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	<title>SEQUELAS COVID-19 &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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	<title>SEQUELAS COVID-19 &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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		<title>Coronavírus: A longa lista de possíveis sequelas da covid-19</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 01:35:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[SEQUELAS COVID-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além dos pulmões, doença pode afetar coração, rins, intestino, sistema vascular e até o cérebro Sete meses depois do surgimento da covid-19, mais de 18 milhões já foram infectados pelo novo coronavírus no mundo e cerca de 11 milhões de pacientes são considerados recuperados. De um lado, a comunidade científica ainda busca uma vacina contra &#8230;</p>
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<h4>Além dos pulmões, doença pode afetar coração, rins, intestino, sistema vascular e até o cérebro</h4>



<p>Sete meses depois do surgimento da covid-19, mais de 18 milhões já foram infectados pelo novo coronavírus no mundo e cerca de 11 milhões de pacientes são considerados recuperados.</p>



<p>De um lado, a comunidade científica ainda busca uma vacina contra o Sars-CoV-2. De outro, médicos tentam entender quais consequências de médio e longo prazo o vírus pode trazer para aqueles que já entraram em contato com ele.</p>



<p>Uma série de estudos divulgados nos últimos meses e a observação clínica dos profissionais que estão na linha de frente indicam as possíveis sequelas que a doença pode deixar — ainda que não seja possível dizer se elas são temporárias ou perenes.</p>



<p>Já se sabe, por exemplo, que alguns sintomas podem persistir não apenas entre aqueles que tiveram casos mais graves da doença e que, além de danos nos pulmões, o Sars-CoV-2 pode afetar o coração, os rins, o intestino, o sistema vascular e até o cérebro.</p>



<h2>Respiração comprometida após a alta</h2>



<p>O pneumologista Gustavo Prado, do hospital Alemão Oswaldo Cruz, conta que tem recebido um volume expressivo de pacientes que tiveram quadros moderados de covid-19 e relatam, por exemplo, cansaço e falta de ar.</p>



<p>Um dos primeiros estudos sobre a função pulmonar de pacientes que haviam acabado de receber alta na China indicava, em abril, que a redução da capacidade pulmonar era uma das principais consequências observadas mesmo entre aqueles que não chegaram a ficar em estado crítico.</p>



<p>Publicado em abril no European Respiratory Journal, o trabalho ressaltava a ocorrência de fenômenos semelhantes em epidemias causadas por outros coronavírus, os da Sars e da Mers, em que as sequelas se estenderam por meses ou anos em alguns casos.</p>



<p>Mais recentemente, um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) verificou que, entre 143 pacientes avaliados na Itália, apenas 12,6% haviam sido internados em uma UTI, mas 87,4% relatavam persistência de pelo menos um sintoma, entre eles fadiga e falta de ar, mais de dois meses depois de terem alta.</p>



<p>&#8220;A gente tem visto mesmo uma latência para a recuperação plena dos pacientes que tiveram quadros moderados&#8221;, afirma o pneumologista do Fleury João Salge.</p>



<p>Muitos desses pacientes, ele conta, retornam às atividades do dia a dia, mas relatam cansaço e veem sua produtividade e qualidade de vida afetados.</p>



<p>A eles, o médico tem recomendado que façam exercícios físicos, respeitando as limitações do momento, e que tentem pouco a pouco desafiar o organismo para recuperar o condicionamento.</p>



<p>Mas ainda não se sabe por quanto tempo esses sintomas podem se estender.</p>



<h2>Fibrose pulmonar</h2>



<p>Nos casos mais graves, é possível que haja sequelas permanentes, como a fibrose pulmonar, uma doença crônica caracterizada pela formação de cicatrizes no tecido pulmonar.</p>



<p>&#8220;A cicatriz preenche o espaço, mas não tem a mesma elasticidade, as mesmas características do tecido original&#8221;, explica Prado.</p>



<p>Assim, o pulmão expande menos, ou com maior dificuldade, com uma consequente perda de eficiência nas trocas gasosas. Com a redução da capacidade respiratória vem a falta de ar e o cansaço frequentes.</p>



<p>A fibrose pode ser causada pela inflamação intensa e generalizada que o organismo provoca para tentar expulsar o vírus do corpo. Nesse caso, ela é consequência do processo de reparação natural do tecido danificado.</p>



<p>Mas também pode ser resultado do próprio tratamento, quando o paciente é intubado, por exemplo.</p>



<p>&#8220;Apesar de necessária na síndrome respiratória grave, a ventilação não adequada pode impor estresse sobre tecidos pulmonares — por uma distensão exagerada, pela manutenção de pressões altas no enchimento do pulmões ou pela oferta de oxigênio exagerada&#8221;, exemplifica Prado.</p>



<p>É a chamada lesão pulmonar induzida pela ventilação, ou VILI (acrônimo da expressão em inglês &#8220;<em>ventilator-induced lung injury</em>&#8220;), que pode evoluir para uma fibrose.</p>



<h2>Síndrome pós-UTI</h2>



<p>Longe de ser exclusividade da covid-19, esse tipo de lesão caracteriza diversas síndromes respiratórias mais graves.</p>



<p>A particularidade, nesse caso, é o fato de que o intervalo de internação dos pacientes infectados pelo novo coronavírus costuma ser maior, o que aumenta a probabilidade de ocorrência desse tipo de sequela.</p>



<p>&#8220;Eles ficam muito tempo intubados, traqueostomizados, em ECMO (sigla para &#8220;<em>extracorporeal membrane oxygenation</em>&#8220;, ou oxigenação por membrana extracorporal, que consiste no uso de uma máquina que realiza a função do coração e pulmões e bombeia o sangue)&#8221;, diz a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo.</p>



<p>O período prolongado no hospital também eleva as chances de outro problema que acomete aqueles afetados por infecções graves: a síndrome pós-UTI.</p>



<p>Os sintomas vão desde perda de força muscular, alterações da sensibilidade e da força motora por disfunção dos nervos até depressão, ansiedade, alterações cognitivas, prejuízo de memória e da capacidade de raciocínio.</p>



<p>Os casos graves de covid-19 são a minoria, cerca de 5% do total. Diante de uma pandemia de grandes proporções, entretanto, um percentual pequeno pode significar números absolutos elevados. Entre cerca de 11 milhões de recuperados, por exemplo, os 5% se tornam 550 mil.</p>



<p>Nesse sentido, Prado, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, chama atenção para o fato que parte desse grande contingente vai precisar de acompanhamento médico por algum tempo, seja no SUS ou na saúde privada.</p>



<p>&#8220;E boa parte dos pacientes ainda pertence à população economicamente ativa. A gente precisa desmistificar um pouco essa ideia de que é só o idoso com comorbidade&#8221;, acrescenta.</p>



<h2>&#8216;Marco zero&#8217;</h2>



<p>Os pulmões são uma espécie de &#8220;marco zero&#8221; para o Sars-CoV-2. Uma vez que o vírus consegue atravessar nossa barreira imunológica e se instala no pulmão, ele segue fazendo estragos em outros órgãos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/08/covid-19-afeta-mais-que-os-pulmões-664x1024.png" alt="" class="wp-image-385" srcset="https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/08/covid-19-afeta-mais-que-os-pulmões-664x1024.png 664w, https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/08/covid-19-afeta-mais-que-os-pulmões-195x300.png 195w, https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/08/covid-19-afeta-mais-que-os-pulmões-768x1184.png 768w, https://saudenacapital.com.br/wp-content/uploads/2020/08/covid-19-afeta-mais-que-os-pulmões.png 900w" sizes="(max-width: 664px) 100vw, 664px" /></figure>



<p>Um artigo publicado em abril na revista Science destacava que um possível sinalizador das regiões mais vulneráveis do corpo seria aquelas ricas em receptores chamados ECA2 (enzima conversora da angiotensina 2).</p>



<p>Com a função de regular a pressão sanguínea, essas proteínas ficam na superfície da célula e são usadas como porta de entrada pelo vírus, que utiliza a estrutura celular para se reproduzir.</p>



<p>Além dos pulmões (mais especificamente os alvéolos pulmonares), o ECA2 também é encontrado em órgãos como o coração, o intestino e os rins — que têm sofrido lesões importantes em pacientes em estado mais grave.</p>



<p>&#8220;Por isso dizemos que a covid-19 é uma doença sistêmica, e não apenas respiratória&#8221;, diz Dalcolmo, da Fiocruz.</p>



<p>Os cientistas ainda investigam se esses danos são causados diretamente pelo vírus ou por fatores indiretos ligados à doença.</p>



<p>Uma possibilidade, por exemplo, é que a &#8220;tempestade inflamatória&#8221; que o sistema imunológico gera para tentar combater o vírus, inundando o organismo de citocinas, acabe lesionando esses órgãos. Parte também pode ser uma consequência da própria infecção.</p>



<h2>Rins e coração</h2>



<p>Independentemente da causa, os cientistas procuram entender quais desses efeitos têm consequências de curto, médio ou longo prazo.</p>



<p>Um estudo recente — com resultados preocupantes — realizado na Alemanha apontou que, entre 100 pacientes recuperados, 78% apresentaram algum tipo de anomalia no coração mais de dois meses após a alta. Boa parte (67%) tivera uma forma branda da doença e sequer havia sido hospitalizada.</p>



<p>No caso dos rins, as evidências mostram uma incidência elevada de falência entre os casos mais graves de covid-19.</p>



<p>Um amplo estudo com dados de pacientes internados em Nova York entre 1 de março e 5 de abril revelou que, dentre 5.449, mais de um terço, 1.993, desenvolveram insuficiência renal aguda.</p>



<h2>Cérebro</h2>



<p>A ocorrência de uma série de sintomas neurológicos que vão de confusão mental e dificuldade cognitiva a delírio também tem sido documentada entre pacientes com covid-19.</p>



<p>No Brasil, uma força-tarefa do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (Inscer), vinculado à PUC-RS, investiga, entre outras frentes, quais sequelas podem ficar desses sintomas.</p>



<p>O neurologista Jaderson Costa da Costa, que coordena o grupo, conta que, entre os casos mais graves atendidos pela equipe no Hospital São Lucas, em Porto Alegre, têm sido observadas convulsões, casos de síndrome de Guillain-Barré (que ataca o sistema nervoso e causa fraqueza muscular) e de encefalite, a inflamação do parênquima do encéfalo.</p>



<p>Um estudo recente da University College London chamou atenção para um caso raro e grave de encefalite que tem acometido alguns pacientes com covid — a encefalomielite aguda disseminada.</p>



<h2>Sistema vascular</h2>



<p>Outra complicação neurológica que os médicos têm observado em pacientes com casos graves é a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC).</p>



<p>Por alguma razão que os cientistas ainda desconhecem, o Sars-CoV-2 aumenta a tendência de coagulação do sangue.</p>



<p>Tanto que um fragmento de proteína usado no diagnóstico de trombose, o dímero-D, virou um marcador de gravidade para pacientes com covid.</p>



<p>&#8220;Quando ele está alto, é um sinal de possível evolução para um quadro mais grave&#8221;, diz o pneumologista do Fleury João Salge.</p>



<p>A coagulação desenfreada pode levar a um tromboembolismo venoso — o bloqueio de uma via sanguínea, que pode acabar causando AVC, embolia pulmonar ou a necrose de extremidades, levando à necessidade de amputação, o que também tem sido observado em pacientes com covid.</p>



<p>&#8220;Essa dicotomia entre &#8216;morreu&#8217; e &#8216;sobreviveu&#8217; é errada&#8221;, diz o pneumologista Gustavo Prado, chamando atenção para a necessidade de se discutir a reabilitação dos recuperados.</p>



<p>Para ele, a ampla gama de possíveis sequelas deixadas pela covid-19 e a dimensão da população atingida deveriam transformar esse processo de recuperação em uma questão mais ampla, que envolvesse uma estratégia de saúde pública e assistência social e incluísse profissionais da saúde de diferentes frentes.</p>



<p><strong>FONTE: </strong>BBC</p>
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