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	<title>ALIMENTAÇÃO &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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	<description>SUA FONTE DE INFORMAÇÃO SEGURA SOBRE SAÚDE</description>
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	<title>ALIMENTAÇÃO &#8211; SAÚDE NA CAPITAL</title>
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		<title>Chá de hibisco ajuda a emagrecer e melhora a saúde; conheça os benefícios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 12:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DICAS DE NUTRIÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS EM DESTAQUE]]></category>
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		<category><![CDATA[CHÁ DE HIBISCO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As flores de hibisco se destacam pelo aroma agradável e por dar origem ao chá queridinho de quem quer levar um estilo de vida saudável. A infusão é preparada a partir do botão seco da Hibiscus sabdariffa (nome científico da planta, que também é conhecida como vinagreira). A bebida tem sido utilizada como ingrediente medicinal &#8230;</p>
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<p>As flores de hibisco se destacam pelo aroma agradável e por dar origem ao chá queridinho de quem quer levar um estilo de vida saudável. A infusão é preparada a partir do botão seco da Hibiscus sabdariffa (nome científico da planta, que também é conhecida como vinagreira).</p>



<p>A bebida tem sido utilizada como ingrediente medicinal durante séculos. E estudos recentes também comprovam que tanto o chá quanto o extrato da planta de hibisco são grandes aliados na hora de prevenir doenças.</p>



<p>O chá de hibisco ficou conhecido principalmente por quem quer perder peso. Mas, devido as suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, a bebida é indicada para aquelas pessoas que não abrem mão do bem-estar e de qualidade de vida.</p>



<p>A bebida não contém calorias e pode ser servida quente ou gelada. Confira detalhes sobre os benefícios:</p>



<p><strong>1. Diminui a pressão arterial </strong></p>



<p>A pressão alta geralmente acontece quando os vasos em que o sangue circula se contraem. Essa situação pode causar problemas cardíacos como infartos ou acidente vascular cerebral (AVC). No Brasil, estima-se que existam cerca de 30 milhões de hipertensos, de acordo com o Ministério da Saúde.</p>



<p>A boa notícia é que vários estudos já comprovaram que o chá de hibisco reduz a pressão arterial. Isso ocorre devido as antocianinas encontradas no hibisco, que são responsáveis pelos efeitos anti-hipertensivos. O teor elevado desses compostos no alimento, além da presença de ácidos orgânicos, vitaminas e minerais, ajuda a prevenir o estresse oxidativo das células, ajudando no controle das doenças cardiovasculares.</p>



<p>Uma pesquisa divulgada no The Journal of Nutrition estudou 65 pessoas com hipertensão que tomaram chá de hibisco ou placebo por seis semanas. Aqueles que consumiram a bebida tiveram uma diminuição significativa na pressão arterial.</p>



<p><strong>2. Ajuda a perder peso </strong></p>



<p>Um dos benefícios mais conhecidos do chá de hibisco é contribuir para o emagrecimento. Algumas pesquisas indicam que o chá foi capaz de reduzir a criação de células de gordura, ou seja, evita o acúmulo de gordura no corpo. Dentre as substâncias antioxidantes presentes no chá estão os flavonoides e antocianinas, que contribuem para evitar esse problema.</p>



<p>Ao diminuir este processo, o chá de hibisco contribui para que menos gordura fique acumulada na região do abdômen e nos quadris. O hibisco também bloqueia a produção de amilase, uma enzima que transforma o amido em açúcar. Lembrando que para que o chá de hibisco seja efetivo na redução de peso é importante vincular o consumo a um plano alimentar equilibrado, além da prática frequente de atividade física.</p>



<p><strong>3. Controla o colesterol </strong></p>



<p>Consumir regularmente o chá de hibisco reduz os níveis de colesterol no sangue e os triglicerídeos em pessoas com diabetes e síndrome metabólica (conjunto de doenças relacionadas a obesidade e aumento da pressão, colesterol e glicemia).</p>



<p>O Journal of Traditional and Complementary Medicine divulgou um estudo que avaliou 60 pessoas com diabetes que consumiram o chá de hibisco ou chá preto. Foi comprovado que aqueles que ingeriram o chá de hibisco tiveram um aumento do colesterol &#8220;bom&#8221; (HDL) e diminuição do colesterol &#8220;ruim&#8221; e triglicérides.</p>



<p>Já no caso de pessoas com a síndrome metabólica, uma pesquisa da Universidade de Guadalajara (México) comprovou que quem ingeriu 100 mg de extrato de hibisco diariamente teve uma diminuição do colesterol total e um aumento do colesterol &#8220;bom&#8221;.</p>



<p><strong>4. Melhora a saúde do fígado </strong></p>



<p>Alguns estudos realizados em humanos e animais mostram que o consumo do chá de hibisco melhora a saúde do fígado, pois aumenta as enzimas desintoxicantes e reduz os danos ao órgão. De acordo com uma pesquisa divulgada no The Journal of Functional Foods, tomar o extrato de hibisco por 12 semanas melhorou a esteatose hepática em 19 pessoas com sobrepeso. O problema de saúde ocorre quando há gordura em excesso no fígado e causa a insuficiência hepática &#8211;quando o órgão deixa de realizar suas funções como a desintoxicação do organismo.</p>



<p><strong>5. Evita a retenção de líquido </strong></p>



<p>O corpo humano pode reter água em excesso, causando inchaços que incomodam bastante. O chá de hibisco é rico em quercetina, substância que possui ação diurética, ou seja, aumenta a produção da urina ao longo do dia. Seu consumo, elimina assim, uma maior quantidade de toxinas e de água retida pelo corpo.</p>



<p><strong>Benefícios em estudo </strong></p>



<p><strong>&#8211; Previne envelhecimento precoce</strong>: o chá de hibisco é rico em antioxidantes. Por isso, ajuda a prevenir doenças causadas pelo acúmulo de radicais livres, que causam danos às células e acarreta envelhecimento precoce. Um estudo da Universidade de Ilorin (Nigéria) realizou uma pesquisa com ratos e comprovou que o extrato de hibisco aumentou o número de enzimas antioxidantes e reduziu os efeitos nocivos dos radicais livres em até 92%. Mas ainda são necessários estudos para comprovar se o chá de hibisco proporciona esse benefício em humanos.</p>



<p><strong>&#8211; Afasta o risco de câncer</strong>: mais uma vez os antioxidantes, principalmente as antocianinas podem diminuir o risco de câncer. Muitos estudos realizados em tubos de ensaio apontam que a inclusão de alimentos antioxidantes contribui para a prevenção de muitas doenças, incluindo o câncer. Uma pesquisa divulgada na Nutrition Cancer mostrou que o extrato de hibisco prejudicou o crescimento celular e reduziu as chances de câncer de boca e de mieloma múltiplo (câncer raro de sangue). Além disso, um estudo realizado também em tubos de ensaio divulgou que o alimento inibe as células cancerígenas do estômago em até 52%.</p>



<p><strong>Riscos e contraindicações </strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/ac/2019/01/18/flores-de-hibisco-desidratadas-1547831015647_v2_750x421.jpg" alt="Flores de hibisco desidratadas - iStock - iStock"/><figcaption>Imagem: iStock</figcaption></figure>



<p>O chá de hibisco reduz os níveis de estrogênio no organismo, por isso, não é indicado para pessoas que fazem terapia de reposição hormonal (TRH) ou tomam pílulas anticoncepcionais. Além disso, ele também altera a fertilidade, pois inibe a ovulação temporariamente.</p>



<p>Não é recomendado o uso durante a gestação ou para lactantes, uma vez que há alteração no equilíbrio hormonal e o chá de hibisco atua sobre a musculatura do útero, podendo levar a um aborto e há também o risco de mutações genéticas.</p>



<p>Deve-se evitar o consumo do chá de hibisco durante à noite, para que não ocorra queda na qualidade do sono. Por ter ação diurética, o chá de hibisco causa eliminação contínua de potássio e outros eletrólitos, não se tornando recomendável para pessoas com doenças cardíacas grave, que necessitam de níveis adequados desse mineral. O consumo excessivo de chá causa efeitos indesejáveis como dor de cabeça, náuseas, hipotensão, câimbras e problemas relacionados ao fígado.</p>



<p>Assim como acontece com outros chás de ervas, o de hibisco pode interferir na eficácia de alguns medicamentos, principalmente anti-hipertensivos e o paracetamol. Sendo assim, antes de consumir o chá de hibisco, é importante consultar um médico.</p>



<p><strong>Como consumir o chá de hibisco </strong></p>



<p>A recomendação dos especialistas é consumir de uma a duas xícaras de 200 ml de chá de hibisco por dia. A melhor forma de preparo é a infusão. Coloque uma colher de sopa da planta seca em 1 litro de água quente e deixe repousar entre 5 a 10 minutos e depois coe. Mantenha, de preferência, em um recipiente de vidro ou cerâmica.</p>



<p>Se preferir gelado, conserve na geladeira por no máximo 6h. Porém, o ideal é sempre tomar logo após o preparo, para não perder suas propriedades. O chá de hibisco não deve ser adoçado com açúcar ou com adoçantes artificiais.</p>



<p>Fontes: Marisa Diniz Graça, nutricionista do Hospital Leforte; Marisa Resende Coutinho, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo; e Thalita Fialho, professora de Nutrição da FMP/Fase (RJ).</p>



<p>Fonte: <em>UOL: VIVA BEM</em></p>
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		<title>Como a comida controla o cérebro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 12:17:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[ALIMENTAÇÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que você come influencia diretamente o que você sente. Veja como a alimentação pode mexer com os seus neurotransmissores, alterar estruturas cerebrais, desregular o apetite – e até estimular ansiedade e depressão. Qual foi a última coisa que você comeu?&#160;Uma maçã, um bife, um pedaço de pizza? O processo digestivo, seja qual for o alimento, &#8230;</p>
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<p><em>O que você come influencia diretamente o que você sente. Veja como a alimentação pode mexer com os seus neurotransmissores, alterar estruturas cerebrais, desregular o apetite – e até estimular ansiedade e depressão.</em></p>



<p><strong>Qual foi a última coisa que você comeu?</strong>&nbsp;Uma maçã, um bife, um pedaço de pizza? O processo digestivo, seja qual for o alimento, é sempre o mesmo: o organismo quebra as moléculas e extrai a energia contida na comida. E o órgão que mais consome energia é o cérebro. Ele é responsável por 20% da taxa metabólica basal (calorias que o corpo gasta em repouso, simplesmente para sobreviver), e queima até 320 kcal por dia. O cérebro recebe a energia na forma de glicose, um açúcar que o sistema digestivo obtém dos carboidratos (e também pode, caso necessário, sintetizar a partir de proteínas e gorduras). Mas novos estudos têm demonstrado que a coisa não é tão simples assim. A comida tem o poder de aumentar ou reduzir os níveis de neurotransmissores, provocar alterações em tecidos cerebrais, estimular ansiedade e depressão ou influir no comportamento de maneiras mais insidiosas. Inclusive, até, controlando o que e quanto você vai comer.</p>



<p>Depois que você faz uma refeição, o intestino produz um hormônio chamado uroguanilina. Essa substância age, de forma ainda não plenamente compreendida, sobre os rins, o coração e o próprio sistema digestivo. Ele também está relacionado à saciedade: é um aviso para o cérebro de que o corpo recebeu calorias suficientes, e ele pode cortar o sinal de fome, para que você pare de comer. Isso foi demonstrado pela primeira vez em 2011, quando cientistas de duas universidades americanas criaram ratos de laboratório geneticamente modificados, incapazes de produzir uroguanilina&nbsp;<strong>(1)</strong>. Isso eliminou o controle de apetite dos bichinhos, que comiam de forma insaciável e invariavelmente se tornavam obesos. Nos anos seguintes, pesquisas examinaram a ação da uroguanilina em humanos e constataram que ela desempenha um papel similar. Mas o mais interessante veio em 2016, quando pesquisadores das universidades Stanford e Thomas Jefferson, nos EUA, voltaram aos camundongos de laboratório para fazer um teste: o que acontece com a uroguanilina se você pegar ratos normais, que produzem esse hormônio, e deixar eles se esbaldarem de comida?&nbsp;</p>



<p>Durante 14 semanas, os camundongos tiveram acesso irrestrito, 24 horas por dia, a uma dieta altamente calórica&nbsp;<strong>(2)</strong>. Resultado: a superalimentação estressou as células do intestino, que pararam de produzir uroguanilina. E, sem esse hormônio, o cérebro não disparava os sinais de saciedade. Percebeu? O consumo excessivo de comida, num período contínuo (equivalente a 10% do tempo de vida dos ratos de laboratório), tornou as cobaias&nbsp;<em>biologicamente incapazes de parar de comer.</em></p>



<p>Segundo os cientistas, a chave do problema está no retículo endoplasmático, uma organela das células que fabrica proteínas e hormônios. Ele foi sobrecarregado pela alimentação excessiva e parou de funcionar. Comer demais, e de forma crônica, pode desregular os mecanismos hormonais e cerebrais de controle do apetite.</p>



<p>Alimentos ultraprocessados também têm o poder de fazer isso. Foi o que descobriram cientistas do Instituto Nacional de Saúde dos EUA&nbsp;<strong>(3)</strong>. Eles dividiram 20 voluntários saudáveis, sendo dez homens e dez mulheres, em dois grupos por 15 dias. O primeiro grupo se alimentou de alimentos in natura, pouco processados (frutas, verduras, carne, peixe, leite, ovos, grãos), e podia comer o quanto quisesse. O segundo grupo também tinha essa liberdade, mas com uma diferença: passou os 15 dias comendo alimentos altamente industrializados, ricos em gordura trans, xarope de milho com alta frutose (HFCS) e todo tipo de aditivo. Depois das duas semanas, as dietas foram invertidas entre os grupos e o estudo prosseguiu por mais 15 dias. Os participantes fizeram a mesma quantidade de exercícios.</p>



<p>Em média, as pessoas ficavam satisfeitas depois de comer 2.600 calorias diárias quando estavam na dieta pouco processada – mas, com a alimentação industrializada, só paravam depois de 3.100. E isso também tem a ver com hormônios que agem sobre o cérebro. O estudo descobriu que, quando as pessoas estavam na dieta composta por alimentos&nbsp;<em>in natura</em>, tinham maiores níveis do hormônio PYY, que inibe o apetite, e menos grelina, hormônio que dispara os sinais de fome. O que você come influi diretamente sobre os mecanismos de controle do apetite – e ganhar ou perder peso não é só uma questão de força de vontade. Longe disso.</p>



<p>O cérebro tenta impedir os gordos de emagrecer, num círculo vicioso que mantém a obesidade. A primeira pista disso veio em 1994 com a descoberta da leptina, um hormônio que é produzido pelas células adiposas e avisa ao cérebro que o corpo está com bastante energia estocada (na forma de gordura corporal). Com o tempo, o corpo dos obesos se torna menos sensível à leptina, e o cérebro passa a não detectar os sinais de saciedade.</p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SI_425_comida_site1.png" alt="Comer muito pode fazer você comer mais. E isso não é só uma questão de força de vontade: envolve uma disfunção neurológica." class="wp-image-320539" title="SI_425_comida_site1"/><figcaption>Comer muito pode fazer você comer mais. E isso não é só uma questão de força de vontade: envolve uma disfunção neurológica. Felipe Del Rio/Superinteressante</figcaption></figure>



<p>Em 2013, pesquisadores da Universidade Brown, nos EUA, descobriram que outro hormônio entra na equação. É o alfa-MSH, que suprime o apetite e promove a queima de calorias. Durante 12 semanas, eles alimentaram um grupo de ratos&nbsp;<strong>(4)</strong>&nbsp;com uma dieta hipercalórica e outro grupo com uma dieta normal. Os animais superalimentados ficaram obesos, e isso impediu a produção do alfa-MSH. A raiz do problema, de novo, estaria no retículo endoplasmático – ele fica sobrecarregado e para de fabricar o alfa-MSH, o que descontrola o apetite e realimenta o processo, num círculo vicioso.</p>



<p>A boa notícia é que comer bem pode condicionar positivamente o cérebro – e modificar naturalmente o apetite. A chave disso está no chamado “sistema de recompensa”, um conjunto de neurônios que engloba três regiões cerebrais: o nucleus accumbens (ligado à motivação), a amígdala (relacionada ao estresse) e o córtex pré-frontal (responsável pela tomada de decisões). Esse sistema libera dopamina, um neurotransmissor relacionado a sensações prazerosas. Em obesos, ele é ativado quando o indivíduo vê imagens de alimentos altamente calóricos. Mas cientistas da Universidade Tufts, nos EUA, provaram que é possível treinar o cérebro para abandonar a fissura por&nbsp;<em>junk food</em>. Durante seis meses, eles acompanharam 13 adultos com sobrepeso, que foram divididos em dois grupos: um comeu normalmente, como sempre, e o outro seguiu uma dieta saudável, com direito a encontros semanais por videoconferência e lições sobre alimentação. O cérebro dos voluntários foi escaneado, via ressonância magnética, no começo e no fim do estudo&nbsp;<strong>(5)</strong>.</p>



<p>O grupo da dieta perdeu em média 6 kg, enquanto o outro ganhou em torno de 2 kg. Mas isso é óbvio. O surpreendente estava nos exames de ressonância magnética. O primeiro exame mostrou que o sistema de recompensa era ativado, em ambos os grupos, quando as pessoas viam fotos de comidas muito calóricas (frango frito, por exemplo). Após seis meses, porém, o grupo da dieta demonstrou mais ativação cerebral ao ver alimentos saudáveis, como um sanduíche natural. Seu cérebro havia mudado. No fim das contas, não precisamos abrir mão do prazer na hora de sentar à mesa. Só precisamos transformar o círculo vicioso em nosso favor, tendo cautela com certos alimentos. Alguns deles, mais do que simplesmente desregular o apetite, podem provocar alterações de comportamento – e estimular ansiedade e depressão.</p>



<h3>OS AMINOÁCIDOS E OS DANOS</h3>



<p>Junto com as calorias, a alimentação também nos fornece vitaminas, minerais e os nove “aminoácidos essenciais” – que o organismo não consegue sintetizar, e obtemos diretamente na alimentação. Dois deles, o triptofano e a fenilalanina, são especialmente críticos para as funções cerebrais. A fenilalanina, que está presente em alimentos como ovo, frango, carne, feijão, lentilha, ervilha e abacate, é transformada pelo organismo em tirosina e depois dopamina. Já o triptofano, contido no leite, na carne, no pão e nos ovos, é a matéria-prima da serotonina, outro neurotransmissor crucial (a maioria dos antidepressivos age sobre ele, inclusive).</p>



<p>Antes que você pergunte, não adianta se entupir desses alimentos para tentar bombar a produção dos dois neurotransmissores: o cérebro tem mecanismos que limitam automaticamente a quantidade deles. Basta manter uma dieta saudável e variada. Por dia, o corpo precisa de 25 miligramas de fenilalanina e tirosina (somadas) a cada quilo de peso corporal. Isso significa que uma pessoa de 70 kg, por exemplo, precisa ingerir aproximadamente 875 mg de cada um desses aminoácidos por dia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SI_425_comida_site4.png" alt="O corpo depende de nove “aminoácidos essenciais”, que só obtemos diretamente a partir de certos alimentos. E a falta de dois deles pode estar ligada a ansiedade e depressão." class="wp-image-320532" title="SI_425_comida_site4"/><figcaption>O corpo depende de nove “aminoácidos essenciais”, que só obtemos diretamente a partir de certos alimentos. E a falta de dois deles pode estar ligada a ansiedade e depressão. Felipe Del Rio/Superinteressante</figcaption></figure>



<p>Não é difícil chegar lá. Você pode comer um pãozinho francês com um copo de leite no café da manhã, um omelete e um filé de frango no almoço, mais um iogurte e um sanduíche com duas fatias de queijo no lanche da tarde, e já terá ingerido a dose necessária de triptofano. E a fenilalanina? Só o peito de frango já fornece tudo.&nbsp;O que você não pode fazer é deixar de ingerir os aminoácidos essenciais – porque aí, sim, haverá efeitos ruins. Isso já foi bem estabelecido. Uma meta-análise feita por cientistas da Universidade de Amsterdã, que analisaram 53 trabalhos científicos sobre a fenilalanina e o triptofano publicados ao longo de quatro décadas&nbsp;<strong>(10)</strong>, constatou uma relação direta entre a falta dessas substâncias e o risco de depressão, especialmente em pessoas com histórico familiar da doença.</p>



<p>A ingestão de determinados alimentos, e não apenas sua falta, também pode causar problemas. “Nossos estudos mostram que o consumo excessivo de açúcar altera a bioquímica do cérebro e a maneira como os circuitos se comunicam”, diz a neurocientista Selena Bartlett, da Queensland University of Technology, na Austrália. Em 2019, ela e outros pesquisadores revisaram mais de 300 estudos&nbsp;<strong>(11)</strong>&nbsp;sobre o tema, e concluíram que há “evidências esmagadoras” de que uma dieta rica em açúcar está associada a ansiedade e depressão. A equipe de Bartlett demonstrou, numa experiência em ratos de laboratório&nbsp;<strong>(12)</strong>, que o consumo crônico de açúcar provoca&nbsp;alterações anatômicas no cérebro, encurtando os dendritos (as pontas dos neurônios). São danos evidentes, que não acontecem só em cobaias de laboratório – alterações do tipo já foram encontradas em cérebros humanos&nbsp;<em>(veja quadro abaixo)</em>.</p>



<p>O açúcar não é o único alimento capaz de provocar mudanças anatômicas no cérebro. O sal também pode fazer isso. Dietas ricas em sódio são associadas a maior risco de doenças neurológicas, mas até há pouco tempo os cientistas não sabiam explicar bem por quê. Como o sal aumenta a pressão arterial, acreditava-se que o problema estivesse na redução do fluxo de sangue no cérebro. Mas pesquisas recentes mostraram que uma dieta rica em sal aumenta o risco de demência mesmo em quem não têm hipertensão. Como é possível?</p>



<p>Costantino Iadecola, professor da Faculdade de Medicina Weill Cornell, decifrou o enigma. Ele alimentou camundongos com uma dieta contendo entre 8 e 16 vezes a quantidade normal de sal <strong>(13)</strong>. Após dois meses, os animais se saíram mal em testes cognitivos: não conseguiam reconhecer objetos e demoravam mais para sair de um labirinto. Iadecola pensou que o excesso de sal estivesse causando danos pela redução do fluxo sanguíneo. Mas, ao analisar o tecido cerebral, ele viu outra coisa acontecendo: havia acúmulo de uma proteína chamada tau, ligada à doença de Alzheimer. “A tau é essencial para o funcionamento dos neurônios. Em condições como Alzheimer e demência, no entanto, ela se torna disfuncional”, diz Iadecola.</p>



<p>Normalmente, a tau fica sob controle graças ao efeito do ácido nítrico, que é produzido pelas células endoteliais do cérebro (elas formam a barreira hematoencefálica, uma camada de proteção que envolve o órgão). Mas o excesso de sal desregula todo o processo. O problema começa no intestino, onde o sal provoca um aumento de células de defesa chamadas linfócitos TH17. Esses linfócitos produzem IL17, uma proteína que inflama as células endoteliais do cérebro. E elas, por sua vez, param de produzir óxido nítrico – o que leva ao acúmulo da proteína tau. A boa notícia é que o problema é reversível: quando Iadecola restaurou a produção de óxido nítrico nos ratos, a cognição deles melhorou.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SI_425_comida_infografico.png" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img src="https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SI_425_comida_infograficothumb.png" alt="-" class="wp-image-320538" title="SI_425_comida_infograficothumb"/></a><figcaption>Lisa Mosconi/Weill Cornell Medical College/Divulgação</figcaption></figure>



<p>Os brasileiros consomem em média 9,3 g de sal por dia, quase o dobro do recomendado pela OMS. Mas os animais do estudo comeram muito mais do que isso. Ingeriram proporcionalmente mais sal até do que a população do Cazaquistão, que lidera o consumo no mundo (17 g por dia). Será, então, que devemos mesmo nos preocupar com a tau? Iadecola diz que sim. “Os animais ingeriram essa dieta por apenas dois meses, mas as pessoas consomem dietas ricas em sal a vida inteira”, afirma. “Mesmo que os níveis de sal sejam inferiores aos do estudo, o efeito ao longo de vários anos poderia ser comparável.”</p>



<p>Adoramos o sal porque ele é vital para o organismo. Sal é rico em sódio, e sem sódio o sistema nervoso não consegue disparar sinais elétricos. O corpo também precisa dele para equilibrar o fluido dentro e fora das células. Por isso o sabor salgado é tão gostoso, tão atraente – evoluímos para desejá-lo. Com o açúcar, acontece a mesma coisa.</p>



<p>Milhares de anos atrás, antes da criação da agricultura, nossos ancestrais só obtinham açúcar das frutas (só disponíveis em parte do ano, durante certas estações) e do mel (escasso e protegido pelas abelhas). Ou seja: era um acesso limitado. A evolução então programou nosso cérebro para ingerir muito açúcar nas poucas vezes em que o encontrássemos, pois isso garantia uma reserva calórica para os tempos de escassez. Mas hoje vivemos rodeados de doces, balas, bebidas e alimentos açucarados – e isso tem gerado um curto-circuito.</p>



<p>A explosão do açúcar começou nos anos 1960, quando ele passou a ser usado industrialmente para substituir gorduras, mascarar o amargor, turbinar o consumo de bebidas doces e tornar os alimentos mais palatáveis. Desde então o consumo mundial de açúcar triplicou, sobretudo devido à sua adição oculta nos alimentos processados. Nesse mesmo período houve uma disparada nos casos de depressão, que cresceram 18% só nos últimos dez anos, segundo a OMS, e hoje somam 300 milhões de pessoas (11,5 milhões de brasileiros), sendo a principal causa de incapacidade no planeta.</p>



<p>Isso depende de vários outros fatores, claro (inclusive a disposição das pessoas deprimidas em buscar ajuda e a propensão dos médicos em diagnosticar a doença). Mas é possível que o consumo avassalador de açúcar, que é de quase 180 milhões de toneladas por ano – o que dá espantosos 23 quilos para cada ser humano, incluindo bebês –, possa estar contribuindo para isso. E o açúcar não se limita a alterar o cérebro; também pode gerar dependência.</p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SI_425_comida_site3.png" alt="Uma alimentação rica em sal e açúcar pode desencadear ansiedade e depressão – e até causar perdas cognitivas." class="wp-image-320531" title="SI_425_comida_site3"/><figcaption>Uma alimentação rica em sal e açúcar pode desencadear ansiedade e depressão – e até causar perdas cognitivas. Felipe Del Rio/Superinteressante</figcaption></figure>



<h3>SACAROSE E NICOTINA</h3>



<p>Para que uma substância vicie, ela precisa se conectar a determinados alvos no cérebro. E o açúcar acerta em cheio um dos principais: os chamados “receptores nicotínicos”. A principal função desses receptores, que existem no cérebro e em outras partes do corpo, é responder à ação da acetilcolina, um neurotransmissor que faz os músculos se moverem. Os receptores também se encaixam muito bem à nicotina, e por isso ganharam esse nome. E o açúcar age diretamente sobre eles. “Nós publicamos vários estudos mostrando que ele é tão viciante quanto o álcool e o cigarro”, diz Bartlett. O açúcar também se conecta aos receptores opioides, e pode até potencializar o efeito da morfina&nbsp;<em>(leia no quadro abaixo)</em>.</p>



<p>Assim como essas drogas, o açúcar atua sobre o “sistema de recompensa” do cérebro, que libera dopamina. Quando esse mecanismo é estimulado cronicamente por alguma substância, ele perde a sensibilidade e a pessoa tem de consumir maiores quantidades do produto para obter o mesmo efeito – até que o cérebro se adapta e passa a precisar daquela substância para operar normalmente. Essa é a definição de dependência química.</p>



<p>Curiosamente, esse efeito também pode ocorrer com adoçantes artificiais, como demonstrou o neurocientista Serge Ahmed, da Universidade de Bordeaux. Ele é especialista no vício em álcool e drogas, mas resolveu estudar os efeitos da sacarina em cobaias de laboratório&nbsp;<strong>(14)</strong>. Ahmed permitiu que 132 ratos, que nunca haviam ingerido açúcar ou adoçante, escolhessem oito vezes por dia entre duas alavancas: uma lhes dava uma recompensa de cocaína (0,25 mg, injetados por uma sonda intravenosa que já estava colocada nos ratos) e a outra dava acesso, durante 20 segundos, a água adoçada com sacarina (0,2%). Resultado: 94% dos animais preferiram a sacarina. A mesma preferência foi observada com sacarose (açúcar). “Nossas descobertas demonstram que a doçura intensa pode superar a recompensa pela cocaína, mesmo em indivíduos viciados em drogas”, concluiu Ahmed no estudo.</p>



<p>Os adoçantes também podem enganar o cérebro e fazer a pessoa comer mais – indo contra sua grande vantagem, que é justamente ter poucas calorias. Em 2017, cientistas da Universidade Yale demonstraram que os refrigerantes zero caloria, feitos com adoçante, geram uma resposta metabólica anormal&nbsp;<strong>(15)</strong>: o corpo acha que está ingerindo um alimento rico em açúcar e reage disparando uma série de processos cerebrais e digestivos. Como na verdade não há açúcar, nem calorias, esse processo é frustrado – e a pessoa sente fome exagerada. Trata-se de uma distorção neurológica, sem componente emocional (não é que a pessoa come mais porque tomou um refrigerante diet, por exemplo, e se sente à vontade para exagerar no resto).</p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SI_425_comida_site2.png" alt="Alimentos feitos com adoçantes artificiais podem gerar sinais metabólicos anormais – e fazer o cérebro disparar um alerta de fome." class="wp-image-320540" title="SI_425_comida_site2"/><figcaption>Alimentos feitos com adoçantes artificiais podem gerar sinais metabólicos anormais – e fazer o cérebro disparar um alerta de fome. Felipe Del Rio/Superinteressante</figcaption></figure>



<p>Isso foi provado numa experiência com um bicho de cognição rudimentar: a mosca-da-fruta. Em 2016, o geneticista Greg Neely, da Universidade de Sydney, alimentou moscas com duas dietas diferentes <strong>(16)</strong>. A primeira continha alimentos adoçados com açúcar; a outra, comida feita com o adoçante sucralose. Após cinco dias, as moscas que ingeriram sucralose haviam consumido 30% mais calorias do que as que comeram açúcar. Elas simplesmente comiam mais. Quando o adoçante foi removido da dieta, o consumo de calorias voltou ao normal. O  estudo foi replicado em camundongos, que receberam uma dieta com sucralose – e, ao longo de uma semana, ingeriram 50% mais calorias. </p>



<p>Já havia provas de que, em humanos, trocar o açúcar por adoçante não evitava ganho de peso nem diabetes. Mas não se sabia bem por quê. Neely matou a charada. “Os adoçantes imitam o estado de fome no cérebro”, diz. Também interferem na insulina – um hormônio liberado pelo pâncreas quando o nível de glicose (açúcar) no sangue aumenta. Quando comemos mais do que precisamos, a insulina entra em ação e permite que a glicose seja estocada nas células, diminuindo a taxa de açúcar no sangue. Os adoçantes também provocam a liberação desse hormônio. “A insulina então abre a porta das células para que o açúcar entre. Mas, como não há nenhum açúcar para entrar, as células ficam pedindo mais”, diz a médica espanhola Marta Aranzadi, especialista em nutrição. (Se você tem propensão a diabetes, melhor cortar os refrigerantes zero da dieta.)</p>



<p>O açúcar é capaz de fazer algo ainda mais surpreendente: interferir na população de micróbios que vivem no intestino. Ao longo da evolução, humanos e micróbios desenvolveram uma simbiose. Nós os hospedamos e alimentamos; em troca, eles ajudam a regular as funções de diversos órgãos, incluindo o cérebro. Em certo sentido, somos mais micróbios que humanos, pois carregamos 130 células de bactérias para cada 100 células humanas. A maioria mora no sistema digestivo. E essa região tem uma conexão direta com o cérebro: é o nervo vago, um feixe de fibras nervosas que se estende do crânio até o aparelho digestivo. Esse nervo é uma via de mão dupla, transmitindo mensagens do abdômen para nossa massa cinzenta e vice-versa. Isso permite que o cérebro controle e monitore a digestão – e também explica por que sentimos frio na barriga quando ficamos ansiosos.</p>



<p>Durante a vida, a população de bactérias vai mudando, principalmente por causa da dieta. Nos últimos anos, alguns estudos encontraram relações entre estresse, ansiedade e a microbiota. Cientistas da Universidade de Oxford constataram, em 2015, que pessoas com mais bactérias dos gêneros&nbsp;<em>Lactobacillus</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Bifidobacterium</em>&nbsp;tinham menores níveis de cortisol&nbsp;<strong>(17)</strong>, o hormônio do estresse. O mecanismo envolvido ainda é desconhecido. Algumas bactérias do sistema digestivo produzem neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, mas eles não penetram no cérebro (é mais provável que ajam no sistema nervoso entérico, uma rede de neurônios que percorre o aparelho digestivo).</p>



<p>Seja qual for o mecanismo envolvido, o açúcar parece interferir com ele: em 2020, uma experiência da Universidade do Texas&nbsp;<strong>(18)</strong>&nbsp;revelou que o consumo excessivo altera a microbiota de ratos, que passam a ter mais bactérias das espécies&nbsp;<em>A. muciniphila&nbsp;</em>e&nbsp;<em>B. fragilis</em>&nbsp;– cuja presença aumenta os níveis de inflamação no corpo.</p>



<p>Ainda não se sabe se isso também acontece em humanos, nem se a proliferação dessas bactérias pode ter efeito sobre nós. Por via das dúvidas, melhor maneirar no açúcar e em outras coisas que fazem mal, e preferir alimentos saudáveis. Eles podem ser tão ou mais gostosos do que a&nbsp;<em>junk food</em>. O segredo é convencer o cérebro. E isso não precisa ser uma tarefa árdua, que requer muita força de vontade. Afinal, você já tem uma arma poderosa para reprogramá-lo: a própria comida.</p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SI_425_comida_site5.png" alt="O sistema digestivo, e as bactérias que vivem nele, têm um canal direto de comunicação com o cérebro: o nervo vago." class="wp-image-320533" title="SI_425_comida_site5"/><figcaption>O sistema digestivo, e as bactérias que vivem nele, têm um canal direto de comunicação com o cérebro: o nervo vago. Felipe Del Rio/Superinteressante</figcaption></figure>



<h3>BOX: A CONEXÃO AÇÚCAR-OPIOIDES</h3>



<p><em>O açúcar e os adoçantes agem sobre os mesmos receptores cerebrais afetados pelo ópio.</em></p>



<p>Em 1991, cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, demonstraram que a sacarose (açúcar comum) tem efeito analgésico&nbsp;<strong>(6)</strong>. Bebês que tomaram 2 ml de uma solução contendo 12% dessa substância, logo antes de um exame de sangue, choraram 50% menos com a agulhada do que os demais, que haviam ingerido 2 ml de água. É um efeito interessante (e que também foi verificado no procedimento de circuncisão), mas não prova uma ação direta, neuroquímica, sobre o cérebro: os bebês, afinal, talvez só estivessem distraídos com o sabor do açúcar.</p>



<p>Cinco anos mais tarde, pesquisadores da Universidade Tufts, também nos EUA, deram um passo à frente: provaram que, em ratos de laboratório, o açúcar potencializava o efeito da morfina&nbsp;<strong>(7)</strong>, um analgésico opioide. Nas cobaias que haviam sido alimentadas com sacarose ao longo de três semanas, a injeção de morfina chegava a ser duas vezes mais potente. Parecia haver, portanto, uma relação entre os receptores opioides (que existem por todo o sistema nervoso e respondem a substâncias produzidas pelo organismo, como a endorfina, bem como a medicamentos derivados do ópio, como a morfina e a heroína).</p>



<p>Em seguida, os cientistas tiveram a ideia de testar a naloxona, um remédio usado para tratar o vício em morfina e heroína. Ele se encaixa nos receptores opioides, reduzindo a síndrome de abstinência dessas drogas (que é fortíssima, podendo até matar). E, em ratos, também teve outro efeito: fez com que os bichinhos comessem menos açúcar. Com os receptores opioides ocupados pela naloxona, o cérebro da cobaia ficava satisfeito, e ela não sentia vontade de comer açúcar. Essa hipótese também foi testada em humanos, num estudo da Universidade de Michigan, que administrou naloxona para 40 mulheres&nbsp;<strong>(8)</strong>. O medicamento cortou a vontade de ingerir doces. Mas isso só aconteceu nas voluntárias que tinham o hábito de comer muitos alimentos açucarados – sugerindo que elas haviam se tornado, de alguma forma, neurologicamente dependentes do açúcar.</p>



<p>Em 2005, cientistas da Universidade de Princeton finalmente conseguiram demonstrar o mecanismo do vício em açúcar, condicionando ratos a comer alimentos doces. Quando isso acontecia, seus cérebros disparavam dopamina (neurotransmissor associado a situações prazerosas). Depois de algum tempo, o cérebro se adaptava a um nível aumentado dessa substância, reduzindo a quantidade de receptores de dopamina – e aumentando o número de receptores opioides, mudanças similares às observadas em cobaias viciadas em heroína&nbsp;<strong>(9)</strong>.</p>



<p><strong>Fontes 1&nbsp;</strong><em>A uroguanylin-GUCY2C endocrine axis regulates feeding in mice.&nbsp;</em>S Waldman e outros, 2011.<strong>&nbsp;2</strong><strong></strong><em>Calorie-induced ER stress suppresses uroguanylin satiety signaling in diet-induced obesity</em>. S Waldman e outros, 2016.&nbsp;<strong>3&nbsp;</strong><em>Ultra-Processed Diets Cause Excess Calorie Intake and Weight Gain: An Inpatient Randomized Controlled Trial of Ad Libitum Food Intake</em>. K Hall e outros, 2019.&nbsp;<strong>4&nbsp;</strong><em>Obesity Induces Hypothalamic Endoplasmic Reticulum Stress and Impairs Proopiomelanocortin (POMC) Post-translational Processing.&nbsp;</em>E Nillni e outros, 2013<em>.</em><strong>&nbsp;5</strong><strong></strong><em>Pilot randomized trial demonstrating reversal of obesity-related abnormalities in reward system responsivity to food cues with a behavioral intervention.&nbsp;</em>SB Roberts e outros, 2014<em>.</em></p>



<p><strong>6</strong>&nbsp;<em>Sucrose as an analgesic for newborn infants.</em>&nbsp;E Blass e L Hoffmeyer, 1991.&nbsp;<strong>7</strong>&nbsp;<em>Duration of&nbsp;</em><em>sucrose availability differentially alters morphine-induced analgesia in rats.&nbsp;</em>K d’Anci e outros, 1996.&nbsp;<strong>8</strong>&nbsp;<em>Naloxone, an opiate blocker, reduces the consumption of sweet high-fat foods in obese and lean female binge eaters.&nbsp;</em>A Drewnowski e outros, 1995.<strong>9</strong>&nbsp;<em>Evidence for sugar addiction: Behavioral and neurochemical effects of intermittent, excessive sugar intake.&nbsp;</em>B Hoebel e outros, 2009.</p>



<p><strong>10</strong>&nbsp;<em>Mood is indirectly related to serotonin, norepinephrine and dopamine levels in humans: a meta-analysis of monoamine depletion studies.&nbsp;</em>HG Ruhé e outros, 2007.&nbsp;<strong>11</strong>&nbsp;<em>The impact of sugar consumption on stress driven, emotional and addictive behaviors.</em>&nbsp;S Bartlett e outros, 2019.<strong>&nbsp;12&nbsp;</strong><em>Binge-like sucrose consumption reduces the dendritic length and complexity of principal neurons in the adolescent rat basolateral amygdala.&nbsp;</em>S Bartlett e outros, 2017.<strong>&nbsp;13&nbsp;</strong>Dietary salt promotes cognitive impairment through tau phosphorylation. C Iadecola e outros, 2019.</p>



<p><strong>14 </strong><em>Intense Sweetness Surpasses Cocaine Reward. </em>S Ahmed e outros, 2007. <strong>15 </strong><em>Integration of Sweet Taste and Metabolism Determines Carbohydrate Reward. </em>D Small e outros, 2017. <strong>16</strong><em> Sucralose Promotes Food Intake through NPY and a Neuronal Fasting Response. </em>G Neely e outros, 2016. <strong>17</strong>  <em>Prebiotic intake reduces the waking cortisol response and alters emotional bias in healthy volunteers</em>. P Burnet e outros, 2015.<strong> 18 </strong><em>Dietary simple sugars alter microbial ecology in the gut and promote colitis in mice</em>. H Zaki e outros, 2020.</p>



<p>Fonte:<em> Super Interessante</em></p>
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		<title>Cortar completamente carne e laticínios faz bem à saúde? O que diz a ciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[luizamelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 12:42:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS DE SAÚDE]]></category>
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		<category><![CDATA[ALIMENTAÇÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais e mais pessoas estão comendo refeições vegetarianas e veganas — e parte do motivo é que isso é visto como mais saudável. A BBC buscou as evidências sobre o impacto na saúde. O número de pessoas que diminuíram o consumo de carnes e laticínios ou cortaram completamente esses alimentos de suas dietas tem aumentado &#8230;</p>
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<h2>Mais e mais pessoas estão comendo refeições vegetarianas e veganas — e parte do motivo é que isso é visto como mais saudável. A BBC buscou as evidências sobre o impacto na saúde.</h2>



<p>O número de pessoas que diminuíram o consumo de carnes e laticínios ou cortaram completamente esses alimentos de suas dietas tem aumentado na última década.</p>



<p>Em 2018, segundo o Ibope, 30 milhões de brasileiros não comiam nenhuma carne — em áreas metropolitanas, o percentual de brasileiros vegetarianos havia saltado de 8%, em 2012, para 16% em 2018, segundo o instituto. Já no Reino Unido, segundo pesquisa da The Vegan Society, o número de veganos quadruplicou entre 2006 e 2018.</p>



<p>Uma motivação comum para quem decide deixar o bife para trás são os benefícios à saúde. A dieta vegana é geralmente considerada mais rica em fibras e tem índices menores de colesterol, proteínas, cálcio e sal do que a dieta onívora.</p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://s2.glbimg.com/ChRCvCoAxhlpcI7FLsujHiMDYtY=/0x0:976x549/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/G/x/Yv94AdStaYQA9wmST6jQ/1.jpg" alt="Pessoas que seguem dieta vegana ou vegetariana tendem a apresentar risco menor de desenvolver doenças cardíacas — Foto: Getty Images"/><figcaption>Pessoas que seguem dieta vegana ou vegetariana tendem a apresentar risco menor de desenvolver doenças cardíacas — Foto: Getty Images</figcaption></figure>



<p>Mas ainda existem conceitos equivocados e a eliminação completa de carne, peixe, ovos e laticínios de nossas dietas gera preocupações.</p>



<h2>Vitamina B12</h2>



<p>Uma delas é se uma dieta vegana fornece vitamina B12 suficiente. Essa vitamina ajuda a prevenir danos no sistema nervoso e é encontrada em carnes, peixes, ovos e laticínios, mas não em frutas ou vegetais.</p>



<p>Recomenda-se que os adultos consumam 1,5 microgramas de vitamina B12 por dia.</p>



<p>&#8220;A deficiência de B12 pode levar a sintomas neurológicos irreversíveis se a deficiência se prolongar muito&#8221;, diz Janet Cade, do Grupo de Epidemiologia Nutricional da Escola de Ciência e Nutrição Alimentar da Universidade de Leeds, no Reino Unido.</p>



<p>Um estudo recente com 48 mil pessoas com mais de 18 anos comparou a saúde de quem come carne, pescetarianos (aqueles que comem peixes, ovos e laticínios, mas não carne de outros animais) e vegetarianos, incluindo alguns veganos (aqueles que não consomem nenhum tipo de carne, nem produtos derivados de animais, como mel, leite, gelatina ou ovos).</p>



<p>Eles descobriram que as pessoas com dietas veganas e vegetarianas têm menor risco de doença cardíaca, mas maior risco de derrame, em parte, possivelmente, devido à falta de vitamina B12.</p>



<p>Os pesquisadores descobriram que aqueles que não comiam carne registraram 10 casos a menos de doenças cardíacas e três derrames a mais a cada mil pessoas, em comparação com carnívoros.</p>



<p>A pesquisadora Tammy Tong, epidemiologista nutricional da Universidade de Oxford, diz que o maior risco de derrame hemorrágico — quando há sangramento em uma parte do cérebro — pode ter várias razões.</p>



<p>Embora o colesterol baixo proteja o organismo contra doenças cardíacas e derrames isquêmicos, existem evidências de que os baixos níveis de colesterol (associados à dieta vegana e vegetariana) podem estar associados a um pequeno risco de derrame hemorrágico.</p>



<p>Mas é fácil obter a quantidade &#8220;minúscula&#8221; que nosso organismo precisa de vitamina B12 a partir da chamada levedura nutricional ou de alimentos fortificados — aqueles enriquecidos com nutrientes — como o leite vegetal, diz Marco Springmann, pesquisador sênior de sustentabilidade ambiental e saúde pública da Universidade de Oxford.</p>



<p>Em países onde os alimentos não são enriquecidos com vitamina B12, o especialista recomenda suplementos vitamínicos.</p>



<p>Já a Academia de Nutrição e Dietética, dos EUA, afirma que a levedura nutricional não é uma fonte adequada de vitamina B12, e diz que os veganos devem tomar suplementos ou comer alimentos fortificados. As crianças e os bebês alimentados com dieta vegana também precisam ter volumes suficientes de vitamina B12 garantidos.</p>



<h2>Proteína</h2>



<p>Outra preocupação comum para quem está tentado a fazer a transição é se uma dieta vegana fornece proteína suficiente.</p>



<p>Embora as frutas e os legumes não tenham muita proteína, não há motivo para preocupação, diz Springmann. &#8220;Nunca [vimos] problemas de deficiência de proteína, apenas em pessoas que não comem calorias suficientes&#8221;, diz ele. &#8220;A proteína está em tudo.&#8221;</p>



<p>O leite de soja, por exemplo, tem aproximadamente a mesma quantidade de proteínas que o leite de vaca.</p>



<p>Também é improvável que uma dieta vegana cause deficiência de ferro, diz Springman, desde que sua alimentação inclua frutas e vegetais de todas as cores.</p>



<p>&#8220;Com o tempo, o corpo pode se adaptar à quantidade de ferro disponível na dieta. Se você tiver uma ingestão de ferro menor, poderá usar esse nutriente de forma mais eficiente &#8220;, diz o especialista.</p>



<p>Para Springman, a dieta vegana equilibrada é uma das dietas mais saudáveis.</p>



<p>&#8220;Descobrimos que a dieta vegana pode ser uma das mais saudáveis, superando a performance dos pescetarianos e vegetarianos, porque a dieta vegana é mais rica em frutas, legumes e vegetais e os benefícios à saúde compensam qualquer outra coisa&#8221;, diz Springman.</p>



<p>Ele recomenda que se coma muitas frutas e legumes de diferentes cores, nozes e castanhas, cereais integrais, feijões e lentilhas, além de sementes de chia, cânhamo e linhaça, que contêm ômega 3.</p>



<h2>Variedade</h2>



<p>Para aqueles que se preocupam com o fato de a dieta vegana supostamente não oferecer variedade suficiente, um estudo em 2018 não encontrou evidências de que uma dieta mais variada seja mais saudável.</p>



<p>Na verdade, foi descoberto que aqueles que seguiam uma dieta mais diversificada tendiam a ingerir mais alimentos processados ​​e bebidas açucaradas.</p>



<p>Ainda sobre alimentos não saudáveis, Springman mostrou preocupação com a crescente popularidade de junk food vegana. &#8220;Essas substituições veganas de junk food podem resultar no mesmo perfil de consumo de um onívoro não saudável&#8221;, diz.</p>



<p>Mas não precisa ser assim.</p>



<p>Em um estudo recente sobre os efeitos de uma dieta rica em plantas, mas não estritamente vegana, pesquisadores usaram índices que classificaram pessoas de acordo com o percentual de comidas a base de plantas em comparação com as de origem animal em suas dietas.</p>



<p>Aqueles que tinham dietas com maior ingestão de frutas e vegetais e menor consumo de produtos animais tiveram resultados mais saudáveis. O risco de doenças cardiovasculares entre os que consumiam mais plantas foi até 32% mais baixo, após ajustes de variáveis como idade, sexo, raça, educação e comportamentos como fumo, consumo de álcool e exercício.</p>



<p>&#8220;Encontramos uma relação impressionante entre padrões alimentares e o risco de ocorrências clínicas importantes&#8221;, diz Casey Rebholz, autora do estudo e professora assistente da Escola de Saúde Pública John Hopkins Bloomberg, em Baltimore, nos EUA.</p>



<p>Ela notou que pessoas que comiam mais frutas e vegetais geralmente comiam menos carne vermelha e processada, laticínios e peixe. No entanto, a pesquisa não confirma se a relação entre comer mais alimentos não-animais e a queda nos riscos de doença cardíaca se mantêm com o tempo ou se altera.</p>



<p>Em outras palavras, ela não provou se uma dieta estritamente vegana é mais positiva do que uma dieta composta principalmente por frutas e vegetais, mas com alguns produtos animais.</p>



<p>&#8220;Acredito que os benefícios para a saúde de uma dieta baseada em vegetais venham da combinação entre comer mais frutas e vegetais e quantidades menores de alimentos de origem animal, incluindo gordura saturada&#8221;, avalia a especialista.</p>



<h2>Associações precipitadas</h2>



<p>Muitos cientistas questionam a confiabilidade de pesquisas que associam a dieta vegana a uma melhora na saúde, uma vez que os veganos já tendem a ser mais saudáveis de forma geral.</p>



<p>&#8220;Normalmente, os veganos fumam menos, bebem menos álcool e se exercitam mais&#8221;, diz Faidon Magkos, professor associado do Departamento de Nutrição, Exercício e Esportes da Universidade de Copenhague (Dinamarca), que no ano passado publicou um estudo sobre pesquisas que examinam os efeitos da dieta vegana na saúde.</p>



<p>Esses fatores ligados ao estilo de vida, que também podem contribuir para um risco menor de doenças cardíacas e mortalidade, podem sugerir que a dieta vegana sozinha é mais saudável do que realmente pode ser.</p>



<p>Esses estudos servem como ponto de partida, lembra Faidon, e como a maioria dos dados sobre o veganismo é de observação, ainda existem incertezas em torno da dieta, principalmente quando se trata de efeitos a longo prazo.</p>



<p>Por exemplo: embora a glicemia mais alta possa indicar um risco maior de desenvolver diabetes, isso não ocorre necessariamente.</p>



<p>Para confirmar se uma mudança na dieta afeta a saúde, é necessário seguir os participantes por tempo suficiente para que sintomas de doenças apareçam, com estudos que durem pelo menos um ano&#8221;, diz Faidon.</p>



<h2>Longo prazo</h2>



<p>Evelyn Medawar, autora de uma análise sobre os benefícios metabólicos de uma dieta baseada em vegetais, diz que é importante que mais pesquisadores comecem a observar os efeitos da dieta na saúde.</p>



<p>&#8220;No momento, a sociedade está à frente das pesquisas quando se trata da dieta vegana&#8221;, diz ela.</p>



<p>&#8220;Muitas pessoas têm dúvidas sobre a dieta vegana devido a possíveis deficiências nutricionais, e só agora os pesquisadores estão pesquisando isso e os benefícios e riscos a longo prazo.&#8221;</p>



<p>&#8220;Precisamos afastar os medos ou conhecer as consequências a longo prazo. Isso pode fazer com que mais pessoas se interessem em adotar a dieta vegana por motivos de saúde&#8221;, diz.</p>



<p>Segundo Medawar, ainda pode demorar alguns anos até que tenhamos resultados de pesquisas sobre a forma como a dieta vegana afeta nossa saúde, já que isso exige estudos controlados.</p>



<p>Mas, apesar da falta de dados específicos sobre a dieta vegana, os pesquisadores dizem que as evidências existentes sobre dieta e saúde geralmente indicam algumas tendências.</p>



<p>Embora as evidências não sejam muito fortes para a dieta vegana especificamente, ela parece estar ligada a uma saúde melhor em geral. Em termos de densidade óssea, fraturas podem ser mais comuns devido a uma possível menor ingestão de cálcio e de vitamina B12.</p>



<p>Veganos têm um índice de massa corporal mais baixo (IMC), o que significa melhores níveis de colesterol e pressão arterial mais baixa, o que é um importante fator de risco para doenças cardíacas.</p>



<p>A dieta vegana é muito parecida com qualquer outra. Ou seja, ela pode ajudar a diminuir o risco de doenças ou aumentá-lo, dependendo dos alimentos que você consome.</p>



<p>&#8220;Se você comparar uma dieta baseada em vegetais com uma dieta não saudável que inclui carne, a dieta baseada em vegetais é certamente melhor&#8221;, diz Faidon. &#8220;Mas, se você seguir uma dieta onívora relativamente prudente, como a dieta mediterrânea, rica em frutas, legumes, verduras e pouca carne, há evidências que sugerem que esse tipo de dieta onívora é pelo menos tão saudável quanto uma dieta vegana&#8221;, ele prossegue.</p>



<p>Ainda há muito para se pesquisar antes de termos certeza se o veganismo pode ser mais saudável do que qualquer outra dieta — especialmente quando se trata de efeitos à saúde a longo prazo.</p>



<p>Enquanto isso, os especialistas aconselham que a melhor dieta vegana é aquela que inclui muitas frutas e vegetais, suplementos de vitamina B12 e menos frituras e alimentos processados.</p>



<p>FONTE: <em>G1 BEM-ESTAR</em></p>
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		<title>Obesidade Infantil: como prevenir desde cedo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[saudenacapital]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2020 11:51:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DICAS DE NUTRIÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS DE SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[ALIMENTAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[NUTRIÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[OBESIDADE INFANTIL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como os hábitos estimulados ainda na infância têm impacto também no futuro Independente da fase da vida, os cuidados com a saúde precisam ser constantes. Isso inclui a alimentação, a prática de atividade física, o controle do ganho de peso e a manutenção de tantos outros hábitos saudáveis. Como a própria palavra já sugere, hábito &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Entenda</strong><em> como os hábitos estimulados ainda na infância têm impacto também no futuro</em></p>



<p>Independente da fase da vida, os cuidados com a saúde precisam ser constantes. Isso inclui a alimentação, a prática de atividade física, o controle do ganho de peso e a manutenção de tantos outros hábitos saudáveis. Como a própria palavra já sugere, hábito é algo constante. E aqueles que começam desde cedo podem se estender pelo resto da vida.</p>



<p>Ter uma boa saúde é uma construção que começa ainda na infância, mas que tem grandes repercussões na vida adulta. É pensando no futuro dos pequenos que 3 de junho foi escolhido como o dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. A data tem como objetivo conscientizar sobre os cuidados necessários para controle da obesidade em crianças.</p>



<p>Segundo dados do Ministério da Saúde, crianças acima do peso têm mais chances de se tornarem adultos também obesos. A consequência disso é o aparecimento de diversas doenças, como diabetes, problemas ortopédicos, distúrbios psicológicos, doenças cardiovasculares e hipertensão, sendo essa última o fator de risco principal para infarto e acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame. Vale lembrar ainda que a obesidade também provoca complicações caso haja infecção por Covid-19.</p>



<h2><strong>O que causa a obesidade?</strong></h2>



<p>Muita gente se engana ao pensar que a obesidade acontece apenas por conta de um fator genético. Quando falamos em obesidade infantil, muitas vezes estamos tocando também em dois temas importantes: alimentação e prática de atividade física. Ou seja, a obesidade é caracterizada pelo excesso de peso e é resultado de uma associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.</p>



<p>Levando em consideração os aspectos ambientais e comportamentais, é inevitável não pensar em como as crianças de hoje em dia estão deixando de lado as brincadeiras para passar mais tempo em frente às telas. É inevitável também não lembrar de como os hábitos alimentares das famílias foram afetados pelos alimentos processados e ultraprocessados.</p>



<p>Muitas crianças estão crescendo em ambientes que propiciam o aumento de peso e a obesidade. Ou seja, que favorecem comportamentos associados ao sedentarismo e à ingestão de alimentos calóricos, ricos em gorduras, sódio, aditivos químicos e pobres em nutrientes.</p>



<p>Dados obtidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mostram como a situação no Brasil já é bastante preocupante. Em 2019, entre as crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde do SUS, 14,8% dos menores de 5 anos e 28,1% das crianças entre 5 e 9 anos tinham excesso de peso. Destas, 7% e 13,2% apresentavam obesidade. Ainda em 2019, 5% das crianças com idade entre 5 e 10 anos foram classificadas com obesidade grave.</p>



<p>A mesma avaliação conseguiu constatar também que entre as crianças de seis a 23 meses, 31% consumiram bebidas adoçadas, 48% consumiram algum alimento ultraprocessado e 28% consumiram especificamente biscoito recheado, doces ou guloseimas no dia anterior à coleta dos dados.</p>



<h2><strong>Como identificar que uma criança está acima do peso?</strong></h2>



<p>Fazer um bom monitoramento da evolução da criança é o primeiro passo para identificar o excesso de peso. O diagnóstico de obesidade na infância depende das medidas de peso, altura, data de nascimento e sexo. A depender da classificação do Índice de Massa Corporal (IMC) por idade, tem-se a avaliação do estado nutricional da criança.</p>



<p>É durante o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil que intervenções precoces podem ser feitas, caso seja observado ganho de peso excessivo nas crianças. Desta forma, o preenchimento correto das informações (idade, peso, altura e IMC) na Caderneta de Saúde da Criança e o monitoramento desse crescimento ao longo do tempo é uma oportunidade para prevenir e controlar o problema.</p>



<h2><strong>Como tratar e prevenir a obesidade infantil?</strong></h2>



<p>Sabendo que muitas vezes é o contexto que propicia o surgimento da doença, a melhor dica é construir uma força-tarefa entre todos aqueles que atuam na vida criança. Ou seja, é um trabalho conjunto entre família, comunidade, escola, rede de saúde e outros mais.</p>



<p>Comece pelas refeições preparadas em casa e baseadas em alimentos&nbsp;<em>in natura</em>&nbsp;ou minimamente processados. Continue a mudança resgatando as antigas brincadeiras e deixando de lado um pouco as telas.</p>



<h2><strong>Cuidados com as crianças durante a pandemia</strong></h2>



<p>A alimentação exerce um papel importante na saúde das pessoas, principalmente durante o enfrentamento de uma pandemia. Mais do que nunca, é preciso estar atento a maneiras de estimular o consumo de alimentos adequados e saudáveis.</p>



<p>Também é importante manter em foco a prática de atividades físicas, por mais simples que sejam. Então confira algumas dicas para lidar com as crianças durante a quarentena:</p>



<p>&#8211; Para garantir que não falte alimentos naturais e de qualidade, faça um bom planejamento. Assim, você vai otimizar o momento de saída para as compras e garantir que a quantidade adquirida dure mais tempo, evitando outras saídas de casa;</p>



<p>&#8211; Incentive a participação das crianças no planejamento e preparo das refeições. Assim, elas se sentem estimuladas a comer melhor. Além disso, a dinâmica colaborativa evita que um único membro fique sobrecarregado. Sem contar que é uma ótima maneira de estreitar os laços entre os membros da família;</p>



<p>&#8211; Resgate brincadeiras que podem ser feitas dentro de casa e na companhia de outros familiares, como jogos, esconde-esconde, dança, mímica e pular corda, entre outras;</p>



<p>&#8211; Mantenha os cuidados com a higiene. Estimule as crianças a lavarem as mãos com frequência e as oriente para não tocar os olhos, o nariz e a boca. Se precisar sair de casa, que seja sempre com máscara e respeitando a distância mínima de 2 metros entre as pessoas.</p>



<p><strong>FONTE:</strong> Saúde Brasil<a href="http://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-exercitar-mais/brincadeira-pode-ajudar-a-combater-obesidade-infantil"></a></p>
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		<title>Tem diverticulite? Saiba mais sobre o que você (não) deve comer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[saudenacapital]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 15:12:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DICAS DE NUTRIÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[ALIMENTAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[DIVERTICULITE]]></category>
		<category><![CDATA[NUTRIÇÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseie a sua alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados, aposte nas fibras e beba mais água. Você já ouviu falar na diverticulite? O nome parece estranho, mas essa doença pode estar cada vez mais ligada ao estilo de vida moderno. Isso porque, além dos fatores genéticos, os hábitos alimentares ruins aumentam as chances &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Baseie a sua alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados, aposte nas fibras e beba mais água.</em></p>



<p>Você já ouviu falar na diverticulite? O nome parece estranho, mas essa doença pode estar cada vez mais ligada ao estilo de vida moderno. Isso porque, além dos fatores genéticos, os hábitos alimentares ruins aumentam as chances do surgimento dessa doença, conforme afirma o médico Sérgio Lima, Coordenador do Serviço de Coloproctologia do Hospital Universitário João De Barros Barreto, ligado a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).</p>



<p>Em entrevista ao Saúde Brasil, ele explica alguns pontos sobre a doença e como é possível evitar que ela apareça. Mas antes de falar sobre tratamento e prevenção, vamos explicar o que são os divertículos e a diverticulite.</p>



<h2><strong>Afinal, o que são os divertículos? Todo mundo tem?</strong></h2>



<p>Tudo começa com o surgimento dos divertículos, que são pequenas bolsas que podem aparecer em qualquer parte do tubo digestivo, sendo mais comum no intestino grosso, também conhecido como cólon. Como o próprio nome sugere, diverticulite nada mais é que a inflamação de um dos divertículos.</p>



<p>Mas o médico lembra que nem todo mundo tem essas pequenas bolsas no intestino grosso. Elas podem se desenvolver ao longo do tempo, tendo uma prevalência de 30% aos 60 anos e 65% ou mais aos 80 anos.</p>



<h2><strong>Como identificar a diverticulite?</strong></h2>



<p>Segundo Sérgio Lima, a maioria dos pacientes apresentam dor abdominal, especialmente no canto inferior esquerdo. Sentir dor ao apertar o abdome também é um sinal de algo não vai bem. Outros sintomas comuns da doença são febre e diarreia.</p>



<p>Em caso de suspeita da doença, o exame indicado para o diagnóstico é a tomografia de abdome, afirma o médico. E ele alerta que, em situação de crise, a colonoscopia deve ser evitada, pois pode agravar o quadro inflamatório.</p>



<h2><strong>Como o estilo de vida pode influenciar a diverticulite?</strong></h2>



<p>Nas últimas décadas, o Brasil passou por diversas mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais que evidenciaram transformações no modo de vida da população. Nesse contexto, o setor saúde tem importante papel na promoção da alimentação adequada e saudável, compromisso expresso na Política Nacional de Alimentação e Nutrição e na Política Nacional de Promoção da Saúde.</p>



<p>Existem três fatores que podem ser associados ao surgimento dos divertículos e, consequentemente, da diverticulite: a predisposição genética, idade e os hábitos alimentares. Segundo Sérgio Lima, a ingestão de água e alimentos ricos em fibras, além da prática de atividade física, podem evitar o surgimento da doença. Vale ressaltar que a obesidade pode favorecer as complicações da diverticulite. </p>



<p>O&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>&nbsp;é um documento oficial que aborda os princípios e as recomendações de uma alimentação adequada e saudável, configurando-se como instrumento de apoio às ações de educação alimentar e nutricional no Sistema Único de Saúde (SUS) e também em outros setores.</p>



<figure class="wp-block-image"><img src="https://saudebrasil.saude.gov.br/images/Box-SAIBA-MAIS---diverticulite.jpg" alt=""/></figure>



<h2><strong>O que você não deve comer?</strong></h2>



<p>Alguns estudos mostram um risco aumentado de desenvolvimento da doença diverticular associado à dieta rica em carne vermelha e gordura, conforme afirma o médico Sérgio Lima.</p>



<p>Ele explica ainda que beber pouca água e comer alimentos com pouca fibra provoca a constipação intestinal, causando o aumento da pressão no interior do cólon, o que força a mucosa da região e contribui para a formação dos divertículos.</p>



<p>Alimentos como legumes, verduras e frutas são excelentes fontes de fibras, vitaminas, minerais e de vários compostos que contribuem para a prevenção de muitas doenças. Os ultraprocessados, como biscoitos recheados, salgadinhos “de pacote”, refrigerantes e macarrão “instantâneo”, são nutricionalmente desbalanceados e podem ser muito pobres em fibras.</p>



<p>Por conta de sua formulação e apresentação, eles tendem a ser consumidos em excesso. Já a falta de fibras decorre da ausência ou da presença limitada de alimentos in natura ou minimamente processados nesses produtos.</p>



<p>Além disso, alguns medicamentos como os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que é caso do paracetamol, podem provocar a diverticulite, segundo o médico.</p>



<h2><strong>Por que consumir fibras é importante?</strong></h2>



<p>A inclusão de fibras na dieta tem impacto positivo na normalização das concentrações de lipídeos sanguíneos, redução dos níveis glicêmicos, aumento do bolo fecal e melhoria do trânsito intestinal. Efeitos que evitariam a formação dos divertículos, explica o médico.</p>



<h4><strong>Xô, intestino preso&nbsp;</strong></h4>



<p>A publicação explica ainda que as fibras insolúveis (não solúveis em água) aumentam a capacidade de retenção de água do material não digerido e, por isso, ocorre o aumento do volume fecal e a diminuição do tempo do trânsito intestinal, aumentando a frequência das evacuações.</p>



<p>Fontes de&nbsp;fibra insolúvel: grãos (feijão, grão de bico, soja, lentilha), cereais integrais (arroz, centeio, trigo e farelos), vegetais e talos de vegetais (brócolis, couve-flor), verduras folhosas, cascas e bagaços de frutas.</p>



<h2><strong>Qual o tratamento para a diverticulite?</strong></h2>



<p>O tratamento é clínico em casos mais leves, combinando medicamentos e dieta, conforme explica o médico. Em casos mais intensos e graves, pode ser preciso internar o paciente e até mesmo realizar uma intervenção cirúrgica.</p>
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		<title>Vai beber alguma coisa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[saudenacapital]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 15:04:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DICAS DE NUTRIÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[ALIMENTAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[BEBIDA DURANTE A REFEIÇÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A clássica pergunta que sempre vem na hora de fazer um pedido no restaurante. É tão comum que já ficou até automático. O garçom chega na mesa e logo oferece o cardápio de bebidas. Com os pedidos dos pratos feitos, a pergunta que sempre encerra é: “E para beber, o que você vai querer?”. Em &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>A clássica pergunta que sempre vem na hora de fazer um pedido no restaurante.</em></p>



<p>É tão comum que já ficou até automático. O garçom chega na mesa e logo oferece o cardápio de bebidas. Com os pedidos dos pratos feitos, a pergunta que sempre encerra é: “E para beber, o que você vai querer?”. Em muitos lugares, os combos já são montados sempre incluindo alguma bebida para acompanhar.</p>



<p>E não é só fora de casa que isso acontece. O hábito de ingerir líquidos durante as refeições também é muito comum em casa, seja no almoço, jantar ou lanche. Os eleitos para fazer esse acompanhamento geralmente são sucos e refrigerantes, mas em alguns casos entram aí as bebidas alcoólicas, como vinhos e cervejas.&nbsp;</p>



<p>Apesar de parecer harmonizar muito bem com esse momento, a ingestão de líquidos durante as refeições principais (almoço e jantar) não é recomendada, pois conforme ensina o livro&nbsp;<a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/desmistificando_duvidas_sobre_alimenta%C3%A7%C3%A3o_nutricao.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Desmistificando dúvidas sobre Alimentação e Nutrição</a>&nbsp;a prática pode resultar em distensão no estômago, dificultando a digestão.</p>



<p>O problema fica ainda maior quando falamos da ingestão de bebidas adoçadas, como refrigerantes e sucos artificiais. Eles por si só já proporcionam malefícios ao organismo pelo alto teor de açúcares em sua composição, mas quando associados a outros alimentos podem contribuir para o aumento das calorias ingeridas em uma mesma refeição.</p>



<p><a href="http://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-alimentar-melhor/mais-alimentos-naturais-menos-retencao-de-liquido"><strong></strong></a><em><strong>Veja também</strong>&nbsp;</em><a href="http://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-alimentar-melhor/mais-alimentos-naturais-menos-retencao-de-liquido" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mais alimentos in natura, menos retenção de líquido</a></p>



<h2><strong>Ajuda a descer?</strong></h2>



<p>Um outro ponto a ser lembrado é que muitas pessoas investem no consumo dos líquidos para facilitar a ingestão do alimento. Quem nunca ouviu a seguinte frase: “é bom tomar alguma coisa para ajudar a descer”. Acontece que ao induzir a deglutição com algum líquido estamos ignorando um passo importantíssimo: a mastigação. Quando feito de maneira adequada, essa etapa contribui e muito para a saciedade, a boa digestão dos alimentos e a absorção de nutrientes.</p>



<p>Segundo o livro&nbsp;<a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/desmistificando_duvidas_sobre_alimenta%C3%A7%C3%A3o_nutricao.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Desmistificando dúvidas sobre Alimentação e Nutrição</a>, quando mastigamos mais vezes os alimentos, naturalmente aumentamos nossa concentração no ato de comer e prolongamos sua duração. Além dos benefícios para a saúde, esse processo nos proporciona o prazer de usufruir dos diferentes sabores e texturas de cada alimento.</p>



<h2><strong>Faz bem?</strong></h2>



<p>O ideal é não consumir líquidos ou ingerir água durante as refeições. Mas harmonizar um vinho com algum prato especial é inevitável em alguns momentos, a gente sabe. Ou ainda matar a sede que surge, dependendo do tempero da preparação.</p>



<p>Quando for realmente necessário beber alguma coisa, é importante ficar atento à quantidade. Em geral, não será prejudicial se o líquido for ingerido de maneira moderada (até um copo americano). E se possível, dê sempre preferência à água.</p>



<p>Os sucos de frutas naturais, sem ou com pouco açúcar, também podem ser consumidos, de preferência aqueles contendo frutas ricas em vitamina C, como acerola, laranja, limão, goiaba, caju, mamão e kiwi, entre outras, por auxiliarem na absorção do ferro, conforme recomenda o livro do Ministério da Saúde.</p>



<p>FONTE: SAÚDE BRASIL</p>
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