% da dieta e 30% dos exercícios. “Mas esse valor é genérico e pode não corresponder à realidade”, pondera Daniela Caetano, nutricionista e especialista em fisiologia do exercício da&nbsp;<a href="https://www.unifesp.br/campus/san7/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) na Baixada Santista</a>.</p>



<p>Ainda assim, os experts concordam que é mais fácil cortar o consumo de calorias mexendo no cardápio do que elevar o gasto energético por meio da malhação. Quem já caminhou de forma leve na esteira por uma hora sabe bem disso. Ora, a quantidade de calorias eliminada com a atividade é singela — e pode facilmente ser reposta, e até superada, ao saborear um mísero pão. “Logo, é mais simples deixar de comer esse alimento do que andar todos os dias”, nota a endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente do Departamento de Obesidade da&nbsp;<a href="https://www.endocrino.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem)</a>.</p>



<p><strong>87% dos brasileiros não comem a quantidade adequada de frutas e hortaliças, ícones da dieta balanceada.</strong></p>



<p><strong>40% dos adultos são considerados sedentários em nosso país.</strong></p>



<p>Em linhas gerais, o processo de emagrecimento depende de um saldo energético negativo no fim do dia. Isto é, a gente precisa gastar mais calorias do que consumiu. Atingir esse balanço alterando somente a alimentação pode ser realmente mais fácil à primeira vista, mas está longe de ser o melhor caminho. Até porque, na afobação de ver um resultado acelerado, o corte calórico costuma ser feito sem critério, com base em dietas da moda — daquelas que bombam nas redes sociais. No fim de 2018, a revista americana&nbsp;<em>Insider</em>&nbsp;conduziu uma pesquisa com mais de mil pessoas e descobriu que, entre quem se comprometeu a fazer dieta no ano seguinte, os métodos escolhidos eram exclusão de&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/carboidrato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">carboidratos</a>, restrição calórica e dieta cetogênica.</p>



<p>A nutricionista Tânia Rodrigues, presidente da&nbsp;<a href="http://abne.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (Abne)</a>, viu o apelo desses menus de perto. Entre novembro e dezembro de 2020, sua agenda ficou lotada de brasileiros querendo alcançar a tal forma física perfeita para 2021. “A maioria das pessoas chegou à consulta perguntando sobre estratégias como retirar o carboidrato da rotina ou jejuar”, comenta. “E também queria emagrecer rápido”, acrescenta. Só que isso é um contrassenso. De acordo com ela, o corpo não se livra da gordura num piscar de olhos. “O processo para usá-la como fonte de energia requer um tempo”, avisa.</p>



<p>Mas, então, por que os&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/dietas-radicais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cardápios radicais</a>&nbsp;geram um impacto tão expressivo e veloz na balança? É aí que está a pegadinha. “Esses padrões levam à perda de peso, mas não necessariamente ao emagrecimento”, resume&nbsp;<a href="http://www.desirecoelho.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Desire Coelho</a>, nutricionista que atua nas áreas esportiva e comportamental na capital paulista. São duas coisas diferentes. Veja: quando há radicalismo na alimentação, o peso que vai embora é, na maioria das vezes, decorrente da eliminação de água e massa magra — sim, os famosos músculos — e reservas de nutrientes. Não de gordura.</p>



<p>“Se isso ocorre por volta dos 50 ou 55 anos, é particularmente crítico”, alerta Desire, que também é coautora dos livros A Dieta Ideal, da Editora Paralela&nbsp;<a href="https://amzn.to/3spnFfU" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(clique aqui para comprar)</a>, e Alimentação Saudável: Perguntas e Respostas ao Sabor da Ciência, da Editora Senac&nbsp;<a href="https://amzn.to/3bBhyir" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(clique aqui para comprar)</a>. A cada dia, as evidências científicas reforçam que prezar a musculatura — cujo declínio natural começa por volta dos 40 anos — não é mero capricho. Em 2019, um estudo da Universidade de São Paulo (USP) com 839 idosos chegou a calcular que ter pouca massa muscular nos braços e nas pernas eleva em 63 vezes o risco de mortalidade entre mulheres. Nos homens, o perigo aumenta 11 vezes.</p>



<p>Outro prejuízo de limitar o cardápio sem orientação é deixar de ingerir nutrientes essenciais. “Alguns sintomas são&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/cabelos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cabelos</a>&nbsp;quebradiços, unhas opacas e fraqueza”, lista a nutricionista Valéria Arruda Machado, diretora executiva do Departamento de Nutrição da&nbsp;<a href="https://socesp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp)</a>. Então, embora seja empolgante reduzir o manequim em tempo recorde, a verdade é que, por baixo da forma esbelta, uma baita confusão provavelmente está em curso.</p>



<p>Sem falar que mesmo os efeitos puramente estéticos tendem a ter prazo de validade. “Diante de qualquer agressão, o corpo vai lutar para se manter em equilíbrio”, explica Luiza Di Bonifácio, nutricionista esportiva e triatleta de Ribeirão Preto, no interior paulista. Pois é: o organismo interpreta a dieta radical e a perda de peso acelerada como fatores hostis. “Ele está evoluindo há milhões de anos. E, ao longo do percurso, passou muita fome. Por isso, ativa mecanismos compensatórios para barrar essa situação. Sobretudo quando se está eliminando a massa magra”, ensina Desire.</p>



<p>Um desses ajustes é o aumento do apetite — ele funciona como um alarme para nos incentivar a buscar alimentos. Em paralelo, o metabolismo se torna mais econômico, digamos assim. Isso porque entende que necessita acumular energia para lidar com tamanha escassez. Por essas razões é tão comum ouvir os especialistas garantirem que os padrões rígidos têm data para acabar. “Há a teoria que fala até em supercompensação: o corpo não vai querer apenas recuperar o peso perdido, mas ganhar ainda mais do que antes”, observa Desire.</p>



<p>Se a sua decisão de modificar a alimentação passa por reduzir o consumo de produtos ultraprocessados — cheios de&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/gordura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gordura</a>,&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/acucar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">açúcar</a>, sal e diferentes aditivos — e incluir mais&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/frutas-e-verduras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">frutas, verduras, legumes</a>&nbsp;e outros ingredientes naturais ou minimamente processados na rotina, tanto melhor. “Mas o desafio é seguir com os novos hábitos de maneira eficiente e prolongada. Isso também exige adaptação e aprendizado”, pontua Tânia.</p>



<p>A nutricionista Fabiana Honda, da&nbsp;<a href="http://www.patriciabertolucci.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PB Consultoria em Nutrição</a>, em São Paulo, ressalta ainda que ninguém vai enxugar os excessos se seguir basicamente no mesmo padrão alimentar. “Para dar um estímulo à queima de gordura, às vezes a dieta precisa ser mais restritiva mesmo”, explica. O segredo é contar com orientação especializada. Sua colega Luiza concorda. “Trata-se de uma estratégia pontual, com início e fim”, define. O plano completo, por sua vez, tem como foco os hábitos possíveis de serem mantidos ao longo da vida.</p>



<p>Mesmo em um&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/alimentacao-saudavel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cenário alimentar equilibrado</a>, e que induza à perda de peso sem dramas e déficits nutricionais, a prática de atividade física não perde a majestade. “Com a dieta, ocorre a quebra da gordura localizada no tecido adiposo. Mas não basta só tirá-la dali. Temos que gastá-la para que efetivamente saia do corpo. E quem faz isso é o exercício”, descreve Daniela. “Ele ainda tem um papel fundamental na preservação da massa magra”, assinala Marcelo Saldanha, professor do curso de educação física e saúde da&nbsp;<a href="http://www.each.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP</a>.</p>



<h3>E se eu quiser só malhar?</h3>



<p>Ao caminhar na esteira, pedalar na bicicleta ergométrica ou treinar com aqueles relógios inteligentes, dá para perceber que a queima calórica derivada do exercício físico é modesta. “Às vezes, uma paçoquinha já traz de volta as calorias perdidas”, brinca Yara. Portanto, se a intenção é emagrecer, prepare-se para ter uma disciplina ímpar. “Se você adicionar os exercícios à rotina e continuar comendo da mesma maneira de sempre, sem aumentar a ingestão de itens calóricos, até conseguirá perder peso”, raciocina Tânia. Lembra-se daquela regra de gastar mais do que consumir?</p>



<p>O desafio é conquistar essa proeza na vida real.&nbsp;<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3771367/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em uma revisão de estudos</a>&nbsp;liderada pela Universidade Estadual Montclair, nos Estados Unidos, e publicada no jornal médico&nbsp;<em>Obesity Reviews</em>, cientistas decidiram investigar por que os indivíduos não perdem mais peso a partir de uma intervenção baseada na prática de exercício físico. Uma das hipóteses encontradas é que ocorre uma compensação energética. Na prática, significa que o sujeito se empenha na academia, mas acaba abusando da comida no resto do dia. Aí a conta não fecha… para baixo. “É normal sentir uma fome maior na fase de adaptação”, revela Daniela. “Mas também pode ocorrer a falsa sensação de que dá para comer mais por causa do esforço feito no exercício”, completa a professora da Unifesp.</p>



<p>“Acontece que as pessoas tendem a superestimar a quantidade de calorias gastas numa sessão de treino”, alega Fabiana. E esse valor não é uma receita de bolo. “O impacto da atividade física dependerá de diversos fatores, como a intensidade. Afinal, uma coisa é&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/caminhada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">caminhar</a>, outra é&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/corrida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">correr</a>. Fora isso, tem a frequência: o exercício será realizado todos os dias?”, analisa a questão Maria Edna.</p>



<p>Outra teoria levantada na revisão americana é a de que toda a dedicação dispensada na hora de malhar deixaria o indivíduo com o freio de mão puxado nos outros momentos. “Algumas pesquisas têm observado que o engajamento em um programa de treinamento físico institucionalizado, com supervisão, reduziria, em alguns casos, o nível de atividade física espontânea relacionada à vida diária”, explica Saldanha. É a história de quem passa uma hora na ginástica e, depois, prefere ir de carro até a padaria que fica a apenas dois quarteirões.</p>



<p>Não tem mistério: refeições equilibradas facilitam chegar ao saldo energético negativo. Além disso, a alimentação é um dos alicerces para a bem-sucedida construção muscular. “Qual a vantagem de ter um carrão e não colocar gasolina? Ele não sairá da garagem”, compara Luiza. E nem pense em recrutar suplementos alimentares para resolver o dilema. “Se houver ingestão sem orientação e necessidade, há uma grande possibilidade de ganhar peso. O desempenho também pode sair prejudicado. É uma furada completa”, prevê Daniela.</p>



<p>Agora, o fato de a atividade física isolada repercutir pouco na perda de peso não quer dizer que os ganhos sejam desprezíveis. “A prática de exercício deve ser entendida como uma ferramenta que apresenta inúmeros benefícios para a saúde, além do gasto calórico”, defende Saldanha. E ninguém precisa virar atleta para começar a lucrar nesse sentido. Mesmo aquela caminhada leve, duas vezes na semana, já traz vantagens — sobretudo para quem está saindo do sedentarismo. “O que não pode é achar que isso vai emagrecer e pronto. Caso contrário, trará frustração”, avalia Maria Edna.</p>



<p>Entre as repercussões positivas do exercício físico no corpo está a liberação de hormônios que despertam sensação de bem-estar. “É por isso que ele é excelente para ajudar a lidar com a fome emocional”, justifica Desire, referindo-se aos episódios de comilança que são disparados não por fome, mas para trazer alívio e conforto diante de certos sentimentos. Yara ainda frisa que abandonar o sedentarismo auxilia no sono, na melhora dos níveis de&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/colesterol/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">colesterol</a>, glicemia e triglicérides, no controle de&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/estresse/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estresse</a>&nbsp;e depressão, além da manutenção da massa óssea. “Exercício traz longevidade associada a qualidade de vida”, sintetiza Luiza.</p>



<h3>Um é bom, dois é maravilhoso</h3>



<p>Aos poucos, e sem precipitação, o melhor é que ambos os hábitos — comer bem e se mexer — acabem coexistindo.&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25257365/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Uma revisão inglesa publicada</a>&nbsp;no<em>&nbsp;Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics</em>&nbsp;mostra que, em curto prazo, a perda de peso até é parecida entre quem só faz dieta e aqueles que combinam mudanças alimentares com um programa de treino. Porém, no longo prazo, o resultado é mais expressivo na turma focada nos dois comportamentos. “Cria-se um círculo virtuoso”, interpreta o médico do esporte Páblius Staduto Braga, da&nbsp;<a href="https://www.medicinadoesporte.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE)</a>. “Isolados, os dois componentes apresentam limitações”, reforça Saldanha.</p>



<p>A união das duas estratégias é o que incitará a eliminação eficiente de gordura estocada no corpo, levando ao emagrecimento real — e não somente à perda de peso. Em um primeiro instante, pode até ser que a balança confunda a gente. “Quando há exercício e ganho de massa magra, o número mostrado ali muitas vezes continua o mesmo”, avisa Desire. Mas não se deixe enganar nem desmotivar. “A balança não deve ser o principal parâmetro de avaliação. O peso exposto por ela não reflete necessariamente como está o corpo”, adverte a professora da Univasf. De olho em uma estimativa mais verdadeira, os especialistas costumam realizar a avaliação antropométrica, que apresenta justamente a relação entre a massa gorda e a magra.</p>



<p>Obviamente, os dois hábitos têm benefícios próprios. E começar uma reformulação no estilo de vida por qualquer um deles já é um passo louvável, principalmente quando a rotina toda anda destrambelhada. “Se a gente investe em uma mudança inicial, se adapta e tem êxito, depois consegue inserir a outra”, incentiva Daniela. E esse itinerário pode até evitar desistências. “Muitas pessoas não lidam bem com uma grande modificação. Fora que nosso organismo vai querer nos boicotar, porque estamos tirando-o de certo comodismo”, avalia a professora da Unifesp.</p>



<p>Também não adianta optar por uma estrada inicial e querer percorrê-la em um só dia, sem trégua. Traduzindo: estava sedentário e decidiu se movimentar mais? Em vez de se comprometer a ir à academia de segunda a sábado, que tal optar por duas vezes na semana? “É preciso traçar metas realistas. Quando pegar o gosto, aí, sim, dá pra evoluir”, explica Yara. Se for com muita sede ao pote, sobe o risco de jogar a toalha. Com a alimentação, a lógica é similar. Se você sair demonizando absolutamente todos os ingredientes e pratos que dão prazer, pensando somente em calorias, a chance de voltar à estaca zero — e até regredir — é alta.</p>



<p>Por falar em prazer, está aí a palavra-chave muito ignorada especialmente quando se pensa em dar início à prática de uma atividade física. Esse universo não é só composto de academia, com&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/musculacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">musculação</a>&nbsp;seguida de esteira. E as aulas intensas, como Crossfit e HIIT, não são necessariamente superiores só porque torram calorias extras. Se você experimentar uma modalidade e não curtir, tudo bem! Não é um sinal de que seu destino é ficar encostado no sofá. Procure entender o motivo do incômodo — é o ambiente? A falta de companhia? O estilo do professor? — e busque uma alternativa, com foco no que torna esse momento agradável. “O combate à pandemia de sedentarismo deve acontecer por meio de qualquer tipo de exercício. O crucial é estar em movimento e sentir prazer”, afirma Saldanha.</p>



<p>Para alcançar o emagrecimento, não existe uma fórmula mágica que funcionará para todos. Esse trajeto é extremamente particular e inúmeros fatores estão em jogo. Desire lembra, por exemplo, que existem perfis diferentes de pessoas: os que não ganham peso com facilidade (quem não conhece um “magro de ruim”?), os suscetíveis a engordar e aqueles que ficam no meio do caminho. “Ou seja, há fatores genéticos envolvidos”, ensina. “Claro que não se trata de uma sentença. Dá para trabalhá-los. Mas é essencial saber disso para entender que nem todo mundo parte do mesmo lugar”, reflete. Sem ter essa consciência, muita gente cai na cilada de olhar para os blogueiros fitness (muitos dos quais têm uma genética favorável ao emagrecimento) e se sentir preguiçoso ou comilão. Decifrar suas características ajuda a tirar esse peso de si — e assim começar a enxugar o que está no corpo.</p>



<p>Balancear a alimentação e praticar exercícios são os dois grandes pilares do emagrecimento de sucesso — mas não são os únicos. Hoje, tem um aspecto que anda chamando cada vez mais a atenção dos profissionais de saúde por impedir que os benefícios associados a esse combo se manifestem em toda a sua potencialidade. Trata-se da inatividade física no dia a dia. “Existe esse fenômeno que é a pessoa passar dez horas sentada. Ainda que ela pratique exercícios três vezes na semana, correrá riscos da mesma maneira que um indivíduo sedentário”, alerta Braga.</p>



<p>Não à toa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de&nbsp;<a href="https://apps.who.int/iris/handle/10665/337001" target="_blank" rel="noreferrer noopener">atualizar suas diretrizes</a>&nbsp;para atividade física e dá ênfase à necessidade de incrementar a movimentação diária. O recado é bem válido no contexto atual, em que muitas empresas seguirão em regime de&nbsp;<em>home office</em>. Nessa realidade, o sujeito deixa de fazer pequenos, porém importantes, deslocamentos, como ir até o ponto de ônibus. A entidade ainda aumentou a meta de exercício programado — aquele que a gente realmente faz pra suar. Agora, a sugestão é que adultos pratiquem de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada ou de 75 a 150 minutos da versão intensa por semana. Antes, o limite era de 150 minutos moderados ou 75 intensos. Os exercícios de resistência são indicados duas vezes por semana.</p>



<p>A nutricionista Fabiana, da PB Consultoria, conta que mais aspectos interferem no processo de emagrecimento. Um deles é a qualidade do sono. “Alguém que&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/disturbios-do-sono/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">não dorme bem</a>&nbsp;fica com os hormônios da fome e da saciedade desregulados. No dia seguinte, a tendência é ter mais apetite e vontade de comer fontes de carboidratos”, descreve. Mais: o descanso inadequado tem tudo para minar a disposição, interferindo, assim, na prática esportiva. Para sair desse circuito desfavorável, aplique conceitos da higiene do sono, como evitar refeições pesadas à noite, deixar o quarto escuro e só ir para a cama na hora de dormir — sem telas por perto.CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE</p>



<p>O estresse é mais um tópico que merece menção. Em experimento da University College London, na Inglaterra, pesquisadores analisaram os níveis de tensão de 2 500 pessoas por meio do fio de cabelo — a ideia era quantificar as taxas de cortisol, o hormônio do estresse, no organismo. Eles notaram, então, que quem acumulava mais dessa substância tinha maior propensão a apresentar circunferência abdominal e peso elevados. “É fundamental pensar em estratégias para aliviar o estresse, como sessões de&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">meditação</a>. O próprio exercício físico já trará vantagens nesse sentido”, afirma a médica da Sbem.</p>



<p>São ajustes que devem ser pensados como parte de uma renovação na rotina. “Temos que construir uma história de mudança de estilo de vida aos poucos, considerando que os frutos serão colhidos em longo prazo, e não só durante uma estação do ano”, aconselha Valéria. E atingir o peso considerado adequado não é o fim da jornada. “É aí que o trabalho começa, porque vamos cuidar da manutenção”, completa a nutricionista.<br>Segundo Maria Edna, se os comportamentos bacanas não forem incorporados pra valer, o peso volta com tudo, de forma progressiva. De olho nesse sucesso, o prazer — olha ele aí de novo — deve ser sempre um parâmetro. “A pessoa tem que se sentir feliz comendo, por exemplo. Porque isso significa também socializar e estar com amigos e família. A história é muito mais ampla”, analisa. “É por isso que as saídas radicais não dão certo. Precisamos mirar naquilo que será possível manter por anos”, enfatiza a endocrinologista.</p>



<p>É natural que, após um tempo de emagrecimento contínuo, aconteça uma estagnada. “O tal efeito platô será observado inúmeras vezes, porque o corpo sempre quer voltar ao equilíbrio”, explica Desire. Mexidas na alimentação e no treino — tipo de exercício, intensidade e duração — podem auxiliar a retomar o processo. Contudo, vale ter os pés no chão e alinhar as expectativas. “Existem limites que devem ser respeitados. O corpo não é uma máquina”, aponta Yara. Ainda dá tempo de prometer ser mais compreensivo e gentil com ele… e cumprir os preceitos de uma vida realmente saudável.</p>



<h3>Os princípios da alimentação nota 10</h3>



<p><em>Garantir a paz com a comida auxilia na adesão a um menu equilibrado e sem radicalismos:</em></p>



<p><strong>Não precisa comer a cada três horas</strong><br>Se não estiver com apetite, não há motivo para se empanturrar. O crucial é escutar (e respeitar) os sinais de fome e saciedade.</p>



<p><strong>Dê prioridade a café, almoço e jantar</strong><br>As grandes refeições nos fornecem nutrientes indispensáveis. Sem eles, o metabolismo acaba até desacelerando.</p>



<p><strong>Não corte grupos alimentares</strong><br>Só o faça se houver motivo. Exclusões sem sentido podem abalar o funcionamento do corpo. Todos os nutrientes têm um papel.</p>



<p><strong>Não coma aquilo de que não gosta</strong><br>A comida é fonte de prazer, não só de calorias. É possível se alimentar com satisfação e emagrecer ao mesmo tempo.</p>



<p><strong>Fuja das dietas mirabolantes</strong><br>Em vez de gordura, elas costumam sacrificar músculos e água. São difíceis de manter e, em geral, pobres em nutrientes.</p>



<p><strong>Tenha cautela com alimentos mágicos</strong><br>Adicionar um ou outro ingrediente à rotina não vai fazer milagre. O emagrecimento depende de um padrão abrangente.</p>



<p><strong>Programe suas refeições</strong><br>Imaginar um cardápio semanal favorece as boas escolhas à mesa. Sem falar que evita o desperdício de comida no dia a dia.</p>



<p><strong>Deixe os itens saudáveis à vista</strong><br>O fácil acesso a frutas e iogurtes naturais, por exemplo, contribui para que eles sejam escolhidos no lugar do biscoito recheado.</p>



<p><strong>Diferencie a fome física da emocional</strong><br>Não há problema em buscar conforto na comida, mas isso deve ser consciente e planejado. Evite comer para calar sentimentos.</p>



<p><strong>Não siga a dieta da vizinha</strong><br>Cada pessoa tem características únicas, desde o tipo de metabolismo até os gostos à mesa. Busque a sua própria fórmula.</p>



<h3>A mente tem poder</h3>



<p>É cada vez mais frequente encontrar pessoas que não têm uma relação tranquila com a comida — seja porque ela virou sinônimo de culpa, seja por ser uma maneira de tamponar sentimentos como ansiedade e tristeza. “Precisamos equilibrar a saúde mental. Tem gente ficando doente por causa de determinados padrões”, diz a nutricionista Valéria Machado. Ela lembra que há várias técnicas capazes de mudar esse cenário, como o&nbsp;<em>mindful eating</em>&nbsp;— você aprende a se reconectar e ter atenção plena às sensações que os alimentos despertam. Para Yara Fidelix, em muitos casos o apoio de um psicólogo no processo de emagrecer é pra lá de bem-vindo.</p>



<h3>A melhor dieta é a que você segue</h3>



<p>“Para qualquer resultado almejado, é primordial ter consistência nos hábitos”, destaca Luiza Di Bonifácio. Assim, fica fácil sacar por que um menu com franguinho grelhado e batata-doce em todo jantar não se sustenta. Segundo a nutricionista, é importante estipular um plano alimentar que seja de longo prazo e que leve em conta as preferências individuais. “Isso mantém a pessoa focada”, justifica. Quando a nova rotina está estabelecida, não é uma noite de pizza na semana que vai estragar a evolução.</p>



<h3>Uma regrinha para levar a sério</h3>



<p>Embora não exista uma dieta perfeita, que servirá para todo mundo, há um ensinamento básico que norteia o primeiro passo para um padrão equilibrado: descasque mais e desembrulhe menos. Basicamente, a dica é abrir espaço para alimentos naturais e minimamente processados, enquanto se restringe o consumo de ultraprocessados. Para identificar os últimos, um jeito é checar a tabela de ingredientes. Repare se há muitos itens ali (em geral, mais de cinco) e se eles têm nomes complexos, dos quais você nunca ouviu falar. Esse tipo de produto costuma conter excesso de açúcar, gorduras e sódio, além de apresentar pouco ou nenhum alimento inteiro.</p>



<h3>Para não desistir da vida ativa</h3>



<p><em>Todos devem se exercitar, seja para emagrecer, seja para ganhar saúde. Veja como você chega lá:</em></p>



<p><strong>Teste modalidades</strong><br>Não tenha vergonha de mudar da natação para o judô ou da musculação para o pilates. Prove de tudo até achar aquilo que lhe proporciona prazer.</p>



<p><strong>Trace metas possíveis</strong><br>Quem decide se exercitar seis dias na semana corre o risco de não aguentar o ritmo frenético. Melhor ter objetivos sensatos para seguir adiante.</p>



<p><strong>Vá no seu ritmo</strong><br>Mesmo raciocínio do passo anterior. Sair do sofá com o ímpeto de virar atleta pode trazer frustração — e lesões. Avance com tranquilidade.</p>



<p><strong>Organize-se</strong><br>É legal estipular um horário do dia para se dedicar à atividade física. A falta de planejamento é um convite a desculpas e escapadelas.</p>



<p><strong>Convide os amigos</strong><br>Às vezes, esse é o tipo de estímulo que faz a caminhada engrenar. Ouvir música e ter contato com a natureza são outros belos motivadores.</p>



<p><strong>Lembre-se da sensação</strong><br>Bateu uma preguiça? Recorde-se dos efeitos do pós-treino — o relaxamento, a melhora do humor, o controle da ansiedade e o rendimento no trabalho.</p>



<h3>Aeróbico x resistência</h3>



<p>De maneira geral, as atividades aeróbicas, como correr e nadar, têm capacidade de gerar maior gasto de calorias, além de trabalhar o sistema cardiorrespiratório. Já os exercícios de força, a exemplo de musculação e&nbsp;<a href="https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/pilates/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pilates</a>, turbinam os músculos. O indicado é aliar ambos os estímulos. “Particularmente, acho uma bobagem a discussão sobre qual é superior”, critica Saldanha. “Se possível, o ideal é variar e combinar diversos meios e métodos de treinamento físico”, sugere o professor da USP.</p>



<h3>Torne seu dia a dia mais movimentado</h3>



<p><em>A pasmaceira na rotina pode anular os benefícios daquela hora de exercício suado. Saia dessa:</em></p>



<p><strong>Use um alarme durante o expediente</strong><br>Você trabalha sentado? Então bote o celular para apitar a cada 30 minutos e vá dar uma voltinha. Cinco minutos são suficientes.</p>



<p><strong>Se possível, deixe o carro na garagem</strong><br>Quando precisar ir a um estabelecimento que fica a uma curta distância, sempre dê preferência à caminhada.</p>



<p><strong>Troque o elevador pelas escadas</strong><br>Em casa ou no escritório, suba e desça degraus. Além de dar mais passos, você trabalha a panturrilha, ativando a circulação.</p>



<p><strong>Desça do ônibus ou metrô um ponto antes</strong><br>Aproveite para escutar uma música e chegar ao trabalho mais relaxado. Só tem que planejar o horário para não se atrasar, hein?!</p>



<p><strong>Vai falar ao celular? Aproveite para andar</strong><br>Pode dar voltas em círculo mesmo. Se estiver no escritório e quiser falar com um colega, vá à mesa dele em vez de mandar e-mail.</p>



<p><strong>Priorize brincadeiras ativas com os filhos</strong><br>Troque o videogame por passatempos que gerem qualquer tipo de movimento, como esconde-esconde e pega-pega.</p>



<p><strong>Faça alongamentos no decorrer do dia</strong><br>Isso não só quebra o tempo na inércia como auxilia na prevenção de dores no pescoço e na coluna, regiões que sofrem bastante.</p>



<p>FONTE: <em> VEJA SAÚDE</em></p>
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