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	<title>HORMÔNIO DO EXERCÍCIO &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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	<title>HORMÔNIO DO EXERCÍCIO &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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		<title>Hormônio do exercício pode modular genes relacionados à replicação do novo coronavírus, sugere estudo</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 11:50:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p> Estudo conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) sugere que o hormônio irisina, liberado pelos músculos durante a atividade física, pode ter efeito terapêutico em casos de COVID-19. Ao analisar dados de expressão gênica de células adiposas, os pesquisadores observaram que a substância tem efeito modulador em genes associados à maior replicação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) &#8230;</p>
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<p> Estudo conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) sugere que o hormônio irisina, liberado pelos músculos durante a atividade física, pode ter efeito terapêutico em casos de COVID-19. Ao analisar dados de expressão gênica de células adiposas, os pesquisadores observaram que a substância tem efeito modulador em genes associados à maior replicação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) dentro de células humanas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/08/adipócitos-não-infectados-que-o-hormônio-irisina.jpg" alt="" class="wp-image-393" srcset="https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/08/adipócitos-não-infectados-que-o-hormônio-irisina.jpg 800w, https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/08/adipócitos-não-infectados-que-o-hormônio-irisina-300x234.jpg 300w, https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/08/adipócitos-não-infectados-que-o-hormônio-irisina-768x600.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption>Pesquisadores da Unesp observaram em adipócitos não infectados que o hormônio irisina altera a expressão de genes reguladores do <em>ACE2</em>, gene que codifica uma proteína à qual o vírus se liga para entrar nas células humanas (<em>enzima ACE2; imagem: Wikimedia Commons</em>)</figcaption></figure>



<p>O achado teve como base dados de transcriptoma (conjunto de moléculas de RNA expressas em um tecido) de células adiposas não infectadas por SARS-CoV-2 que receberam doses de irisina.“Confrontamos as informações sobre os genes importantes na COVID-19 com nossos dados do transcriptoma para fazer correlações. O resultado representa uma sinalização positiva para a busca por novos tratamentos nesse momento de emergência com a pandemia. É preciso ressaltar que trata-se de dados preliminares, uma sugestão do potencial terapêutico da irisina para casos de COVID-19. Estamos indicando um caminho de pesquisa para comprovar ou não o efeito benéfico do hormônio em pacientes infectados”, diz&nbsp;<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/99820/miriane-de-oliveira/">Miriane de Oliveira&nbsp;</a></strong>, pesquisadora da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu (SP).</p>



<p>O artigo, publicado na revista&nbsp;<strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0303720720300447?via%3Dihub">Molecular and Cellular Endocrinology&nbsp;</a></strong>, descreve dados gerados no estudo de pós-doutorado de Oliveira, que analisou a ação da irisina e de hormônios tireoidianos em adipócitos. O trabalho contou com<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/165008/analise-global-do-transcriptoma-de-celulas-adiposas-subcutaneas-primarias-humanas-identificacao-de/">&nbsp;apoio da FAPESP&nbsp;</a></strong>.</p>



<p>Por meio de técnicas de sequenciamento, os pesquisadores identificaram 14.857 genes expressos em uma linhagem de adipócitos subcutâneos. Ao tratar as células com irisina, observaram que a expressão de vários genes foi alterada.</p>



<p>Por causa da pandemia, os pesquisadores decidiram investigar possíveis efeitos da irisina em genes relacionados à replicação do SARS-CoV-2. A partir do cruzamento de dados, eles descobriram que o tratamento com a irisina em células adiposas diminuiu a expressão dos genes&nbsp;<em>TLR3</em>,&nbsp;<em>HAT1</em>,&nbsp;<em>HDAC2</em>,&nbsp;<em>KDM5B</em>,&nbsp;<em>SIRT1</em>,&nbsp;<em>RAB1A</em>,&nbsp;<em>FURIN</em>&nbsp;e&nbsp;<em>ADAM10</em>, reguladores do gene&nbsp;<em>ACE2</em>&nbsp;– fundamental para a replicação do vírus em células humanas. O&nbsp;<em>ACE2</em>&nbsp;codifica a proteína a que o vírus precisa se ligar para invadir células humanas.</p>



<p>Outro aspecto positivo encontrado no estudo foi a irisina ter triplicado os níveis de transcrição do gene&nbsp;<em>TRIB3</em>.<strong><a href="http://agencia.fapesp.br/estudo-identifica-alvo-potencial-para-o-tratamento-de-covid-19/32946/">&nbsp;Estudo anterior&nbsp;</a></strong>demonstrou a importância da manutenção da expressão de&nbsp;<em>TRIB3</em>. Em indivíduos idosos é comum ocorrer a diminuição da expressão desse gene, o que pode estar relacionado à maior replicação do SARS-CoV-2 e ao risco aumentado dessa população à COVID-19.</p>



<p>“Um terceiro aspecto importante está no achado de outros grupos de pesquisa sobre o tecido adiposo aparentemente servir como repositório do vírus. Isso ajuda a entender por que indivíduos obesos têm maior risco de desenvolver a forma grave da COVID-19. Fora isso, indivíduos obesos tendem a ter níveis menores de irisina, assim como maiores quantidades da molécula receptora do vírus [ACE2], quando comparados a indivíduos não obesos”, afirma (<em>leia mais em:&nbsp;<strong><a href="http://agencia.fapesp.br/33612/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">agencia.fapesp.br/33612/</a></strong></em>).</p>



<p>A irisina, normalmente produzida de modo endógeno durante o exercício físico contínuo, é conhecida pela função de modificação metabólica do tecido adiposo branco – que armazena triglicerídeos, lipídios, acumula gordura e pode vir a ser inflamado –, tendo função similar ao tecido adiposo marrom. Esse processo favorece o gasto energético, o que torna a irisina um agente endógeno terapêutico para doenças metabólicas, como a obesidade.</p>



<p>É também conhecida a capacidade moduladora do hormônio na atividade dos macrófagos (células de defesa do sistema imune), o que confere potencial propriedade anti-inflamatória.</p>



<p><strong>Gerenciamento de dados</strong></p>



<p>O estudo de Oliveira é um exemplo de como o gerenciamento de dados obtidos em pesquisas básicas pode semear outras descobertas e linhas de pesquisa.</p>



<p>“Fizemos inicialmente uma análise comparativa entre a ação da irisina e dos hormônios tireoidianos na diminuição de acúmulo lipídico e na modulação de genes nas células adiposas. O estudo gerou um volume grande de dados e, conforme veio a pandemia e outros grupos de pesquisa iam descobrindo os genes associados à replicação do SARS-CoV-2, decidimos investigar no nosso banco de dados como a irisina [e os hormônios tireoidianos] poderia influenciar a doença”, relata à&nbsp;<strong>Agência FAPESP</strong>.</p>



<p>A investigação original do grupo de pesquisadores buscou descobrir de que forma esses hormônios desempenham o papel termogênico na diminuição do tecido adiposo e geração de energia nos adipócitos. “Para isso, fizemos o transcriptoma e identificamos que genes seriam afetados na presença desses hormônios. Dados que serviram de base para o estudo sobre COVID-19”, diz.</p>



<p>Com o estudo, Oliveira identificou que a irisina não só diminui o acúmulo lipídico como aumenta a expressão da proteína desacopladora 1 (UCP1), associada a maior gasto calórico. O aumento da expressão dessa proteína é compatível com a redução de dano de DNA e de estresse oxidativo.</p>



<p>Com a maior compreensão do papel da irisina em fatores correspondentes à obesidade e também a sua possível relação com os casos de COVID-19, o grupo de pesquisadores vai analisar o efeito do hormônio em células infectadas com SARS-CoV-2. O trabalho, que também será coordenado pela professora da Faculdade de Medicina da Unesp em Botucatu&nbsp;<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/6700/celia-regina-nogueira/">Célia Regina Nogueira de Camargo</a></strong>, é apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).</p>



<p>“O objetivo é dar mais um passo nesse estudo e verificar em modelo tridimensional de cultura celular de adipócitos os resultados obtidos no nosso trabalho de bioinformática. Queremos entender como ocorre a modulação, por parte da irisina, nos genes relacionados à replicação do novo coronavírus”, diz.</p>



<p>O artigo <em>Irisin modulates genes associated with severe coronavirus disease (COVID-19) outcome in human subcutaneous adipocytes cell culture</em> (doi: 10.1016/j.mce.2020.110917), de Miriane de Oliveira, Maria Teresa De Sibio, Lucas Solla Mathias, Bruna Moretto Rodrigues, Marna Eliana Sakalem e Célia Regina Nogueira, pode ser lido em <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0303720720302173" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0303720720302173 </a></strong>.</p>



<p><strong>FONTE: </strong>Agência FAPESP</p>
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